Há exatos 35 anos, a segunda edição do Rock in Rio receberia o seu maior público num único dia. No dia 26 de janeiro de 1991, o A-ha subia ao palco do festival e reunia quase 200 mil pessoas no Maracanã, quebrando o recorde mundial de público pagante em um show até então, o que foi registrado no Guinness Book, na época.
No auge do sucesso mundial, o trio norueguês liderado por Morten Harket viveu no Brasil um fenômeno raro: uma popularidade que extrapolava as paradas musicais e se transformava quase numa devoção coletiva. A banda recebia uma tietagem ensandecida por conta de sucessos como radiofônicos como “Take On Me”, “Hunting High and Low” e “Cry Wolf”, e contava com um vocalista carismático de boa pinta. foram entoadas em coro por uma multidão que lotava o estádio e seus arredores.
O impacto visual e emocional daquele momento ajudou a consolidar ainda mais o A-ha como uma das bandas internacionais mais populares da história do país, e rendeu uma cantoria espetacular no - na época - Maior Estádio do Mundo.
Além do A-ha, vale lembrar que o penúltimo dia da edição também teve shows de Information Society, Debbie Gibson, Happy Mondays, Capital Inicial, Paulo Ricardo e Nenhum de Nós. Mas foi o grupo norueguês que fez o Maracanã tremer naquela noite, que é até hoje lembrada como o "dia mais cheio do festival".
O show do A-ha no Rock in Rio 2 também simbolizou a força do Rock in Rio como festival capaz de reunir grandes multidões mesmo sem a sua "Cidade do Rock". Roberto Medina conta inclusive, que a ideia de levar o festival para o Maracanã, foi por influência dos shows de Frank Sinatra e Paul McCartney.
Trinta e cinco anos depois, a apresentação do A-ha segue sendo lembrada não apenas pelos números impressionantes, mas pela força popular da banda, que mesmo tento nomes mega populares no line up como Guns N'Roses, Prince, INXS e New kids On The Block, saiu de lá com o posto de show mais lotado da edição - garantindo ali, um dos momentos mais emblemáticos da história do Rock in Rio.


