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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Fall Out Boy abandona pop punk e faz disco na medida para fãs de Imagine Dragons

Fall Out Boy chega ao sétimo álbum de estúdio, "Mania"
FALL OUT BOY
"Mania"
Universal Music; 2018
Por Lucas Scaliza


Em 2018, o emo/pop punk do Fall Out Boy se fundiu de vez com as tendências mais manjadas da EDM. De certa forma, podemos dizer então que Mania é o disco mais Imagine Dragons que eles já fizeram na carreira. 

Dá até para argumentar que eles estão inovando no rock, afinal, as guitarras com distorção estão ali, quase sempre presentes, assim como a bateria bem firme e cheia de pompa de Andy Hurley. Contudo, cada vez que você ouve o álbum, e caso esteja familiarizado com David Guetta e alguns dos artistas com que ele trabalhou, verá que as canções de 'Mania' têm muito mais a ver com um cenário eletropop do que com o rock, ou com o emo de antigamente - ouça The Last Of The Real Ones”, que parece ser mais uma criação de Guetta do que uma canção típica do Fall Out Boy. 

Sendo assim, podemos dizer que eles não estão exatamente inovando no rock, mas sobrevivendo como banda de rock apostando no que acham que uma nova geração quer ouvir. 

Hold Me Tight Or Don’t”, desde seu primeiro compasso, é uma música que você se surpreende em ver no disco do FOB, porque deveria estar no álbum da Anitta. Não é exagero. “Wilson” parece um rip off de M.I.A. e sua “Paper Planes”. Daí, em “Church”, eles voltam a ser aquela banda de espetáculo dirigido pelo Michael Bay, com direito a coral que soa como uma multidão em uma catedral. Ouvintes atentos perceberão, no entanto, que a linha de baixo superlegal de Pete Wentz é o destaque da faixa.


Com tantos tiros para todos os lados, “Heaven’s Gate” chega com uma carinha de soul tão desavergonhada que você até consegue abrir um sorriso. É nesse momento de 'Mania' que você entende que a banda está se divertindo, e propõe que você faça o mesmo. A ideia é não se levar a sério, curtir o caminho e não a consistência do trabalho musical no final das contas. 

Champion” tem um riff de guitarra e um ritmo para o vocal de Patrick Stump que Eminem deveria ficar de olho. Já que o rapper agora faz mais pop do que hip hop de verdade, essa faixa do FOB viraria um bom sample em seu próximo trabalho. Aliás, Sia é uma das compositoras de “Champion”. E falando em sample, a base da primeira parte de “Sunshine Riptide” (com Burna Boy) é um derivado de produção eletrônica dispensável, principalmente quando após o primeiro refrão a banda faz uma levada muito boa, mostrando novamente a habilidade de Wentz para o baixo e a versatilidade do guitarrista Joe Trohman.

No final, “Bishop Knife Trick” fecha o disco na mesma trilha que “Stay Frosty Milk Tea” abriu: soando como uma banda que cria clima, que mistura timbres modernos com tendências do eletropop e mantém uma dignidade. O miolo de 'Mania' é tão diversificado que você dá o braço a torcer e precisa dizer que o Fall Out Boy é realmente versátil, e que conseguiu diversificar a discografia com uma boa quantidade de faixas com potencial para singles. No entanto, é uma pena que a maior parte delas seja construída em cima de modismos e de uma noção de gosto para lá de discutível.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Não é só futebol! Desde 1980 o Maracanã é uma das maiores arenas de shows do mundo

Em 1991 o Maracanã recebeu 700 mil pessoas em nove dias de Rock in Rio
Por Bruno Eduardo

Afinal, um estádio é feito pra partidas de futebol ou shows de rock? Foi com esse discurso que a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) entrou com pedido na Justiça do Rio, para receber uma multa de R$1 milhão caso a Maracanã S.A. não consiga deixar o estádio em condições de receber as partidas do Campeonato Carioca de futebol por conta dos três grandes shows marcados para o início desse ano. Conforme informado pelo O Globo, o pedido de indenização será muito mais como um protesto contra a marcação dos concertos do que uma tentativa de impedir a realização dos mesmos. Só que de acordo com o mesmo jornal, em março de 2017, a Maracanã S.A já tinha comunicado oficialmente à Casa Civil do Estado que estava negociando esses shows - assim como manda o contrato.

Embora seja uma prática comum, shows em estádios de futebol costumam levantar discussões sobre prioridades quando há embates de datas no calendário. O mais estranho é que os imbróglios aumentam com o passar dos anos, mesmo sabendo que nos tempos atuais até mesmo os clubes-gerentes preferem negociar datas para esses eventos do que dar prioridade a um mando de campo - exemplos mais específicos nos dias de hoje são o Palmeiras (Allianz Parque) e o São Paulo (Morumbi). 

