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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Paramore volta mais pop e tropical em seu novo disco, 'After Laughter'

Paramore está de volta com o "indie colorido" do novo disco, "After Laughter"
PARAMORE
"After Laughter"
Fueled By Ramen; 2017
Por Lucas Scaliza


Agora que o álbum está entre nós, não resta dúvidas de que o Paramore resolveu investir no lado mais pop da banda e o temperou com elementos indie e tropicais. É o quinto disco da banda de Nashville, que desta vez resolveu gravar pela primeira vez em sua cidade natal, o que parece ter servido para unir melhor os seus quatro membros e dar a eles mais conforto (afinal, a banda passou por maus bocados, mesmo tendo chegado ao ápice de sua popularidade com o último disco, Paramore, de 2013), já que o som não parece ter sofrido nenhum impacto ou influência da cena country ou roqueira de Nashville. A banda é pop agora – e eles deixaram claro que dariam essa guinada musical.

Como banda de rock, o Paramore sempre foi bem básico. Não é como se o Metallica deixasse de compor hinos metaleiros épicos para se dedicar agora ao punk rock de três acordes, entende? Por isso achei, lá em 2013, que a faixa “Ain’t It Fun?” de fato foi uma das melhores composições que a banda já tinha feito. Não era a mais rock’n’roll e nem a mais pesada, mas misturava com maestria diversos elementos diferentes que ressaltavam as qualidades musicais totais do grupo.

'After Laughter' é bem divertido, por um tempo. A trinca que abre o disco, com os singles “Hard Times”, “Told You So” e “Rose-Colored Boy” é excelente e mostra que o grupo está muito bem situado nessa nova roupagem. O guitarrista Taylor York nem parece ter feito esforço para encontrar um novo jeito de encarar riffs e fills mais solares (um bom exemplo está em “Forgiveness”). Zac Faro, que voltou à banda, comanda a bateria com a retidão de quem sabe que essas novas faixas precisam de ritmo e precisão, não de viradas sensacionais (mas ele encontra alguns espaços para sair do feijão com arroz).

Aliás, não há nada de sensacional no álbum. As melodias são cativantes, mas nenhuma é excepcional. As harmonias e timbres estão muito bem colocadas na proposta, porém sem grandes sacadas. Em suma, não traz inovação alguma para o indie colorido, mas entrega tudo muito bem feito e de fato cumpre o papel de propor outra sonoridade para a banda. “26” não só mostra a cantora Hayley Williams se dando bem com registros mais baixos, mas também traz arranjos orquestrais para complementar o violão doce e de harmonia muito bem escolhida de York no violão. E há diversos sons que vão surgindo e ampliando o espectro do grupo, como os teclados em “Pool” e “Grudges”. E com uma ótima narração de fundo, “No Friend” se constrói como uma faixa instrumental do tipo que não se espera do Paramore (sempre tão calcado em sua vocalista) e nem de um disco como 'After Laughter', que preza pela segurança.

O veredito, assim, é que 'After Laughter' não é o melhor trabalho da banda, mas está entre os melhores. É uma mudança sonora que deu certo, embora fique a sensação de que poderiam ter sido mais ousados. Hayley Williams continua sendo a cara da banda e sua principal força magnética, mostrando mais uma vez que é uma ótima cantora e bastante consciente do que pode cantar e como. Diferente de quem canta como se precisasse impressionar jurados a cada refrão (alô, Sia!), ela não vê problema em cantar sem forçar a voz, sem elevar demais a tonalidade das músicas e sem saltos de oitavas. Ah, e mesmo que não seja mais rock, punk ou emo, você sabe que Hayley Williams cantando, tal é a personalidade de sua voz preservada mesmo quando embalada em um produto diferente.

