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Com várias figuras conhecidas, álbum de estreia do Patrón é a boa pedida aos fãs de stoner

Patrón reúne ex-integrantes das principais bandas do stoner rock
Integrantes de bandas como QOTSA e Kyuss estão de frente no Patrón
Patrón
Patrón
⭐⭐⭐ 4/5
Por  Bruno Eduardo 

Para quem está cansado das velhas bandas de rock e procura refrescar um pouco a cuca, eis aqui uma boa pedida. Mas não se engane. Embora seja um novo projeto, o Patrón soa mais como uma reunião desert sessions, cheia de veteranos da cena stoner rock dos anos noventa. Capitaneado por Lo (Loading Data), o grupo tem em sua formação original, nomes carimbados como o ex-baixista do Queens Of The Stone Age e do Kyuss, Nick Oliveri, além do baterista Joey Castillo (Danzig e QOTSA). Outra participação importante neste primeiro trabalho da banda é de Alain Johannes (QOTSA, Chris Cornell, Them Crooked Vultures), que também produz o álbum.

De cara, podemos dizer que o som da banda é uma espécie mutação sonora, com pedaços de stoner rock, de rock and roll anos 50-60 e pegada pop dos anos 80. Tudo isso carregado pelos vocais instantaneamente reconhecíveis de Lo (também conhecido como PATRÓN). O vocal do sujeito, é um caso a parte no som do grupo e por muitas vezes cria uma atmosfera que assombrosa. A primeira faixa, "Room With a View", evidencia isso e evoca roteiros apocalípticos de Robert Rodriguez numa trilha marcada por vocais fantasmagóricos. Mas essa impressão de algo sinistro é posta em cheque logo na segunda faixa do álbum. "Do You Dance For" possui pianos em hit, refrão escancaradamente pop e um vídeo clipe totalmente canastrão. Seguindo uma dimensão fincada nos anos 80, aparece "Very Bad Boy", com ótima performance de Lo Patrón.

Com quase sete minutos, "Seventeen" é mais um destaque desse trabalho. A canção é uma espécie de balada velho oeste, de assobios errantes e cantoria melancólica. Há também os encantos psicodélicos que tanto seduzem essa turma do desert rock em "Leave It All Behind". Sem falar da levada groove infernal de "She Devil", que certamente deixou Josh Homme orgulhoso em casa enquanto escuta o disco. No entanto, fica um alerta a alguns: o álbum pode soar um pouco repetitivo a partir da metade, já que a voz de Lo mantém quase sempre a mesma tonalidade. Mas nada que suje a estampa da banda.

No tanto, Patrón é um bom álbum de rock. Não é revolucionário e nem pode ser levado tão a sério quanto esses projetos de supergrupos que surgem eventualmente nas prateleiras. Mas é um trabalho que sai um pouco do roteiro ao soar moderno aos dias de hoje. É prazeroso escutar um time com tantos veteranos, misturando épocas de forma tão despretensiosa, criando personagens fortes em cada faixa. Não dá para saber qual a pretensão desse projeto e nem onde vai parar o Patrón. Mas esse álbum de estreia vale como um belo aceno, e cai bem neste momento de mesmice no cenário do rock. Estamos animados para ver qual o próximo passo desses caras.

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