Mas vamos deixar o fator econômico-viável de lado, porque aqui no Rio de Janeiro a coisa não é tão simples assim - ainda mais quando é levantada a polêmica pauta da "elitização dos estádios" na discussão. Só que historicamente falando, antes mesmo de se tornar uma arena padrão FIFA, o Maracanã já tinha se transformado num dos mais importantes locais para shows da história - inclusive com presença no Guinness Book (o livro dos recordes) e ostentando marcas até hoje nunca batidas no showbusiness.

"O Maraca é do povo, e por isso tem que ter futebol!"

Ninguém vai questionar que o futebol manda no Maracanã e é a razão de sua existência. E nem vamos discutir a relação do povo brasileiro com o esporte bretão. Mas os argumentos são frágeis se falarmos de exclusividade num local que a quase quatro décadas vem sendo palco para verdadeiras multidões fora do âmbito futebolesco. 

Tudo começou com Frank Sinatra em 1980, que foi o primeiro grande megaconcerto do estádio com 170 mil pessoas presentes. Três anos depois, o Kiss reuniu a incrível marca de 250 mil pessoas no Maraca, para uma das maiores audiências que o estádio já teve um dia. Nos anos noventa a coisa foi ainda mais além, a começar com Paul McCartney e a estreia de um Beatle no Brasil (184 mil pessoas). E o que falar dos nove dias ininterruptos de Rock in Rio no ano de 1991? A segunda edição do festival teve um público total de 700 mil pessoas e estreias de artistas como Guns N'Roses, Prince, A-haFaith No More, Joe Cocker e George Michael no país.

Estamos falando de shows que ocorreram há vinte e cinco, trinta anos. Numa época sem Odebrecht, carteirinha de estudante falsificada e todos os encostos que perseguem o novo Maracanã. Outras estrelas que lotaram o Maraca naquele tempo de estádio "do povo", com geral, arquibancada e cadeiras numeradas, foram Madonna (1993), Rolling Stones (1995) e Tina Turner (1988). Depois o estádio começou a sofrer suas reformas e a capacidade foi cada vez diminuindo mais (e os preços dos bilhetes aumentando). Mesmo assim, o Maracanã continuou fazendo história na vida de muitas pessoas como palco de grandes concertos de música e abrindo oportunidade ao povo de assistir espetáculos que só mesmo um local tão sagrado poderia ser capaz de abrigar - independente de qual fosse a sua gerência administrativa.

Shows no Maraca em 2018

Na ordem cronológica, este ano teremos Phil Collins no dia 21 de fevereiro, Foo Fighters Queens Of The Stone Age no dia 25 e Royal Blood e Pearl Jam no dia 21 de março. As três datas já estão com ingressos à venda desde outubro do ano passado e a expectativa é que o estádio receba um público superior a 70 mil pessoas por noite. E isso sem contar que em outubro ainda teremos Roger Waters, que promete ser mais um capítulo épico na história desse coliseu chamado Maracanã.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

The Cranberries: integrantes lamentam morte da vocalista Dolores O'Riordan

Dolores O'Riordan tinha 46 anos e foi encontrada morta em Londres
Noel e Mike Hogan e Fergal Lawler, integrantes do The Cranberries, divulgaram uma nota em nome da banda, lamentando a morte de sua vocalista, Dolores O'RiordanNascida na cidade de Limerick, no sudoeste da Irlanda, a cantora tinha 46 anos e foi encontrada morta em Londres nesta segunda-feira (15). A causa da morte ainda não foi revelada (há rumores que ela tenha cometido suicídio). Dolores ficou famosa como vocalista do Cramberries por sucessos como "Ode To Family", "Zombie", "Dreams" e "Linger". O grupo vendeu mais de 40 milhões de discos no mundo inteiro e tornou-se um dos principais nomes do pop rock dos anos noventa. O The Cranberries lançou seis álbuns de estúdio, com destaque para o segundo da carreira, No Need To Argue (1994), que rendeu quatro hits nas principais paradas. A cantora também teve dois discos solo, 'Are You Listening?' (2007) e 'No Baggage'(2009).
"Estamos devastados com a morte da nossa amiga Dolores. Ela era um talento extraordinário e nos sentimos muito privilegiados por ter feito parte da vida dela desde 1989, quando começamos com o The Cranberries. O mundo perdeu uma verdadeira artista hoje" - Noel, Mike Hogan e Fergal Lawler

Epica volta ao Brasil em março para shows em oito cidades

Epica está de volta ao Brasil para apresentar sua nova turnê mundial
A banda holandesa Epica, uma das mais cultuadas do heavy metal mundial, está de volta ao Brasil em março para mais uma série de apresentações. Após a bem-sucedida turnê pela Europa, agora é a vez da América do Sul conhecer a “THE ULTIMATE PRINCIPLE TOUR”, que celebra os dezesseis anos de carreira do grupo. A turnê brasileira está marcada dessa maneira: Belo Horizonte (09/03 - Music Hall), São Paulo (10/03 - Tropical Butantã), Rio de Janeiro (11/03 - Circo Voador), Porto Alegre (13/03 – Opinião), Curitiba (14/03 - Spazio Van), Manaus (16/03 - Teatro Manauara), Fortaleza (17/03 – Armazém) e Recife (18/03 – Clube Português do Recife).

