segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Rock in Rio 2017: The Offspring atropela som baixo e embolado, coleciona hits e satisfaz fãs com ótimo show

Dexter agitou o público da grade com show cheio de hits (Foto: Wilmore Oliveira)
Por Rom Jom

“Vocês sabem porque nós gostamos de tocar no Rio de Janeiro? Porque vocês realmente sabem se divertir” disse o guitarrista Noodles ao público logo na metade do show. E ele estava certo. 

Desde a primeira vez da banda por aqui (leia-se 1996), seus shows são uma verdadeira celebração ao punk, e não só isso: é um momento de diversão. A banda já tinha dado o ar da sua graça no Palco Sunset, em 2013, e foi muito bem elogiada na época. Hoje, no Palco Mundo, pudemos testemunhar que os tiozinhos estão em plena forma tocando para a molecada, e mesmo prejudicados com o som baixo e embolado que vinha dos PA's, a festa foi grande.

Quem acompanha a banda há muito tempo sabe que eles são uma das bandas imbatíveis na hora de construir seu repertório. Como eu fui a todos os shows do grupo no Brasil, acabei desenvolvendo uma teoria sobre os setlists do grupo, do qual chamo de: “receita dos três”. Que geralmente consiste em uma de abertura do último trabalho, "Go Far Kid" - que neste caso foi do penúltimo 'Rise and Fall, Rage and Grace', já que a banda decidiu não tocar nenhuma faixa de 'Days Go By'), e a dobradinha de “All I Want”, do Ixnay on the Hombre de 1997 e seu primeiro grande hit “Come Out and Play”, do histórico 'Smash', de 1994. É, definitivamente, a senha para a consagração! E como isso funciona! 

Mesmo sem alcançar determinadas notas vocais, Dexter ainda se mantem um excelente frontman para uma banda deste estilo. Mas isso já não é novidade há algum tempo. E tudo bem também se o folego já não é o mesmo de outrora (afinal, o cara já passou dos cinquenta). A situação aqui é outra e o público só quer se divertir. 
Noodles continua dando conta do recado e distribuindo carisma (Foto: Wilmore Oliveira)
A variação de músicas mais rápidas, como “Staring At the Sun” de 'Americana', álbum lançado em 1998, o mesmo do hit chiclete “Pretty Fly” (música que quando foi executada colocou o RIR abaixo) e de mais cinco faixas que fizeram parte do show, como a própria "Americana", "Have You Ever" e a versão fidedigna de "Why Don’t You Get a Job?" - que fica muito bem mesmo tocada próxima de “Original Pankster” (música mais pop do 'Conspiracy Of One' de 2000) – junto com “Want You Bad”. No meio de toda esta histeria, pulos e frenesi, eis que surge uma versão meio sem sentido de piano e voz, da pancada “Gone Away”. Acredito que nem o público entendeu o que foi aquilo. Mas Ok. Vida que segue.  Ainda mais porque o final apoteótico de “Kid’s aren’t Alright” – com aquele detalhe das notas altas – e o lá lá láláaaaa contagiante de “Self Steem” fizeram tudo valer a pena. 

E o que dizer também do baixo de “Bad Habit”, que serve de prelúdio para uma roda de pogo tão maravilhosa, que a banda parou o para agradecer o que estava acontecendo. O que eu e todo fã de Offspring pode dizer sobre este show, é que depois de tudo o que assistimos no Palco Mundo do Rock in Rio, a banda pode voltar para casa com o dever cumprido.

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Em seu nono disco de estúdio, Foo Fighters aposta em convidados especiais e garante bom resultado

Agora sexteto, Foo Fighters chega ao nono disco de estúdio, 'Concrete And Gold'
FOO FIGHTERS
"Concrete And Gold"
RCA; 2017
Por Ricardo Alfredo Flávio


Três anos após o projeto 'Sonic Highways' - que incluiu CD e seriado na HBO, repleto de convidados especiais - e uma ameaça de término da banda, eis que David Grohl e seus asseclas jogam um novo álbum no mercado, o nono de estúdio. Depois de mais de 20 anos de banda, com uma formação estabilizada após um histórico repleto de trocas, turnês por todo o mundo, milhões de discos vendidos, o que fazer para manter o pique e continuar na estrada? Parece que David Grohl decidiu se divertir: em seu caso, compor e gravar, com a participação de um monte de amigos!

O projeto inicial era gravar o álbum ao vivo diante de 20.000 pessoas no anfiteatro do Hollywood Bowl. Mas Grohl mudou de ideia ao saber que PJ Harvey já havia feito o mesmo recentemente. Então, ele trancou a turma dentro de um estúdio e Los Angeles e mudou de produtor. Sai Butch Vig, que tanto fez pelo grunge e entra Greg Kurstin, produtor pop responsável pelo trabalho de artistas como Kate Perry e Adele. Com a ideia de se construir algo como “Motörhead tocando Sgt. Peppers” ou “Slayer gravando Pet Sounds”, nasceu “Concrete and Gold”.

