O cancelamento da participação do Twisted Sister no Bangers Open Air, em São Paulo, gerou preocupação imediata entre os fãs brasileiros. A saída de Dee Snider da turnê comemorativa de 50 anos da banda rapidamente alimentou rumores sobre um possível quadro grave de saúde.
Mas o próprio vocalista tratou de colocar um ponto final na especulação.
Em comunicado divulgado na última semana, Snider revelou que décadas de performances intensas — marca registrada desde o auge oitentista do Twisted Sister — cobraram um preço alto. Aos 70 anos, convivendo com artrite degenerativa e questões cardíacas, ele admitiu que já não consegue sustentar fisicamente o nível de entrega que sempre exigiu de si mesmo no palco.
“A ideia de diminuir o ritmo é inaceitável para mim. Prefiro me afastar do que ser uma sombra do que eu era”, declarou.
A fala foi suficiente para que parte do público interpretasse a situação como algo mais alarmante. Diante da repercussão, Snider gravou um vídeo para tranquilizar os fãs:
“Eu não vou morrer! Quer dizer, todos nós vamos morrer um dia — mas não agora.”
Segundo ele, a decisão não representa um adeus à música ou à vida artística. O que está fora de cogitação é subir ao palco sem a intensidade explosiva que sempre definiu sua persona. Para Snider, fazer menos do que isso seria desrespeitar a própria história construída com suor, exagero e volume máximo.
O cancelamento inclui a apresentação no Bangers Open Air, que acontece nos dias 25 e 26 de abril, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Em nota, os guitarristas Jay Jay French e Eddie Ojeda afirmaram que o futuro do Twisted Sister será discutido nas próximas semanas.
Enquanto isso, Snider garante que segue ativo: continua à frente do programa de rádio House of Hair, trabalha em novos projetos audiovisuais e mantém a produção criativa.
O que muda, ao que tudo indica, é apenas o palco.
Para um artista cuja carreira sempre foi sinônimo de intensidade, faz sentido.