Formada em 2002 pelo ex-After Forever, Mark Jansen, o Epica é uma referência do metal sinfônico mundial e carrega uma enorme legião de seguidores. A banda da vocalista Simone Simons traz em sua receita vocais sopranos, letras que questionam o sentido da vida e álbuns conceituais - com destaque para o excelente Design Your Universe (2009). A última visita do grupo ao país foi em 2015, na turnê de divulgação do aclamado The Quantum Enigma (2014). Para alegria dos fãs, eles lançaram recentemente o EP Solace System, que traz seis canções.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Dançarina japonesa dá o tom em "Loneliest", novo clipe do Incubus

Brandon Boyd em noite de Rock in Rio [Foto: Rom Jom] 
O Incubus divulgou o segundo videoclipe do álbum '8', lançado em abril do ano passado [leia a resenha do disco AQUI]. O clipe é da faixa "Loneliest", e foi todo gravado em preto e branco. A direção é de Julian Schratter. Por se tratar de uma balada e falar de solidão, o vídeo traz um clima íntimo e artístico, tendo como foco o vocalista Brandon Boyd e a dançarina japonesa Manaho Shimokawa.

Antes de "Loneliest", a banda já tinha lançado um clipe para "Nimble Bastard", música mais pesada e que saiu como primeiro single do disco. No entanto, basta procurar no youtube que você encontra o formato lyric video de todas as faixas do novo álbum - algo que vem tornando-se uma tendência na plataforma e que tem agradado muito os fãs.

Os caras do Incubus estiveram no Brasil recentemente. Eles se apresentaram na última edição do Rock in Rio [acesse a nossa cobertura oficial do festival e saiba como foi o bom show dos americanos]. 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

LCD Soundsystem é atração do Rock On The Roof, no Imperator

'American Dream' do LCD Soundsystem é o assunto no Rock On The Roof
Neste sábado (13), o Rock On The Roof volta ao Imperator (RJ) às 19h e tem o LCD Soundsystem como atração da noite. A iniciativa do evento consiste em audições completas de discos relevantes para o rock mundial. Antes de cada audição, um convidado faz uma análise do álbum escolhido como tema, apresentando detalhes da sua produção, curiosidades da obra e a sua relevância para a música. 

Para esta oportunidade, a produção escolheu o quarto e mais recente disco de estúdio do LCD Soundsystem, American Dream - que será analisado pelo jornalista e social media, Vinícius Ferreira da Cunha. Formado pela Escola de Comunicação da UFRJ, escreve sobre a cultura dos festivais no Projeto Pulso, mídias sociais e produtor de conteúdo musical do Gshow. Teve passagens pela gravadora Lab 344, com quem trabalhou com os selos XL, 4AD e Rough Trade, e ainda foi colunista da rádio Oi FM e repórter em O Globo. 'American Dream', lançado em 2017, recebeu críticas positivas da imprensa mundial e está incluso em várias listas de melhores do ano passado.

Com entrada gratuita o #ROTR, chega a sua terceira temporada ocupando o Terraço do Imperator, tradicional ponto de cultura da Zona Norte carioca. O evento vem ganhando destaque entre os amantes do rock, que podem conhecer melhor a história e curiosidades de verdadeiras obras primasDiscos de bandas como AC/DC, Arctic Monkeys, Rage Against The Machine, Joy Division, The Who, Os Paralamas do Sucesso, The XX, Massive Attack, Faith No More, Queens Of The Stone Age e tantas outras, já foram escutados na íntegra e analisados por músicos, produtores, Djs e jornalistas.

Agora em um novo formato, antes de cada audição, o convidado e o idealizador do projeto, Alessandro Alr, conversam sobre o álbum a ser executado, apresentando detalhes da sua produção, curiosidades da obra e a sua relevância para a música.O Imperator fica na Rua Dias da Cruz, 170, Méier.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Robert Plant segue inabalável em 'Carry Fire' e justifica caminho anti-Zeppelin

Aos 69 anos, Plant não se acomoda e mostra ter muito ainda a oferecer 
Por Bruno Eduardo

Robert Plant tem uma longa e variada história na música. Mas seu tempo gasto como vocalista do Led Zeppelin fez dele um ícone de rock inquestionável. Desde o fim do Zeppelin, Plant passou sua carreira solo desafiando esse rótulo e explorando diferentes sons e estilos. Foi uma longa jornada tentando se desvencilhar de um caminho provável, que dava sempre de volta ao passado. O tamanho de seu desafio pode ser medido por uma reputação sustentada numa das maiores bandas de rock que já pisaram neste planeta. Trocar as engrenagens e se separar de um gênero que o manteve no estrelato por mais de uma década não deve ter sido uma das tarefas mais fáceis. 

