Stone Temple Pilots: Do Pior ao Melhor

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Stone Temple Pilots: Do Pior Ao Melhor
Por Bruno Eduardo

O Stone Temple Pilots sempre foi uma banda muito particular no universo rock and roll. O grupo foi formado em 1985, seis anos antes da explosão convencional do grunge. E embora muitos pensem o contrário, eles não eram uma banda de Seattle. O grupo cresceu na ensolarada San Diego, e por conta de seu primeiro disco, eles foram imediatamente aglomerados ao gênero grunge. Tendo o vocalista Scott Weiland na linha de frente como figura polarizadora, o grupo ganhava forma no hard rock 70's pelas mãos dos irmãos DeLeo (o guitarrista Dean e o baixista Robert) e pelo baterista Eric Kretz. Após vender milhões de discos no mundo inteiro e emplacar diversos hits nos anos noventa, o grupo conseguiu sobreviver à personalidade auto-destrutiva de Weiland, lançando sete discos de estúdio. Infelizmente, o vocalista faleceu no fim do ano passado e a banda continua à procura de um substituto. Então, decidimos prestar nossa homenagem aos fãs no especial Stone Temple Pilots: Do Pior ao Melhor - avaliando toda a discografia da banda. 

Concordou com a lista? Discordou da ordem dos discos? Então deixe também as suas sugestões nos comentários e concorra já a uma versão em Vinil 180g do primeiro disco da banda, "Core", relançado em 2012.


 7 'High Rise' (2013)  
Após dispensar o vocalista Scott Weiland, o STP lançou este EP com cinco músicas trazendo a participação de Chester Bennington do Linkin Park nos vocais. O disco segue um padrão hard rock clássico bem no estilo da banda, principalmente em faixas mais pegadas como "Out Of Time" e "Same On The Inside". Mesmo funcionando bem no vocal de Chester, canções como "Black Heart" e "Tomorrow" evidenciam bastante a ausência de Weiland.

 6 'Stone Temple Pilots' (2010)  
O último disco do grupo com Scott Weiland traz pérolas do quilate de "Between The Lines". O álbum foi criado após anos de separação e traz Scott momentaneamente longe das drogas. As letras do disco foram inspiradas na morte do irmão de Scott e no seu divórcio. O disco foi muito bem aceito pelos fãs e alcançou o topo da Billboard, onde permaneceu por dois meses na posição número 1. Com este trabalho, o STP veio ao Brasil pela primeira vez em 2010 e retornou no ano seguinte para se apresentar no festival SWU. Outros destaques são "Hucleberry Crumble" e "First Kiss On Mars".


 5 '4.' (1999)  
Mesmo não vendendo tanto quando seus antecessores, este é um dos discos preferidos da maioria dos fãs. O quarto trabalho do STP é também o mais pesado da carreira e traz fortes influências do metal. O maior exemplo disso é a faixa "Down", escolhida como primeiro single. O tema do álbum é quase todo em cima da relação de Scott com a heroína. Inclusive no título do álbum - "Nº 4" é um termo utilizado para uma etapa de refinamento da droga. Curiosamente, é neste disco que encontramos uma das músicas mais belas e suaves da banda: "Sour Girl". Mesmo não conseguindo emplacar o mesmo sucesso dos outros álbuns, "Nº 4." retrata com honestidade o momento conturbado da banda.   

 4 'Shangri-La Dee Da' (2001)  
Mais centrados em canções leves e com boas melodias, o STP retornou com um trabalho mais ao estilo dos consagrados "Purple" e "Tiny Music". Para fazer este disco, a banda se trancou em uma mansão em Malibu e contou mais uma vez com a produção do consagrado Brendan O'Brien. A participação do produtor foi fundamental para que eles conseguissem resgatar a mesma sonoridade dos primeiros álbuns. Faixas como "Hollywood Bitch" e "Comapodem ser consideradas uma retomada em grande estilo ao "velho" Stone Temple Pilots. Embora seja um disco com várias músicas de potencial, o único single de Shangri-La Dee Da foi "Days Of Week", que inclusive ganhou um vídeo clipe.  

 3 'Tiny Music...' (1996)  
Considerado um dos principais discos do grupo, Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop é porta de entrada para uma variedade de estilos que marcariam de vez a carreira da banda. Sucessos como "Big Bang Baby", "Lady Picture Show" e a arrasa-quarteirão "Trippin' On a Hole In A Paper Heart" ajudaram o disco a atingir mais de 1 milhão de cópias, além de sustentar de vez o STP entre os grandes nomes do rock alternativo. No entanto, o álbum não ganhou maior proporção popular pela falta de uma turnê mundial, já que Scott Weiland estava mais uma vez envolvido com drogas e processos judiciais.  

 2 'Core' (1992)  
O disco de estreia do Stone Temple Pilots é também o mais reconhecido entre fãs de rock do mundo inteiro. Certificado 8 vezes como disco de platina, Core traz uma lista considerável de hits, incluindo a fortíssima "Plush" - vencedora do Grammy na categoria melhor hard rock. Por ter sido lançado meses depois do sucesso do Pearl Jam, o STP foi erroneamente ligado às bandas de Seattle, principalmente ao grupo de Eddie Vedder. A referência ajudou na popularização do disco e fez da banda uma sensação da MTV - que rodou exaustivamente os clipes das músicas "Creep", "Wicked Garden", "Sex Type Thing", além da já citada "Plush". Mesmo com o enorme sucesso, a banda foi bastante criticada pela imprensa por fazer um som muito parecido com o Pearl Jam. Essas críticas incomodaram bastante o grupo, que mudou radicalmente a proposta nos discos posteriores.   

 1 'Purple' (1994)  
O melhor disco do Stone Temple Pilots nasceu na época em que a epidemia do grunge começava a se dissipar no mundo do rock. Com uma proposta mais rica em termos de textura sonora, o grupo chegava ao ápice criativo ao apresentar uma cartilha de hard, southern rock, violões acústicos e letras inspiradas. “Purple” foi um sucesso imediato e vendeu cerca de 5 milhões de cópias. O álbum chegou ao topo da Billboard americana, além da Austrália, e teve os cinco singles (“Big Empty”, “Vasoline”, “Interstare Love Song”, “Unglead” e “Pretty   Penny”) lançados nas primeiras posições das paradas de sucesso. Discaço!
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2 comentários :

  1. Adoro STP e curto muito essa seção "pior ao melhor".Tal banda californiana é super injustiçada, mas quem entende o mínimo de rock sabe bem que eles tem um som tão bom quanto o Pear Jam, por exemplo. Eu só mudaria um pouco o pódio, colocando o "Purple" em terceiro, o "Number four" em segundo e o "Core" em primeirão. No mais parabéns pelo site. Ah, seria massa uma seção dessa com Mastodon, uma banda de metal que desde o último Rock in Rio não paro de curti-los(não sei se vcs curtem). E eu quero concorrer a essa jóia chamada Lp do " Core". Valeu!

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    1. Olá Erick! Fico feliz que você curta a essa série "do pior ao melhor". Adoro STP, e concordo com você que ela é uma banda subestimadíssima. Algumas pessoas já questionaram o fato do "Core" não ser o primeirão. É um disco lindo, mas o "Purple" merece ser mais "descoberto" pelos não fãs, e talvez por isso, ele tenha merecido o posto. Sobre a dica de um "pior ao melhor" com Mastodon, está aqui anotada! E sim, adoramos a banda! Aqui tem uma resenha do último disco: http://www.rockonboard.com.br/2014/07/discos-mastodon-once-more-round-sun.html Obrigado pela leitura e pela participação.

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