Um dos destaques deste disco são as participações especiais, e aqui temos muitas, a saber: o ídolo pop Justin Timberlake fazendo os backing vocals na boa faixa “Make It Right”; Shawn Stockman, vocalista do Boyz II Men, na faixa título “Concrete and Gold”; Inara George, cantora da banda The Bird and the Bee (banda que também tem o produtor Greg Kurstin) - desfilando seu talento na faixa “Dirty Water”; a cantora Alison Mosshart, do The Kills, que aparece em duas faixas (“La Dee Da” e no single “The Sky Is a Neighborhood”); e o saxofonista Dave Koz, que também aparece em “La Dee Da”. E para fechar com chave de ouro a lista de convidados ilustres, o velho Paul McCartney toca bateria na faixa “Sunday Rain”.


Sobre o álbum, em linhas gerais, e é redundante dizer isso, mas, a melhor definição é que se trata de um disco do Foo Fighters! Pop rock bem feito, que se reconhece com poucos acordes. Como nos oito álbuns anteriores, não existe uma faixa de destaque, todo ele é linear e se deixa ouvir por inteiro.

Abrindo com a faixa-vinheta “T-Shirt”, que começa lenta tem um ápice enérgico e amansa novamente e dá o tom do disco, barulho bem feito, bem misturado com climas que lembram psicodelia dos anos 60. A faixa seguinte, “Run”, vem emendada na primeira, parecendo uma coisa única, aí já entendi o que Grohl quis dizer sobre “Slayer fazendo Pet Sounds”. Make It Right” é a faixa cujo os fãs radicais já torceram o nariz antes mesmo de ouvir, pela participação do ídolo pop Justin Timberlake. Grande bobagem! A canção é ótima! Guitarras lembrando ZZ Top talvez, com um certo suingue hard, candidata a hit.

The Sky is a Neighborhood”, que já havia sido mostrada antes do lançamento do álbum segue a cartilha Foo Fighters, no mesmo esquema Ramones / AC/DC / Motörhead, são vários discos lançados, todos bons, todos com a mesma cara. Em “Dirty Water” temos a faixa mais calminha do disco até aqui, bom para descansar os ouvidos, pelo menos até metade da canção, quando a coisa toma corpo. Happy Ever After (Zero Hour)”, é aquela música para o set acústico que a banda costuma fazer no meio do show, para baixar a adrenalina e acalmar o público, uma bela balada. “Sunday Rain” é um excelente rock, e com Sir Paul McCartney no lugar do excelente baterista Taylor Hawkins, dispensa maiores apresentações.

Resumindo: 'Concrete and Gold' é um grande trabalho de Dave Grohl, Taylor Hawkins, Nate Mendel, Chris Shiflett, Pat Smear e Rami Jaffee, tecladista que acompanha a banda há anos e, pela primeira vez é dado oficialmente como membro do, agora sexteto, Foo Fighters! Agora é esperar pela turnê mundial, que chega ao Brasil em fevereiro, onde a banda se apresenta juntamente com Queens of the Stone Age. Ou seja: É aguardar e ver para crer!

SP Trip: Em clima de festa, Aerosmith faz show intenso e descontraído em São Paulo

Steven Tyler mostrando a energia de sempre no SP Trip
Por Karla Beltrani

A banda de abertura nesse domingo foi o Def Leppard, com hits clássicos da banda, muitas luzes e efeitos, o vocalista Joe Elliot arrisca o português e fala com o público, agita e anima os fãs. Ver o show do Def Leppard é como ouvir um cd da banda, nostálgico! A banda fez um bom show e a voz do vocalista, apesar do tempo, parece não ter sido tão afetada, como vemos com muitos outros vocalistas de bandas da mesma época.

Com um pouco de atraso, por volta das 22:00 horas o Allianz Parque se prepara para receber o Aerosmith, mais uma vez, em menos de 1 ano desde a sua última passagem em outubro de 2016. E diferente do show do ano passado, em que o vocalista Steven Tyler interagiu pouco com os fãs, esse ano Steven Tyler está mais soltinho e todo brincalhão.

O show começou com a música "Let The Music Do the Talking", do álbum 'Done with Mirrors', lançado em 1985, e o vocalista já começou a arriscar algumas frases em português com um "e aí meu? ", o suficiente para o público delirar. Em “Love In An Elevator”, Steven Tyler segue invicto quanto a sua performance no palco, ele dança, pula e não para, o que nos mostra que ainda tem fôlego de sobra e que essa está longe de ser a despedida da banda.