Aos 69 anos de idade, Robert Plant não quer mais saber de hinos prontos para estádios, e na mesma proporção que nega convites para uma suposta volta do Led Zeppelin, o cantor segue disseminando sua arte com novas criações, refletindo todos lugares onde esteve escondido esses anos, e ruminando sobre o que viu e sentiu por onde passou. Como músico de renome que é, Plant possui acesso a recursos e especialistas musicais incríveis, e reflete isso de forma brilhante em seu décimo-primeiro disco de estúdio, 'Carry Fire'. Acompanhado da ótima Sensational Space Shifters, ele quebra o molde da música rock, ou mesmo da música folk rock, usando um conjunto diversificado de instrumentos e incorporando alguns acentos eletrônicos sempre refogados por sua habilidade vocal.

Embora seu novo disco aparentemente siga a mesma fórmula de 'Lullaby And The Ceaseless Roar' (2014), Robert Plant mostra que sua música está sempre em mudança profunda, experimentando e mantendo uma arte baseada na sua própria ciência. 'Carry Fire' tem as mesmas pitadas do Oriente Médio que Plant adora, trazidas por instrumentos da região, além de alguns tons jazzísticos e uma vibração genericamente terrena e descontraída. Mas ainda assim pode-se ser chamado de um grande álbum de rock.


Da mesma forma que se afasta do rock trovejante do Led Zeppelin, ele mistura o antigo com o novo de forma peculiar e homenageia o passado com o devido cuidado de quem não quer se tornar caricato. Repare no título da canção que abre o disco. "The May Queen" é uma clara referência ao hino "Stairway To Heaven". E o que dizer da versão grandiosa para "Bluebirds Over the Mountain" que foi originalmente composto por Ersel Hickey, e que também ganhou roupagens de gente classuda como Ritchie Valens e The Beach Boys. E aqui, ainda conta com a contribuição de Chrissie Hynde do The Pretenders, tornando-se ainda mais especial e nostálgica.

No decorrer de todo o trabalho, podemos encontrar inserções sonoras que remetem sempre a alguma origem marcante, mas que parecem ser levemente quebradas pela forma que Plant conduz as canções. Você nota um clima bluesy na maior parte do trabalho, mas também linhas de baixo nervoso e acentos percussivos angustiantes. Uma das melhores é "Bones of Saints", uma canção típica do rock proposto por Plant, com tom esfumaçado em meio a sintonizações estrondosas de ritmo, melodia e vozes combinadas. 
O álbum também inclui alguns comentários políticos, especificamente nas faixas "Carving Up the World Again ... A Wall and Not a Fencee "New World" - que aludem questões datadas, como nacionalismo, e outras mais atuais ao falar de refugiados e imigração.


'Carry Fire' é moderno, expressivo e musicalmente brilhante. E não deve ser visto apenas como mais uma adição perfeita ao catálogo da Plant. Esse disco justifica cada negativa por uma nova reunião com o Led Zeppelin. Afinal, Plant quer continuar sendo essencial nos tempos atuais da mesma forma que foi nos anos sessenta e setenta. E mesmo que não tenha mais os hinos para as multidões, ele dá exemplo de como criar e recriar sua arte de forma autêntica e honesta. E continua sendo inabalável - tanto na posição de artista contemporâneo quanto na imagem de lenda do rock.

sábado, 30 de dezembro de 2017

ROCKONBOARD: Os 40 Melhores Discos de 2017

Confira a lista com os 40 melhores discos de 2017
Uma lista de melhores discos do ano existe para ser contestada, comemorada, repassada e - principalmente - discutida. Não existe lista incontestável, assim como não existem listas sem surpresas e obviedades. Entre gigantes do mainstream e anônimos da cena independente, a equipe do Rock On Board se designou a tratar o gênero sem distinções. Abaixo, separamos os 40 discos que ganharam destaque em nossa redação, separados apenas entre gringos e nacionais. Lembrando que a ordem dos fatores não altera o produto. Divirta-se.

