O Foo Fighters voltou ao Palco Mundo do Rock in Rio para uma apresentação que já carregava uma enorme expectativa. Com uma sequência de grandes sucessos, momentos emocionantes e algumas surpresas no setlist, a banda mostrou por que continua sendo um dos maiores nomes do rock mundial.
A esperada “All My Life” deu início ao show e a banda soou muito coesa. O baterista Ilan Rubin já mostrou para o que veio: muito seguro e técnico, parece ser uma escolha mais acertada do que seu antecessor, Josh Freese. Em seguida, outro clássico. “The Pretender” é tão empolgante quanto a faixa de abertura e o nível de adrenalina continuava lá em cima. E o seriado de hits não para, com “Times Like These” para delírio do público. Foi então que tivemos a primeira surpresa da noite: “Rope”, do sensacional “Wasting Light”, e como ela soou bem!
Para os fãs das antigas, a pesada “Stacked Actors” serviu para acalmar os ânimos, mas foi outra surpresa boa e, mais uma vez, Ilan Rubin desempenhando com muita segurança.
Foi lindo demais ver a plateia cantar o refrão de “My Hero” e, ao mesmo tempo, impossível não pensar em Taylor Hawkins. Essa música mudou completamente o seu significado com a morte dele. Interessante que a próxima foi “Learn To Fly” e também parece não ter sido por acaso. Enfim…
Mais uma do aclamado Wasting Light apareceu no setlist e, dessa vez, foi a maravilhosa “These Days”. E tome todos cantando. Essa música carrega uma energia incrível e, ao vivo, fica ainda mais emocionante, dando lugar a “Walk”.- outra de Wasting Light, para felicidade geral da maioria dos presentes que amam, como eu, esse álbum.
Foto: Adriana Vieira / Rock On Board
Com o violão na mão, Dave Grohl perguntou se conhecíamos “Wheels”. Claro que sim, Dave! Outra música que ficou bem emocionante. Dave contou que escreveu “Marigold” antes de formar o Foo Fighters, mais precisamente na época em que fazia parte do Nirvana, e a dedicou aos fãs ardorosos do mais famoso trio de Seattle. Lindo momento, mais um.
Mais uma canção para comprovar o clima de Greatest Hits do show. Outra queridinha dos fãs foi tocada e, é claro, que falo de “Monkey Wrench”, faixa seminal do seu segundo disco, The Colour And The Shape. O detalhe é que, ao fim da música, Ilan Rubin deu um curto solo de bateria, no qual espancou com gosto as peles de seu instrumento. Impressionante!
Uma curiosidade é que Nate Mendel passou a fazer backing vocals junto a Chris Shiflett e, pasmem, Ilan Rubin. Funcionou muito bem, com os três muito bem ensaiados e suprindo a falta do saudoso Taylor Hawkins.
Foto: Adriana Vieira / Rock On Board
Querem hits? Toma “Breakout” e, até que enfim, o Foo Fighters resolveu tocar uma música do novo disco, “Your Favourite Toy”, chamada “Window”, e deu uma acalmada boa, até porque ela foi tocada numa rotação mais lenta e ficou bem mais interessante. Falando em interessante, “The Sky Is The Neighborhood”, do mediano Concrete And Gold, fez a alegria dos fãs mais recentes da banda.
Dave dedicou “Aurora” à memória de Taylor Hawkins. Visivelmente emocionado, o vocalista deu tudo de si e também nos emocionou. Até o clima do resto da banda ficou introspectivo, e não era para ser diferente, para, no final, explodir em um crescendo intenso.
Com o fim se aproximando, faltavam seus maiores clássicos e, sem decepcionar nenhum dos presentes, “Best Of You”, a surpresa da noite com “Exhausted” no meio delas pela primeira vez no Brasil, e o gran finale com “Everlong” foram o ápice de uma apresentação memorável.
Para quem sempre reclamou de intermináveis jams feitas pelo Foo Fighters, se decepcionou. Foram quase duas horas de música, sem espaço para improvisos ou coisa parecida. Grande show da melhor banda de rock do planeta.