Na sequência vem o hit, "Cryin’", impossível o público não cantar junto, Steven se joga no chão, dramatiza, prende o olhar dos fãs, não só pelos trejeitos, o visual, as roupas, mas ele continua cativante a cada show.

Esse ano o público estava mais contido, mais frio, quanto ao vocalista já não podemos dizer o mesmo, Steven Tyler interagiu muito, jogou os seus coloridos lenços para os fãs e até beijou uma fã e tirou diversas selfies com ela.

O show segue com “Livin On The Edge” o vocalista leva o público a loucura, respira e suspira ofegante propositalmente, sem medo de desafinar, quantas vezes o vocalista “viveu no limite” nos palcos e na vida? Um estádio inteiro cantando “Livin' on the edge You can't help yourself at all” e fãs em cima do palco, como em 2013.

O show é recheado de clássicos e também conta com uma fase mais comercial da banda. Joe Perry brilha no palco e pergunta para público: “como vocês estão essa noite?” E diz que vai tocar um Blues estilo Boston, com "Stop Messin' Around”. Muito brincalhão o vocalista Steven Tyler diz: “vocês são foda” e depois pergunta: “Como se diz Joe Perry em português?” Na sequência “Oh Well” e mais uma vez Steven pergunta: “Cadê as minas?” O público cai na risada e muitos percebem o quanto Steven está mais solto e leve no palco.

O tema do filme Armagedon (“I Don’t Wanna Miss a Thing”) faz o estádio brilhar com a luzes dos celulares. A clássica “Mama King”, de 1973 não poderia faltar e Steven Tyler surpreende os fãs com a mesma voz e a mesma entonação da época.

Para os amantes de The Beatles e Aerosmith, a versão de “Come Together” agita o público. Sem perder o folego e o ritmo “Sweet Emotion” e com frases recém aprendidas Steven diz: “vamos chapar o coco”, em “Dude (looks like a lady)” o vocalista gira, dança, faz caras e bocas, levanta o colete, provoca os fãs, Steven Tyler está “impossível” da melhor maneira possível.

As luzes se apagam, o vocalista sai de cena, faz a troca de roupa e um piano de calda branco já está posicionado no meio do palco, Tyler volta e toca uma das músicas mais esperadas da noite pelos fãs, “Dream On”, as luzes brilharam mais uma vez, algumas pessoas chorando, outros abraçados, vozes embargadas, roucas e gritando de emoção: “Dream On... Dream On... Dream On...” era de arrepiar, por mais que essa seja a 4 vez em que vejo um show do Aerosmith, sem dúvida esse foi o ápice do show!

"Walk This Way" hit conhecido de muitos e sucesso nos anos oitenta agitou a noite nesse domingo (24) e encerrou a apresentação da banda.

Apesar do repertório mais enxuto, o Aerosmith deu para os fãs uma apresentação de entrega, intensa e descontraída e mostrou que ainda tem muito fôlego apesar dos cabelos brancos e que o show não para por aqui!

Rock in Rio 2017: Red Hot Chili Peppers encerra festival com show tecnicamente impecável e setlist enxuto

Kiedis encara o público da Cidade do Rock (Foto: Adriana Vieira)
Por Bruno Eduardo

Sim, foi um show curto para um headliner. Ainda mais se pegarmos a noite anterior como referência - onde juntos, The Who e Guns N'Roses ultrapassaram cinco horas em cima do palco. No entanto, ao contrário de todas as outras principais atrações do Rock in Rio, o Chili Peppers deixou de lado a grandiosidade visual do imponente palco mundo para se concentrar apenas na química musical de seus integrantes e no ótimo repertório construído ao longo da carreira.

O show que encerrou a história do Rock in Rio 2017 é reto. Ele não tem pausas e nem muita conversa. Mesmo porquê, Kiedis não é um vocalista que gasta o microfone com discursos chatos e textos ensaiados. Sobrando para o sempre simpático Flea, a tarefa de interagir com os fãs. "É uma honra saber que estamos tocando juntos com o Sepultura. Eu amo Sepultura!", derrete-se. Mas o baixista não é bom apenas no carisma. É de suas mãos que brotam grande parte das coisas incríveis que a banda produz. O início com três sucessos da década passada é para ganhar de vez o público. "Snow" tem o refrão cantado com braços levantados e celulares ligados. Já "Zephyr Song", sucesso do disco By The Way, é uma das mais comemoradas da noite. Tudo para deixar a banda tranquila e à vontade para incluir canções do novo disco, como "Dark Necessities", "Goodbye Angels" e "Go Robot" - as únicas de The Getaway.
Mesmo já bastante integrado, Josh ainda causa saudades de Frusciante (Foto: Adriana Vieira)
Mesmo com um setlist contestável, de ausências notórias ("Scar Tissue", "Around The World", "Suck My Kiss", "Otherside" e "Aeroplane"), a espontaneidade do Red Hot Chili Peppers apareceu esta noite em canções onde a cantoria não rolou solta. Ótimas surpresas, como "Power Of Equality", "Sir Psycho Sexy" e "They're Red Hot" (todas do petardo Blood Sugar Sex Magik) foram presentes generosos aos fãs do grupo que se espremiam perto do palco. Em compensação, essa parte "fora de roteiro" parece passar quase que despercebida pela grande maioria do público presente na Cidade do Rock - principalmente a geração pós-californication. Outros momentos igualmente ignorados por essa leva de "fãs", foram as famosas jams (com citação ao Stooges) e improvisações, abrilhantadas pela excepcional cozinha Flea / Chad Smith, e que evidenciam ainda mais falta de feeling do guitarrista Josh Klinghoffer.

