![]() |
| Foto: Divulgação |
Toody Cole, cantora, baixista e cofundadora do Dead Moon, se apresenta no Cine Joia no sábado (31/10), em sua primeira e única passagem pela América do Sul
Toody Cole aprendeu a tocar baixo aos 30 anos e fundou ao lado do marido, Fred Cole, uma das bandas mais influentes do rock independente americano, mas recusou, em 1992, uma turnê com o Nirvana para não desmarcar shows já assumidos. Aos 77 anos, a cantora, baixista e cofundadora do Dead Moon se apresenta no sábado, 31 de outubro, no Cine Joia, em São Paulo, na Dead Moon Night, com Toody Cole and Her Band. É sua primeira e única passagem pela América do Sul.
A noite é realizada pela Associação Cultural Cecília e tem ainda shows de Pink Opake, Thee Dirty Rats e Dente Canino, além de discotecagens.
Ingressos: cinejoia.com.br/eventos/dead-moon-night
Antes do grunge
O Dead Moon nasceu em 1987, em Portland, nos Estados Unidos, formado por Toody, Fred Cole e o baterista Andrew Loomis. A banda tocava com frequência em Seattle antes da explosão do grunge, e Toody lembra que integrantes do Nirvana e do Soundgarden, ainda menores de idade, entravam escondidos para assistir aos shows. O Mudhoney era da turma. Anos depois, a influência chegaria a nomes como White Stripes.
O Pearl Jam é o exemplo mais conhecido dessa herança. Em 2000, no primeiro show depois da tragédia do festival de Roskilde, na Dinamarca, a banda de Eddie Vedder tocou “It’s O.K.”, do Dead Moon, canção que até hoje costuma emendar a “Daughter” ao vivo.
O jornal neozelandês NZ Herald resumiu essa história ao definir o Dead Moon como a banda mais importante de que você nunca ouviu falar.
A recusa ao Nirvana, em 1992, diz muito sobre o casal. O Dead Moon já havia confirmado uma turnê de 20 datas pela Nova Zelândia quando recebeu o convite, e Fred tinha uma regra: nunca cancelar um show assumido para fazer um maior.
Depois de bandas como os Rats, da primeira geração punk de Portland, veio o Dead Moon. O Dead Moon atravessou garage rock, punk, rock’n’roll primitivo e country, com uma estética lo-fi que nunca funcionou como acabamento de estilo.
O som carrega urgência, economia e melodias simples, e as letras falavam de vida cotidiana, tensão, perda, deslocamento e sobrevivência. A voz de Toody, ao lado do baixo direto e da guitarra intensa de Fred, virou marca registrada.
Em 2004, a trajetória virou o documentário Unknown Passage: The Dead Moon Story.
De volta à estrada
Toody Cole and Her Band surgiu em 2023, com Kelly Halliburton na bateria e Christopher March, da banda Jenny Don’t & The Spurs, na guitarra. O repertório percorre as músicas de Cole, passando por Rats, Dead Moon e Pierced Arrows.
SERVIÇO
Dead Moon Night: Toody Cole and her Band
Data: 31 de outubro de 2026 (sábado)
Horário: abertura às 19h
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo – SP
Atrações: Toody Cole and Her Band, Pink Opake, Thee Dirty Rats e Dente Canino
Discotecagem: Camilla Jaded & Hiro; Mateus Mondini & Raphael Carapia
Ingressos: cinejoia.com.br/eventos/dead-moon-night
Classificação: 18 anos. Menores de 18 anos entram apenas com autorização do responsável legal, com firma reconhecida em cartório.
Realização: Associação Cultural Cecília
Apoio: Cine Joia e Porta
Tags
Toody Cole



