De São Gonçalo para o mundo: Os Garotin brilham ao lado de Duquesa no Rock in Rio

Foto: Adriana Vieira / Rock On Board

Diretamente de São Gonçalo, o trio mais talentoso do R&B brasileiro está no Palco Sunset do Rock in Rio. Os Garotin são um fenômeno e poder ver o crescimento gradual desses meninos de periferia é um prazer indescritível, assim como acompanhar a ascensão da rapper baiana Duquesa, talento indiscutível do Hip Hop brasileiro.

O início do show com “Garota”, “Hoje Vou Me Dar Bem” e “Fantástica” foi arrasador! Funk, Soul e um pouquinho de MPB porque os caras são de “Gonça” e eles tem que honrar a terrinha. Viva São Gonçalo!

Foto: Adriana Vieira / Rock On Board

A união Rio x Bahia então veio na sequência com a rapper Duquesa no palco e é difícil desgrudar os olhos e ouvidos quando ela está presente. A Duquesa é uma força da natureza, e chega a intimidar. Uma presença e domínio de palco pouco vista, ainda mais pela pouca idade da diva (26 anos), mas os grandes artistas são assim mesmo.

Os Garotin voltaram ao Palco Sunset e continuaram arrasando, principalmente com a qualidade das suas vozes e uma presença de palco sensacional. Não pesou nem um pouco o fato de estarem num festival gigante como o Rock in Rio. Na verdade, parecia que estavam numa matinê do Clube Tamoio em São Gonçalo, tamanha a desenvoltura.

Foto: Adriana Vieira / Rock On Board

O repertório funcionou extremamente bem e “Se Joga” foi uma das melhores. E é bom destacar: Anchietx, Leo Guima e Cupertino são vocalistas acima da média e isso ficava mais evidente em cada canção executada. Outra música que ganhou destaque nessa apresentação foi “Soul Brasileiro”, com citação ao grande Jorge Ben e com direito a um pedaço da música “Jack Soul Brasileiro” do subestimado Lenine.

Foto: Adriana Vieira / Rock On Board

Com Duquesa de volta ao palco, o fim da festa ficou ainda mais bonito com “Queda Livre”. A interação entre eles beirou a perfeição. Como é bom perceber que essa união em nenhum momento pareceu forçada e desnecessária. A reação do público foi o melhor termômetro para um show que daqui a alguns anos vai ser lembrado como histórico por quem teve o privilégio de assistir.

Tarcísio Chagas

O sequestro aconteceu nos anos 80, sem aviso prévio. A vítima? Tarcísio Chagas. O álibi? Um tal de "As Aventuras Da Blitz". O crime perfeito. Mas foi só em 1984, com a compra do disco "Animalize" do KISS, que veio o batismo de fogo — e aí já era: alma entregue ao Rock para sempre. Hoje, Tarcísio transita com naturalidade entre a fúria do Hard Rock, a pegada do Metal, a alma do Soul e a levada do Reggae. Já teve suas palavras espalhadas por terrenos sagrados como Confere Rock, o site do Igor Miranda e Rock Vibrations — e por onde passa, deixa riffs e memórias.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem
Banner-Mundo-livre-SA