Ao contrário do que aconteceu em 2001, desta vez os Chili Peppers não decepcionaram e presentearam o público com um número que condiz com o seu tamanho. De resto, os tiros certeiros com "Under The Bridge", "By The Way", "Californication" e o superhit "Give it Away", que encerrou o Rock in Rio de forma digna, neste que foi um dos show mais coesos da banda no Brasil em todos os tempos. 

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domingo, 24 de setembro de 2017

Rock in Rio 2017: O melhor! The Who simboliza conceito do rock em apresentação histórica

The Who faz show de gala na primeira vez no Rio (Foto Fernando Schlaepfer)
Por Noemi Machado

"Mantenham a calma, aí vem o The Who". Pede coisa difícil não, amigo.

“Fuck, fuck, fucking Rio!” expressa bem o que os fãs brasileiros da mais lendária banda de rock de todos os tempos sentiam, depois de uma espera de 53 anos. Capitaneada pro Pete Towshend, Roger Daltrey e Zak Starkey, finalmente: The Who em terras brasileiras pra chamarem de suas.

"I Can’t Explain" tenta nos trazer a inexplicável importância da banda britânica na história do rock mundial, mas o que traz é uma euforia absurda da parte dos fãs que estavam lá por eles. Com a maior parte da plateia formada por fãs de Guns N' Roses, que tocaria a seguir, "Who Are You" deve ter vindo à mente de alguns desses : “aaaaaah, então são eles...”. Afinal, se The Who não frequentou como gostaríamos as nossas rádios brasileiras, os seriados, filmes e games cumpriram a função de trazer à nova geração pérolas preciosas de sua extensa e impecável discografia.

E se de games falamos, de guitar hero devemos falar. Towshend esteve como sempre, à vontade no palco, um tio numa jam do churrasco de casa. Mas ao contrário do teu tio, ele foi ovacionado por parte da plateia a cada girada de braço na guitarra, gesto criado por ele e imitado por gerações de guitarristas afora. The Who, sem o menor receio de afirmar, influencia, direta ou indiretamente, cada banda de rock do planeta. Taí "My Generation" e "Pinball Wizard" pra provar.

Daltrey nos apresenta uma surpreendente, admirável e invejável, nessa ordem, forma física e vocal, do alto de seus 73 anos. O vocalista tem a ingrata obrigação eterna de cuidar de sua saúde, seu peso e de suas não eternas cordas vocais, para manter a qualidade, na medida do possível, da voz que o levou ao estrelato. Mas Daltrey abusa, chega às notas altas, sustenta notas longas com uma firmeza incrível, e ainda não peca por falta de emoção pra transmitir e levar às lágrimas quem teve o privilégio de assisti-lo. Mereceu um pedido de casamento, até. Mas Daltrey abusa, chega às notas altas (adaptadas a tons mais baixos – o que talvez devesse ter feito um outro rock star no dia anterior).

Zak Starkey merece um capítulo à parte. Com a difícil incumbência de conduzir o andamento do show mais esperado do festival, com uma execução inacreditável das baquetas, pode-se dizer que a alma de seu padrinho, Keith Moon, primeiro baterista da banda, o cara que lhe deu a sua primeira bateria (diz a lenda que contrariando o pai do garoto, ninguém menos que Ringo Starr) baixou ali. O moleque (de 51 anos) DES-TRU-IU, honrando o banquinho por trás do bumbo.

"Amazing Journey" me transporta aos meus 9 anos, quando um grande emissora de TV exibiu em horário nobre (imagina uma coisa assim hoje em dia?) a ópera rock 'Tommy', com musicas e cenas que me marcaram para sempre. E a jornada continua, passando por "Sparks", "Baba O’Riley" e fecha com "Won’t Get Fooled Again", já tendo conquistado toda a plateia, que mesmo cansada por um dia inteiro de atividades e shows na Cidade do Rock, e esperando pela ultima atração da noite, se rende a um dos maiores shows da história de todas as edições do Rock In Rio.

The Who é chamada por muitos por banda conceitual. Não acho. The Who é o próprio conceito do mais puro rock and roll.

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