Bruno Eduardo 



INTERNACIONAL
 
AT THE DRIVE IN (In•ter a•li•a)
O primeiro disco da banda após 17 anos conseguiu ser uma sequência mais do que perfeita para o sublime 'Relationship of Command' (2001). Faixas como "Holtzclaw" e "Torrentially Cutshaw", comprovam que mesmo depois de tanto tempo o entrosamento segue afiado, e que a participação do produtor Rich Costey (Muse, Foo Fighters) foi fundamental para o resultado final. 
CAVALERA CONSPIRACY (Psychosis)
Podemos dizer que os irmãos Cavalera conseguiram um verdadeiro supra sumo de suas carreiras nesse quarto disco de estúdio do Cavalera Conspiracy. Num trabalho incrivelmente coeso, eles reuniram algumas excelências de thrash ("Insane"), groove ("Impalement Execution") e death metal ("Judas Pariah") para headbanger nenhum botar defeito. São nove pedradas de quilate inquestionável.
CRYSTAL FAIRY (Crystal Fairy)
Dê uma olhada nesse time: Buzz Osbourne e Dale Crover (guitarra e bateria do Melvins), Omar Rodriguez-Lopez (At The Drive-In, Mars Volta) e Teri Gender Bender, vocalista da banda mexicana Le Butcherettes. Esse é o novo supergrupo da praça, o Crystal Fairy, que de primeira já nos presenteou com essa joia esporrenta e brutal. Presença mais do que certa em nossa lista do ano.
DIABLO SWING ORCHESTRA (Pacifisticuffs)
O Diablo Swing Orchestra ficou conhecido por misturar metal e rock com músicas de cabaré, canto lírico, riffs de guitarra, e no meio disso tudo, tentar fazer temas sombrios soarem o mais divertido possível. Neste novo trabalho, a banda aparece mais consciente de sua capacidade musical, e apresenta uma enorme variedade de ritmos numa profusão sensacional de arranjos e melodias.
DROPKICK MURPHYS (11Shorts Stories of Pain & Glory)
Esse é o nono álbum de estúdio dessa excelente banda de celtic punk formada no estado de Massachusetts nos anos noventa. Dessa vez, a banda preferiu se isolar no Texas para gerar 11 hinos incontestáveis, que tiveram como influência a instituição de caridade criada pelo grupo, que ajuda na recuperação de viciados, além de apoiar crianças abandonadas e veteranos de guerra. 
ELDER (Reflections Of A Floating World)
Essa banda americana de stoner metal conseguiu superar o ótimo resultado que obtiveram em 'Lore' (2015), chegando muito perto da perfeição nesse álbum duplo. O disco é paulada atrás de paulada, riff atrás de riff e solos animalescos que parecem brotar naturalmente de dentro da massa de overdrive que é o som do grupo. O riff magistral de "Sanctuary" já entrega o jogo.
FILTHY FRIENDS (Invitation)
Esse disco é o resultado de uma química improvável entre integrantes do R.E.M., King Crimson e Sleater-Kinney. Corin, Peter e seus comparsas conseguiram um álbum simplesmente perfeito, onde cada música parece ter sido milimetricamente trabalhada e cada segundo tem sua razão de ser! Também, com tanta gente tarimbada envolvida, não tinha como dar errado, não é mesmo?
FOO FIGHTERS (Concrete And Gold)
A banda de Dave Grohl retorna com um grande trabalho, que tem como característica principal, a coerência sonora. Com exceção de "The Sky is a Neighborhood" - que traz um belo coral no refrão - e da floydiana faixa-título, 'Concrete And Gold' pode ser definido como uma bela retrospectiva da carreira, em qual se destacam o rockão "La Dee Da" e a participação de Paul McCartney em "Sunday Rain". 
LIVING COLOUR (Shade)
A última vez que o Living Color lançou um álbum foi há oito anos. Mas valeu a pena esperar. 'Shade' traz um conjunto irretocável de canções e oferece a mesma mistura orgânica de blues, funk, hip-hop, hard-rock e metal, que marcou a banda no final dos anos oitenta e início dos anos noventa. Este é sem dúvidas o melhor trabalho do quarteto desde 'Stain' (1993) e traz canções poderosas como "Program" e "Who's That"
MASTODON (Cold Dark Place)
'Cold Dark Place' tem apenas 21 minutos e possui algumas sobras do ótimo 'Once More ‘Round The Sun' (2014), mas é inteiro-recompensador. Pode ser apenas um EP, mas assim como diversos outros EPs lançados este ano, mostra que a objetividade de um trabalho mais curto pode ser bem mais recompensadora do que a ambição de um álbum completo, mas não tão perfeitinho, como foi o caso de 'Emperor Of Sand', lançado no início deste ano. 
MELVINS (A Walk With Love & Death)
Esse é o vigésimo quinto disco de estúdio da banda, e assim como o título sugere, o álbum (duplo) segue dividido em duas partes. São 14 faixas catalogadas na parte chamada Love – trilha sonora para um filme que eles produziram - e outras 9 na parte Death. Descrito pelo baterista Dale Crover como uma viagem psicótica, o disco contém momentos soturnos, psicodélicos e toda autenticidade dos Melvins.
MOTHERSHIP (High Strangeness)
Esse trio texano lançou um dos melhores álbuns de stoner metal do ano. Você é fã de bandas como Wolfmother, Mastodon e Samsara Blues Band? Então tem que ouvir logo esse disco do Mothership, que traz riffs afiadíssimos, cozinha precisa e um vocal que se encaixa perfeitamente no som da banda. Destaque para a faixa-título e para a viajante "Ride The Sun".
NEIL YOUNG + PROMISSE OF THE REAL (The Visitor)
O veterano mais prolífico do rock volta a se aventurar com a maravilhosa Promise of the Real – banda dos filhos de Willie Nelson. Essa parceria já tinha rendido o maravilhoso 'The Monsanto Years' (2015). Comparado aos diversos trabalhos lançados pelo tiozão nesta década, esse é um dos álbuns mais diretos dele, onde você encontrará blues, folk, country e o rock típico do lendário Neil Young & Crazy Horse.
QUEENS OF THE STONE AGE (Villains)
A banda liderada por Josh Homme assustou os fãs roots ao lançar a dançante "The Way You Used To Do" como primeiro single do disco. Após um trabalho sério e apocalíptico (...Like Clockwork), eles decidiram requebrar as jaquetas em rockões dançantes. Aqui, o QOTSA não supera a maioria dos trabalhos apresentados na carreira, mas continua num patamar de respeito, flexibilizando seu som e não deixando de soar classuda em pleno século 21.
QUICKSAND (Interiors)
O primeiro álbum em 22 anos dessa seminal banda novaiorquina de pós-hardcore é uma união perfeita de beleza e brutalidade. Esse é apenas o terceiro disco de estúdio da carreira - muito por conta de um longo período de hiato - e mesmo com um catálogo limitadíssimo, a banda justifica a adoração com um trabalho irretocável e vitorioso por conseguir soar característico mesmo tanto tempo depois.