Parentes e amigos se despedem de Chris Cornell ao som de "All Night Thing" do Temple Of The Dog


Nesta sexta-feira (26), amigos e parentes de Chris Cornell foram dar o último adeus ao músico numa cerimônia que aconteceu no Hollywood Forever Cemetery, conhecido como o 'cemitério das celebridades'. Não faltaram presenças ilustres, principalmente no mundo do rock. James Hetfield e Lars Ulrich do Metallica; Dave Grohl, Pat Smear e Taylor Hawkins do Foo Fighters; Perry Farrell e Dave Navarro do Jane's AddictionKrist Novoselic do Nirvana; Jeff Ament do Pearl Jam; Jerry Cantrell do Alice in Chains; Mike Bordin do Faith No More; Gavin Rossdale do Bush; além de vários atores como James Franco, Christian Bale e um dos grandes amigos de Chris, Brad Pitt.

Kim Thayil, Matt Cameron (companheiros de Soundgarden) e Tom Morello (companheiro de Audioslave) fizeram discursos emocionados ao músico. Já o vocalista do Linkin Park, Chester Bennington, cantou "Hallelujah". O funeral começou com os oradores do cemitério interpretando "Like a Stone", do Audioslave. No entanto, foi ao som de "All Night Thing", do Temple of the Dog que os amigos foram deixando o local, para que esse fosse aberto para o público e fãs.

As cinzas de Cornell foram colocadas ao lado de outro astro do rock: o seu amigo particular, Johnny Ramone.

Steve Vai convida fãs brasileiros para turnê de 25 anos de 'Passion And Warfare'

Steve Vai em ação no Rock in Rio 2015 / Foto: Adriana Vieira
Steve Vai está prestes a desembarcar no Brasil com a turnê “Passion and Warfare 25th Anniversary Tour”, onde toca na íntegra o seu disco mais famoso. A turnê chega começa por Brasília no dia 1º de junho (Clube do Congresso) e depois segue por Belo Horizonte no dia 2/6 (Music Hall), Rio de Janeiro no dia 3/6 (Imperator), São Paulo no dia 4/6 (Tom Brasil), Porto Alegre no dia 6/6 (Araújo Viana) e Curitiba no dia 7/6 (Ópera do Arame).

O guitarrista gravou um vídeo para convidar os fãs brasileiros a prestigiarem a turnê desse disco, que segundo o próprio garantiu com exclusividade ao Rock On Board, é o melhor de sua carreira. Abaixo, você pode conferir o vídeo da Free Pass com Steve mandando um recado para os fãs. "Esperamos por vocês! Vai ser legal!", ele garante.



A turnê também contará com um número limitado de pacotes Premium VIP Experience Passion e Warfare EVO, disponíveis para compra somente pelo site do guitarrista: www.vai.com. Através da Experiência EVO, os fãs terão uma rara oportunidade de fazer parte de um encontro exclusivo com Steve, participar de uma sessão privada de perguntas e respostas para os participantes do EVO, assistir à passagem de som, tirar uma foto pessoal com Steve, participar de uma sessão de autógrafos, e muito mais.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Papa Roach mantém coerência sonora em 'Crooked Teeth', seu nono disco de estúdio

Papa Roach retorna com disco feito na medida para seus fãs
PAPA ROACH
"Crooked Teeth"
Eleven Sevem Music; 2017
Por Bruno Eduardo


Papa Roach é uma das poucas bandas sobreviventes do finado nu-metal que continua na ativa lançando discos e fazendo turnês mundiais sem nunca ter dado uma pausa. É verdade que o grupo não chegou a repetir o mesmo sucesso comercial de seu segundo trabalho de estúdio - o consagrado 'Infest', que traz o hit rap-metal, "Last Resort". No entanto, eles sempre mantiveram uma persistência saudável na fórmula rock de guitarras+refrões grudantes, resultando numa coleção de hinos radiofônicos competentes em toda carreira ("She Loves Me Not", "Scars", "Hollywood Whoore", "Face Everything And Rise", são alguns exemplos). Para alegria dos fãs, 'Crooked Teeth', nono disco de estúdio do grupo, segue essa mesma regra e não decepciona.

