domingo, 26 de março de 2017

Lollapalooza 2017: Cage The Elephant, Glass Animals e The 1975

Foto: Camila Cara
O agitado Matt Schultz em show no Lollapalooza
Pela terceira vez no Lollapalooza, o Cage The Elephant já é a banda que mais se apresentou na edição brasileira do festival. Cada vez que aparece por aqui, o grupo aumenta o seu fã-clube consideravelmente. De desconhecidos em 2012, voltaram em 2014 como banda adorada pelos cults. Dessa vez, eles mostram uma faceta mais popular, com canções menos intricadas de seu último disco, Tell Me I'm Pretty. Mesmo com o início forte, onde atacaram de três rocks dos bons ("Cry Baby", "In One Ear" e "Spiderhead"), a banda já dá claros sinais de que está curtindo essa fase mais popular, visto que decidiu apostar em canções que fazem a galera cantar alto durante toda a apresentação, como "Shake Me Down", de seu segundo disco, e a agitada "Mess Around". Músicas como "Telescope", a melódica "Too Late To Say Goodbye" e o novo hit "Cold, Cold, Cold", comprovaram essa inclinação atual da banda em seus repertórios, com músicas mais lentas - pegando como referência seu início garage rock. Com sapatos dourados, o vocalista Matt Schultz, abusa dos trejeitos Mick Jagger e não só corre saltitante de um lado para o outro como quase sempre desce para cantar com os fãs. O guitarrista Brad Schultz, irmão do vocalista, mostra a mesma energia e agitação no palco, tanto que cai na galera logo a primeira música do show. Os melhores momentos dessa boa apresentação no Lolla vieram em faixas do ótimo Melophobia, como "Spiderhead", "It's Just Forever" e o hit "Come Little Closer".
Foto: MRossi
Glass Animals surpreendeu fãs com show agitado no Lolla
Quem ouve o Glass Animals em seus discos, não possui (de verdade mesmo!) a mínima ideia do que eles possam ser ao vivo. Aquele estranho quarteto de Oxford que grava discos no meio da floresta e faz uma junção introspectiva - e até às vezes monótona - de ritmos como R&B, pop, psicodelia e hip hop (com seus devidos excessos), surpreendeu em sua estreia no Brasil. O grupo fez do Lollapalooza uma catarse coletiva, com enxerto de sintetizadores e um agitado Dave Bayley - que parece ter feito escola com Chris Martin (Coldplay). O show da banda é dominado pelos teclados e efeitos em loop e resume de forma certeira essa tendência multifacetada do indie e do público Lolla. O que impressionou também foi a popularidade da banda, que seguiu na boca da galera, que cantou quase todas as músicas com Bayley. Assim foi em "Black Mambo", "Hazey" e "Seasons 2 Episode 3". Quem foi até o palco Ônix, dançou (no bom sentido).
Foto: Camila Cara
O carismático Matty Heally fez a garotada cantar alto no Lolla
Agora, se tem uma banda que caiu no gosto popular das meninas nesse Lolla, essa foi o The 1975. Liderados pelo carismático Matty Heally, o grupo britânico fez uma apresentação concorrida no longínquo Palco Ônix. Com a luz do sol caindo, a iluminação do palco ajudou a criar um "clima" entre fãs e banda. A conexão foi tanta, que na metade da apresentação, Matt já estava em êxtase com a recepção. O 1975, que já havia sido indicado aqui no Rock On Board como um dos 5 shows imperdíveis desse Lolla, traça um som bem peculiar, que une o rock, new wave, pop teen e disco. Com visual estiloso, Matt sabe os segredos de controlar a garotada. Com repertório quase que exclusivamente baseado no segundo disco da banda, o premiado I Like It When You Sleep, for You Are So Beautiful Yet So Unaware of It, o vocalista contou com a ajuda dos fãs para cantar alto hits como "Somebody Else", "A Change Of Heart" e a derradeira do show, "The Sound". 

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