Uma das melhores bandas do rock carioca está representando o underground fluminense. Debaixo de muita chuva, Drenna começou sua apresentação no Highway Stage, no Rock in Rio, com uma garra enorme como se estivesse tocando no Palco Mundo.
Com alguns problemas técnicos relacionados à chuva intensa, “Desconectar” e “A Busca” formaram a dobradinha inicial. Um pecado a chuva cair sem dó, mas parece que isso deu mais garra ao trio. Impressionante a força imprimida nessa apresentação.
Apesar de fazer um rock visceral, Drenna tem um apelo comercial, principalmente nos refrões. Eu chamaria de power pop. A chuva não afastou os fãs e amigos de verdade e me impressionou a quantidade de pessoas que iam parando para conferir o som do trio. “Só O Tempo Irá Dizer” foi a recordista. Muita gente parou!
Com os problemas técnicos enfim sanados, “Me Desculpa” soou tão bem que me fez pensar por que eles não estavam em um Palco Supernova, por exemplo. A qualidade da Drenna ultrapassa adjetivos e a versão desconstruída de “Roda Viva” fica difícil colocar em palavras. Lindo e intenso demais.
Despida da sua Gibson Les Paul tradicional, Drenna empunhou uma Telecaster e mandou uma das minhas favoritas. “Guerra” tem um peso absurdo com destaque para o espancamento que Milton Rock deu na sua bateria. A ácida “Aliens” deu o seu recado e foi dedicada ao saudoso Marcelo Yuka. É, tem sentido…
Mudando de clima, “Praia” trouxe aquela aura carioca em meio ao temporal, até porque somos nós que “fazemos a praia”, como diria a gíria.
A cover de Dick Dale “Misirlou” serviu para mostrar os dotes guitarrísticos de Drenna, do baixista Bruno Moraes e do showman e exímio baterista Milton Rock, que teve a ideia de tocar nas partes de metais do palco e desceu com um roadie para tocar a caixa no meio da galera. Incrível!
O show arrasador chegou ao seu fim com “Entorpecer” com a certeza que se faltou público por causa da chuva, Drenna ganhou alguns fãs em mais uma apresentação cheia de energia e qualidade. Me senti um privilegiado, eu confesso.