ROBERT PLANT (Carry Fire)
Nos últimos anos, Robert Plant vem se destacando por sua inquietação estilística, mas seu 11º álbum solo segue o mesmo tom do excelente 'Lullaby and The Ceaseless Roar' (2014). Apoiado mais uma vez pelos Sensational Space Shifters, Plant desencadeia com primor o seu rock/folk com drops de música oriental. Entre os destaques dessa joia que é 'Carry Fire', temos o blues pesado "Bluebirds Over the Mountain" de Ersel Hickey e a voz saudosa da lenda em "The May Queen". Discaço.
    

ROYAL BLOOD (How Did We Get So Dark?)
Esse duo britânico surgiu como um dos nomes mais interessantes do rock mundial nesta década. Após um ótimo disco de estreia e uma turnê que rendeu até aparição no palco principal do Rock in Rio em 2015, eles retornam com mais um conjunto de canções enérgicas e que seguem a mesma linha do trabalho anterior, como por exemplo, o rock garageiro "I Only Lie When I Love you".  
ROYAL THUNDER (Wick)
O Royal Thunder sempre teve um som intrigante. 'Crooked Doors', lançado em 2015, mostrava uma banda de rock psicodélico cheia de influências do grunge. Este terceiro álbum não é tão drasticamente diferente, já que muita coisa ainda bebe na fonte de grupos como Soundgarden - só que com menos riffs Sabbathicos. 'Wick' é o trabalho mais emotivo da banda, e por algum motivo, parece fazer mais sentido no fim das contas.
STONE SOUR (Hydrograd)
O sexto disco da "outra" banda de Corey Taylor (Sipknot) é um conjunto coeso de canções heavy metal, repletas de ótimos riffs metálicos e uma cozinha para ninguém botar defeito. O single "Fabuless" demonstra bem esse cardápio, com destaque para o vozeirão de Taylor, que alterna melodia e gutural na medida certa. Já o hard rock de cartilha segue bem representado em "Thank God It's Over".
WOLF ALICE (Visions Of A Life)
Uma das melhores revelações da Ilha da Rainha e que ainda tem muito a mostrar é o Wolf Alice. Nesse segundo trabalho, a banda de Ellie Rowssell volta a nos presentear com um repertório padrão para o rock alternativo. Aqui há o que de melhor existe no gênero, desde o garage rock ("Yuk Foo") até a melodia ruidosa ("Heavenward") e o pop redondo ("Beautifully Unconventional"). Experimente!
   



