Bring Me The Horizon caminha a passos largos para se tornar a maior banda de metal do mundo

Foto: Tarcísio Chagas / Rock On Board

Chegou o momento que muitos esperavam. A banda mais hypada do metal moderno estava prestes a entrar no palco sagrado do Rock in Rio pela primeira vez. Em uma introdução absolutamente arrepiante, eis que o Bring Me The Horizon adentrou o Palco Mundo e desde o começo o público cantou tudo! Com Oliver Sykes como mestre de cerimônias, “DArkside soou como uma bomba, assim como “The House Of Wolwes” que foi a próxima a ser tocada.

Em português, Oliver pediu um moshpit muito grande e imediatamente foi atendido. O telão de led servia de complemento perfeito para o tipo de som do Bring Me The Horizon com imagens de um castelo aos lados e os frames computadorizados.


E tome de pedidos de Oliver para mais moshpits… todos atendidos, claro. Eu preciso que vocês pulem na próxima música. Ela se chama “Teardrops”. O homem falava e a gente obedecia. Tudo isso em português, o que tornava mais fácil ainda. Para quem não sabe, Oliver Sykes é casado com uma brasileira.

O peso subiu em proporções estratosféricas com a insana “Dehumanized” com o palco parecendo uma filial da casa do capiroto. Fogos e mais fogos subindo sem parar pelo palco, dando ainda mais aquela sensação de inferno na Terra. 

Depois de mais um pedido de abertura de moshpit, dessa vez abriu um gigantesco, porém foi curto. Oliver chegou a se emocionar chamando o Rio De Janeiro de São Paulo. Para um carioca, isso é uma das maiores ofensas possíveis, mas como o vocalista está com moral com a galera, passou batido.

E tome mais traulitada com a sensacional “Shadow Moses”, que momento lindo e intenso.

Sem o Baby Metal, “Kingslayer” foi outro momento absurdo e beirando a insanidade. Com influências do technno noventista, a canção soou perfeita.

Só um momento para ponderar algo: falaram que o palco todo composto de telões de led foi uma exigência do Stray Kids para a produção do Rock in Rio, mas nada pareceu tão integrado com a performance e música como o show do Bring Me The Horizon. NADA. Vamos voltar ao show…

Do nada, Oliver convidou um fã da plateia para subir ao palco e o rapaz representou cantando a seminal “Pray For Plagues”, o garoto chamado JP ficou exausto ao tentar acompanhar os guturais de Oliver ainda mais numa canção puramente deathcore. Uma noite inesquecível para o rapaz, com certeza.

Depois de “Doomed”, Oliver foi literalmente para a galera cantar “Drown” e eu vi depois de muitos anos uma plateia pular e cantar sem querer registrar esse momento nos seus celulares. Parecia os anos 90 novamente. Coisa linda de se ver, senhoras e senhores.

Mais insanidade e catarse coletiva com o hit “Throne”. Impossível ficar parado novamente, mas o melhor ainda estava por vir. “Can You Feel My Heart”. Difícil descrever o que aconteceu e eu só posso dizer que no alto dos meus 53 anos de idade, o Bring Me The Horizon me fez sentir mais jovem, pertencendo a um público que já fiz parte há 30 anos. De verdade, que momento maravilhoso e como é bom me sentir assim. Obrigado, Bring Me The Horizon.

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