Quando o Lollapalooza Brasil 2027 abrir os portões do Autódromo de Interlagos entre os dias 19, 20 e 21 de março, o público estará diante da celebração de 15 anos do festival no país. E se tem um nome que você precisa grifar em vermelho no seu line-up, esse nome é Violet Grohl.
Carregar nas costas o sobrenome do líder do Foo Fighters e ex-baterista do Nirvana poderia ser um fardo pesado demais para qualquer jovem artista. Para Violet, no entanto, a música nunca foi uma sombra imposta, mas um território conquistado com talento bruto, afinação absurda e uma identidade artística que não pede licença.
É nesse momento, de busca por sua consolidação, que Violet chega ao Brasil pela primeira vez como uma das apresentações mais promissoras do Lolla 2027.
Do Carro de Papai aos Palcos de Glastonbury e Wembley
O ouvido absoluto e a vocação musical de Violet foram descobertos por Dave Grohl de forma inusitada: aos quatro anos de idade, ela já impressionava o pai afinando perfeitamente enquanto cantarolava Amy Winehouse na cadeirinha do carro. Criada entre os bastidores das maiores turnês do planeta, aos 14 anos ela já dominava softwares de produção como o Pro Tools e acumulava vocais de apoio na discografia do Foo Fighters (como em "Making a Fire" e na emocionante "Show Me How").
Mas Violet não esperou convites prontos. Sua trajetória ao vivo foi forjada em alguns momentos históricos:
- Frente ao Nirvana: Assumiu o microfone principal ao lado dos membros remanescentes do Nirvana (Dave, Krist Novoselic e Pat Smear) para cantar a visceral "Heart-Shaped Box" em 2020 e a emocionante "All Apologies" no concerto beneficente Fire Aid, em 2025.
- Tributo a Taylor Hawkins: Entregou interpretações arrebatadoras de "Last Goodbye" e "Grace" (Jeff Buckley) no Estádio de Wembley, além de abrir o show em Inglewood com uma versão de "Hallelujah".
- Grandes Palcos: Dividiu palco com ícones da música alternativa como Beck, St. Vincent e marcou presença no lendário Pyramid Stage em Glastonbury.
'Be Sweet to Me': A Confirmação de uma Grande Compositora
Lançado em maio de 2026 pelas gravadoras Aurora e Republic Records, o álbum de estreia de Violet, Be Sweet to Me, provou que ela não depende de herança genética para brilhar. Trabalhando ao lado do produtor Justin Raisen e buscando inspiração no grunge visceral dos anos 90 - especialmente no clássico Last Splash (1993), do The Breeders, e na atitude cênica de PJ Harvey -, o disco é um tiro certeiro de 30 minutos.
O que o Rock On Board achou do disco:"Aos 20 anos e com o sobrenome mais pesado do rock nas costas, Violet Grohl fez um disco bom demais. São 30 minutos de guitarra suja, atmosferas profundas e produção moderna, com uma voz que alterna entre doçura e acidez. Um disco redondo, divertido e que mostra uma compositora que tem personalidade própria. Nota: ★★★★★ 5/5" — Por Lucas Scaliza.
Um show que vale a pena no Lollapalooza Brasil
Embora Dave Grohl tenha revelado recentemente em entrevista ao Jimmy Kimmel Live que sempre preferiu não interferir nas escolhas da filha para que ela trilhasse seu próprio caminho, a herança do rock de garagem e a atitude punk estão no DNA de Violet.
No palco do Lollapalooza Brasil, o público não verá apenas a "filha do Dave Grohl", mas sim uma das cantoras e compositoras mais autênticas da nova geração do rock alternativo global, entregando distorção, vocais potentes e uma performance ao vivo que promete ser um dos grandes destaques do festival.
Violet já mostrou que tem personalidade, vontade de seguir seu caminho dentro do rock alternativo e uma intuição artística precoce. Ela se apresenta no dia 21 de março de 2027, mesmo dia de Prodigy, Fontaines D.C. e Charli xcx.

