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Rock in Rio Lisboa: Em noite memorável, Muse justifica posto de headliner com ótimo show

Pela terceira vez no Rock in Rio Lisboa, Muse não decepcionou seus fãs
Por Marcelo Alves

O que se espera de um headliner de um festival de música? Que faça um show totalmente arrebatador. Daqueles que pegam a plateia de jeito e deixa as suas expectativas totalmente saciadas. Nem sempre o Rock in Rio consegue isso com suas atrações principais. Mas este não é o caso do Muse, velho conhecido do festival de Lisboa, onde tocou pela terceira vez. 

A banda inglesa comandado pelo cantor e guitarrista Matthew Bellamy fez um dos shows que desde já está marcado como um dos melhores do festival. Foi um espetáculo de um nível tão alto que ofuscou qualquer outra banda que tenha tocado antes neste primeiro dia de festival. 

Com 24 anos de estrada e sete álbuns de estúdio, o Muse tem repertório suficiente para isso. E focou no que tinha de melhor para construir o set list de 18 canções espalhadas pela 1h30min de show. 

Assim, estavam hits como “Supermassive Black Hole”, “Resistance” e “Starlight”, uma das músicas cantadas em coro pelo público que encheu a cidade do rock montada no Parque da Bela Vista, na capital portuguesa.

Do mais recente álbum, o irregular Drones (2015), apenas duas canções entraram no repertório. E foram exatamente duas das melhores: “Psycho” e “Mercy”. Já os discos Absolution (2003) e Black Holes and Revelations (2006), contribuíram para a quase metade do set list, com quatro canções cada.
O talentoso Matthew Bellamy de joelhos, em momento "guitar hero"
O grupo entregou um furacão sonoro que começou logo a partir de “Psycho”, a segunda canção do show. A partir daí, Bellamy foi enfileirando músicas praticamente sem parar e com poucas interações com o público. Embora quando tentasse falar fosse simpático e desse atenção aos fãs. Fãs estes que vibravam com cada acorde e a cada música que surgia do set. De fato, o público do Rock in Rio Lisboa parece ter um carinho especial pelo Muse. Não é à toa que a banda tenha tocado tantas vezes no festival. No Rio, por exemplo, ela só esteve uma vez, na edição de 2013.

O Muse é uma banda em plena forma. Bellamy canta ainda melhor, equilibrando-se bem nos seus vibratos e falsetes, sua marca registrada. Juntos, ele, o baixista Chris Wolstenholme e o baterista Dominic Howard, formam um conjunto absolutamente azeitado que não dá espaço para qualquer furo ou vazio sonoro. O objetivo é bombardear o público sem parar.  

Bellamy parece ter uma relação simbiótica com a guitarra. Por vezes emula um Jimi Hendrix tocando com a guitarra por trás da cabeça ou com a boca. Em outros momentos inspira-se no jeito de tocar de Tom Morello. E na mistura destes elementos, surge o jeito Bellamy de conduzir a banda e a sua guitarra pelos caminhos da distorção.

Quando o Muse volta para o bis para tocar “Take a Bow” e “Uprising”, o público já está delirando. Só o resta pegar o metrô de volta para casa cantarolando “Knights of Cydonia”, a canção que fechou uma noite memorável para os fãs da banda.

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