NACIONAL
 
BLIND HORSE (Patagonia)
O primeiro full-length deste quarteto carioca (que está na estrada desde 2014) é feito na medida para quem curte um stoner rock psicodélico com muitas viagens, solos de teclado, distorção sujona e cheia de overdrives retrôs e muitos interlúdios instrumentais. Ao todo, são seis faixas, com destaque para os quinze minutos da prog-metal "Patagonia", que dá nome ao disco.
BRATISLAVA (Fogo)
Uma das poucas - e boas - surpresas do último Lollapalooza Brasil, o Bratislava conseguiu reunir toda sua essência artística em 'Fogo'. Aqui tem muito rock torto, com viagens e inserções sonoras que fazem parte do roteiro da banda paulistana - isso tudo sem perder a riqueza melódica. Ouça a faixa "Sonhando" e comprove a beleza deste trabalho! O álbum ainda conta com a participação especial de Gustavo Bertoni da banda Scalene em "Enterro", que faz referência à tragédia de Mariana. 
CANÁBICOS (Intenso)
Um dos principais expoentes da cena rock de Minas Gerais foi até Goiânia e contou com a produção de Gustavo Vazquez (Black Drawing Chalks, Hellbenders) para produzir um dos discos mais legais de 2017. Para quem curte um hard rock padrão, com bons riffs e muita pressão, precisa ouvir 'Intenso', primeiro disco dos Canábicos. A banda gravou oito faixas e um clipe da ótima "Planeta Estranho". 
CAPITÃO NEMO (Bon Voyage)
Que disco fez esse quinteto de Piracicaba. Contando com um primoroso trabalho visual, o Capitão Nemo aposta em canções de rock / pop que visitam décadas passadas com ideias e mensagens que soam como reflexo de nossa realidade atual. Ouça "Quero Sim", com guitarras cheias de pinceladas à la Jimmy Page, e o conjunto de cordas de "Otário ou Visionário" para entender o que estamos falando.
CORONA KINGS (Death Rides A Crazy Horse)
Que pedrada meus amigos! Neste terceiro trabalho de estúdio, o grupo maringaense reuniu uma penca de notas pesadas e versões aceleradas. Escute o tiro sonoro, "With You", um dos melhores sons desse ano, e a raivosa "Profit Song" - ambas com menos de dois minutos de duração. E o que falar da deliciosa influência de QOTSA em "Rocket King"? Disco na medida para quem curte rock garageiro-stoner-esporrento de qualidade.   

