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'Rocketman' apresenta Elton John num divã musical de primeira categoria

"Rocketman" chega aos cinemas brasileiros esta semana
Por Bruno Eduardo

Chega aos cinemas brasileiros essa semana, a cinebiografia do ídolo pop, Elton John. Rocketman conta a trajetória do músico desde sua infância, até tornar-se um dos maiores nomes da música mundial. O roteiro é assinado por Lee Hall e a direção do filme ficou com Dexter Fletcher. Vale deixar registrado que Elton John e Matthew Vaughn aparecem entre os produtores do longa.  

Não muito tempo se passou desde que Bohemian Rhapsody apareceu nas telonas para levar amantes do rock às salas de cinema do mundo inteiro. O sucesso do filme que retratou a história de Freddie Mercury rendeu um Oscar de melhor ator a Rami Malek. No entanto, “Rocketman” consegue ser muito mais eficaz que Bohemian Rhapsody - tanto no âmbito de documentário quanto na dramaturgia. Além disso, o filme desponta como um musical em diversos momentos, o que acaba criando naturalmente um teor auto-explicativo para algumas canções. E isso funciona bem aqui. 

Rocketman mostra como um jovem prodígio, tímido e reprimido pelos problemas familiares, conseguiu chegar ao sucesso e tornou-se um dos mais importantes ícones da cultura pop mundial. Como o roteiro foi acompanhado de perto pelo próprio Elton John, o filme pode ser considerado uma espécie de divã particular do músico, já que ele é baseado principalmente em todas as angústias e amarguras particulares que perseguiram o cantor até ele conseguir se livrar das drogas e assumir sua homossexualidade. Para ter uma ideia do caráter confessional em Rocketman, no filme a história aparece sendo contada pelo próprio Elton John durante uma reunião de grupo numa clínica de reabilitação.

E sobram críticas para os pais e para seu empresário (e ex-namorado) John Reid. Estes, aparecem na história como os responsáveis diretos pelo lado dramático vivenciado pelo artista. Além lógico, de sua instabilidade emocional, que fica evidente principalmente após a conquista do sucesso. É elogiável também, o fato do roteiro não tentar esconder o pior lado da biografia de Elton John - exibindo de forma muito corajosa os excessos com as drogas, a indecisão quanto sua escolha sexual e as tentativas de suicídio. Já o lado bom fica para o letrista Bernie Taupin, que é evidenciado no filme como o principal companheiro de John (até mesmo nos momentos de crise) e para o lado artístico aguçado, que acompanhou o músico desde seus poucos anos de vida.

Por mais que Rocketman seja repleto de momentos dramáticos, ele ganha leveza nos interlúdios musicais - cheias de belas imagens e coreografias de tirar o chapéu - e, relembram ao espectador a grande quantidade de músicas excelentes gravadas por Elton John durante sua carreira ("Tiny Dancer", "The Bitch is Back", "Your Song", "Crocodile Rock", entre outras). O fato, é que o script impecável de Rocketman, aliado a atuação divina do ator Taron Egerton (que também canta as músicas) e a qualidade musical do roteiro, agradará tanto os amantes de cinema quanto os fãs do artista. Imperdível sob todos os aspectos.

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