Se no trabalho anterior ('F.E.A.R.'), o flerte com os sintetizadores foi o ponto principal, aqui o grande apego é com o rap e o hip hop. "Crooked Teeth", primeira música liberada aos fãs e apresentada ao vivo aqui no Brasil no fim do ano passado [saiba como foi AQUI], é um bom exemplo disso. "My Medication" também. Ambas possuem uma junção forte de guitarras e vocais baseados no rap e representam bem o que é o som do Papa Roach, relembrando até sua fase um pouco mais old school. Outra que segue a característica da banda, só que adicionada por um refrão ganchudo é "American Dreams", que inclusive já está até rolando em algumas FMs brasileiras. 

A capacidade de criar o que muitos lá fora chamam de 'hinos rock', fica comprovada na melodia certeira de "Help", canção típica do Papa Roach e séria candidata a ficar para sempre nos setlists dos shows. Mas para quem achou que a grupo ficaria apenas na zona de conforto, se enganou. Há o mergulho pop em "Periscope" - que conta ainda com a participação de Skylar Grey, cantora americana que já se meteu em alguns projetos da galera do Linkin Park - e também na genérica "Sunrise Trailer Park", com o rapper Machine Gun Kelly dando sua contribuição numa das faixas mais fracas do álbum. Outra que também sai um pouco do rock tradicional mas que acerta o alvo em cheio é a vibrante "Born For Greatness".

No entanto, os melhores momentos do disco ficam reservados para quando a banda segue o seu caminho de sempre, principalmente quando estão apoiados nos riffs de guitarra de Jerry Horton e na sempre boa performance do vocalista Jaccoby Shaddix - que raramente decepciona. É assim em "Traumatic", "None Of The Above" e na visceral - e talvez maior pancada do disco - "Ricochet". Destaque também para o ótimo baterista Tony Palermo, que distribui uma grande variedade de arranjos e viradas ao som do grupo (ouça "Nothing" que é um show à parte). 

Em 'Crooked Teeth', o Papa Roach oferece uma experiência auditiva sólida e infecciosa, que não reescreve a história do rock e nem pontua uma nova fase de sua carreira. Mas é uma trilha sonora concisa e feita na medida para seus fãs, que ganharam um conjunto de canções perfeitas para serem cantadas de cabo a rabo nos shows da banda.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Newsonic prepara novo disco para sua primeira turnê na Europa

Com shows marcados na Europa, Newsonic está com novo disco no forno
Em setembro, a banda Newsonic decola para sua primeira turnê na Europa. O grupo foi convidado pela produtora portuguesa Music For All para uma série de shows em Portugal e a excursão passará por Lisboa, Braga, Porto e Coimbra. Formada em 2011 na cidade de São Gonçalo (RJ), a Newsonic lançou o seu primeiro disco de estúdio em 2014, chamado "Novos Rumos". Com este trabalho, eles chamaram a atenção da produtora, que está no mercado em busca de talentos emergentes no mundo inteiro - principalmente em Portugal, Brasil, Angola, Espanha e Reino Unido. O vocalista da Newsonic, Anderson Khross, contou ao Rock On Board, que eles receberam a proposta num momento em que estavam totalmente concentrados na produção do novo material. 
"No início estranhamos o convite, pois não tínhamos noção de que nossa música pudesse realmente atravessar o oceano. Mas veio num momento excelente! Nossa expectativa é altíssima para essa turnê."
Contando com uma nova formação, a Newsonic pretende retratar essa boa fase no novo disco, que se chamará "Vorax" e será distribuído pelo selo Alternative Music Records. O vocalista adiantou que o álbum encontra-se em processo de finalização e que deve estar pronto antes da turnê. A previsão inicial era que ele fosse lançado no final do ano, mas a banda decidiu adiantar o lançamento, já que pretendem viajar com músicas novas para poder apresentar ao público lusitano. De acordo com Anderson, o álbum vai trazer uma nova sonoridade (mais pesada) e contará com cerca de 10 ou 11 faixas.
"As músicas estão mais técnicas e pesadas se comparadas ao nosso álbum anterior. O disco terá um novo direcionamento musical e estamos muito confiantes de que o público vai gostar", afirmou.