EGO KILL TALENT (Ego Kill Talent)
Reunidos desde 2014, o Ego Kill Talent enfim lançou seu primeiro disco cheio. Esse supergrupo (com integrantes que já passaram por bandas como Sepultura, Reação em Cadeia, Diesel) traz um som orgânico, com rock pesadão, cheio de groove e influência do grunge e metal. O disco é de todo bom e tão coeso que é difícil destacar alguma faixa, mas não deixe de escutar "Heroes, Kings And Gods".
FAR FROM ALASKA (Unlikely)
Poucas bandas de rock no nosso atual cenário possuem a mesma vibe descolada e incrivelmente espontânea como o Far From Alaska. Nesse segundo disco, o grupo contou com a produção de Sylvia Massy (System Of A Down, Red Hot Chili Peppers) e acertou na em cheio no alvo. Há todas as referências possíveis no trabalho, mas tudo é untado por uma rara sagacidade. Há blues, jazz, metal, baião (?) e o rock segue soando fresco na mão do quinteto. "Flamingo", "Pig" e "Pizza" são as preferidas da casa.
GROSS (Chumbo & Pluma)
O genial Marcelo Gross resolveu dividir seus dois lados em um disco duplo, que assim como o título sugere, traz o rock selvagem de guitarras stoneianas ("Reconstruindo a Cidade") e a psicodelia viajante ("Morangos & Maçãs"), com muitos violões e vocais esparsos. Há várias joias no trabalho, como "Purpurina", "Muita Atenção" e "Quando Ninguém Se Importa". 
MACACO BONG (Deixa Quieto)
Uma das principais características do Macaco Bong é a busca incessante por desafios. Dessa vez, eles decidiram homenagear o principal disco dos anos noventa ('Nevermind'), em versões curiosas, cheias de sacadas interessantes e uma arte de capa sensacional. Para quem esperava uma verdadeira releitura instrumental, acabou se deparando com uma genial desconstrução do maior clássico do Nirvana. 
MAD MONKEES (Mad Monkees)
Produzido por ninguém menos que Carlos Eduardo Miranda, o disco dessa banda cearense é perfeito para quem busca rock crú e pesadão. A faixa de abertura "Bombman" já decifra o que será encontrado no álbum: canções robustas, riffs ganchudos e vocais que remetem os melhores tempos de Lemmy (Motörhead). Não dê bobeira e cole logo seu ouvido em pancadas como "Scream" e "I Cannot Feel" (que conta com o vocal de Emmily Barreto do Far From Alaska).  
MIÊTA (Dive)
O disco de estreia dessa banda mineira merece todo o destaque possível. Flertando com shoegaze e o pop psicodélico, o grupo faz um som interessantíssimo, com guitarras viajantes, ruidosas e vocais incrivelmente bem encaixados na proposta. Músicas como "Ages" e "Am I Back" remetem a Sonic Youth e Dinossaur Jr, com guitarras space rock e vocais cheios de overdubs.
NÃO ALIMENTE OS ANIMAIS (Não Alimente os Animais)
Eis uma cartilha fidedigna ao rock anos setenta. Qualquer desavisado poderá jurar que este trabalho foi concebido há uns 40 anos atrás. O álbum reserva ainda uma das capas mais legais dos últimos tempos, que traz os integrantes da banda com máscaras de animais aguardando um banquete. Ouça a hendrixiniana "It's Gonna Be This Way (On My Mind)" ou "Have No Feelings Inside" para iniciar esse culto ao saudosismo.
PROJECT 46 (Tr3s)
Após figurar em festivais conceituados como o Monsters Of Rock e o Rock in Rio, a expectativa para este novo disco do Project 46 era enorme. A banda decidiu seguir seu instinto e trouxe mais uma série de pancadas na orelha, com muito metalcore, groove e letras que abordam questões sociais e problemas crônicos da vida. O disco também é marcado por inclusões de vocais rap e pela estreia do baixista Baffo Neto e do baterista Betto Cardoso. Pedrada!
RALO (Hell is Real)
O segundo disco desse trio paulistano é uma obra impecável, baseada no metal, post-rock, mas que remete muito o lado mais pesado do grunge (principalmente Melvins), além de contar com belos interlúdios instrumentais e soluções melódicas interessantíssimas. A banda passeia por um verdadeiro caos sonoro, como pode ser conferido em "Volta", que está disponível em todas as plataformas. 
SCALENE (Magnetite)
'Magnetite' está distante das melodias acessíveis e refrões cativantes, mas já é cantado em todos os cantos do país pela crescente e fiel legião de seguidores da banda. Além da incontestável competência musical do grupo brasiliense, o que chama atenção neste novo trabalho é a influência nas novas tendências da música brasileira. Canções como "Ponta do Anzol", "Extremos Pueris" e "Cartão Postal" revelam essa nova faceta do Scalene.
SEPULTURA (Machine Messiah)
O Sepultura é uma das maiores bandas da história. A faixa título, que abre o disco, é uma constatação cristalina de que eles mesmo assim, não são reféns do passado. 'Machine Messiah' é uma das maiores evoluções do grupo desde 'Against' – o primeiro trabalho pós-separação. E sempre é bom lembrar que Derrick Green está completando 20 anos de uma banda que nunca parou e que demonstra ainda ter qualidade de sobra para continuar escrevendo novos capítulos de uma história consagrada. 
SOUND BULLET (Terreno)
Produzido por Patrick Laplan (Los Hermanos, Rodox), este disco da banda carioca é irretocável, com canções que perpassam entre o rock alternativo e o indie. "Amanheci" reflete bem a sonoridade de 'Terreno', com guitarras pesadas e refrão forte. O álbum possui vários momentos de sonoridade cativante, com arranjos limpos e inclusões de elementos fundamentais para dar liga - ataque de metais e percussão, como pode ser ouvido na excelente "Em um mundo de Milhões de Buscas".
STEREOPHANT (Mar de Espelhos)
Coisa linda esse disco do Stereophant. Para conceber seu novo rebento, o grupo carioca decidiu seguir um conceito e contou a história de um homem que decide se refugiar no mar. Na fábula, há emolduramentos perfeitos de rock ("Fora de Rota"), melancolia ("Homem Morto") e poesia bem resolvida ("Essa Música é a Cura"). Produzido por Felipe Rodarte, 'Mar de Espelhos' é um conjunto de composições lapidadas e que pincelam divinamente a arte independente. 
THE GRINGOS (The Animal Kingdom)
O nome da banda é o resultado da união entre quatro nativos norte-americanos e um brasileiro de Itajubá (MG). Desde 2014 na estrada, os Gringos lançam seu disco estreia recheado de rock anos 60/70, blues e muita psicodelia. 'The Animal Kingdom' é uma bela pedida para quem curte gente como ZZ Top e The Doors ("Screaming Out"). Um fato interessante é o vocal de João Castilhos, que em vários momentos lembra Corey Taylor (Stone Sour/Slipknot) - ouça "Fight or Flight" e comprove.
WATER RATS (Year 3000)
Distorções, riffs acelerados e o flerte com o stoner rock fazem parte da proposta deste quarteto curitibano. O lançamento de 'Year 3000', segundo álbum completo da banda, é uma evolução para quem já vinha acompanhando os caras. Além da maturidade sonora, o grupo arrebenta com ótimas canções, como é o caso de "Animal" e "Rolling Stoners". Detalhe que não poderia passar batido: a capa do disco é sensacional!