Foto: Lucas Tavares
Formado em 1991, o Pearl Jam demorou bastante para vir ao Brasil. No entanto, conseguiram compensar os fãs com visitas regulares e uma série impressionante de ótimos shows na década seguinte. Ao todo, eles vieram cinco vezes: 2005, 2011, 2013, 2015 e 2018.
Show histórico no Lolla foi o último no país
Além das apresentações em estádios como Maracanã, Morumbi e Mineirão, a banda de Eddie Vedder foi headliner do Lollapalooza Brasil duas vezes. Inclusive, o último show deles por aqui, foi no festival - em noite que surpreendeu até os fãs mais fieis. Para relembrar esse showzaço, listamos cinco motivos que transformam esse show do Lolla Brasil num acontecimento memorável.
1. Repertório cheio de "surpresas"
A entrada com "Wash", canção lado B do petardo Ten, já deixava a pista de que esta não seria uma noite nada factual. "Smile", canção pouco popular do disco No Code, também seguiram esse roteiro improvável. Outras duas que entraram no hall de "imprevistas da noite", foram "Hold On", lado B valioso gravado pela banda no início dos anos 90 e "Unthought Known", do disco Backspacer, que Vedder disse ter sido incluída no repertório para atender a pedidos.
2. Início arrasador
A sequência de pedradas com "Corduroy", "Do The Evolution" e "Why Go", ficará marcada por muito tempo na memória como um dos melhores inícios de show da banda no país em todos os tempos. E quando Vedder pegou o violão para cantar os primeiros versos de "Ederly Woman Behind The Counter In A Small Town", vários celulares foram acesos num mosaico de aproximadamente 70 mil pessoas, aglomeradas, numa das mais belas imagens do festival.
3. Discursos contundentes
Em seu momento "Bono Vox", Eddie Vedder falou das manifestações em Washington sobre o controle de armas e se disse orgulhoso por saber que tinha parentes participando desse movimento nas ruas. Em seguida, ainda apresentou, a na época, nova música do grupo: "Can't Deny Me" - rock furioso, com letra direcionada ao presidente americano Donald Trump. Todo mundo adorou!
4. Perry Farrell e Jane's Addiction
Para aumentar ainda mais o caráter de noite memorável, o grupo convidou ao palco Perry Farrell, vocalista do Jane's Addiction e criador do Lollapalooza, para homenageá-lo por conta de seu aniversário. E aproveitaram para mandar juntos o hino do rock alternativo, "Mountain Song", do petardo Nothing's Shocking, disco de estreia do Jane's Addiction, lançado há trinta anos. "Obrigado Perry Farrel por ter criado o Lollapalooza", disse Vedder. Em seguida, ele continuou as homenagens e agradeceu David Byrne pelo show genial de horas antes e executou sozinho "Pulled Up", do Talking Heads.
5. Final apoteótico
O momento de afago popular veio nas baladas "Sirens", "Better Man", e no final apoteótico de "Black" - com todo mundo batendo palmas de forma ordenada após o fim da música. No final, a sempre esperada "Alive", e a não-tão esperada assim, "Yellow Ledbetter", deram toques finais a mais uma apresentação histórica da banda no Brasil.
Bruno Eduardo, editor do site Rock On Board, cobriu presencialmente as edições do Lollapalooza Brasil em 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2023, 2024, 2025, e os shows do Pearl Jam no Brasil em 2011, 2013, 2015 e 2018.
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