Jennifer Finch, baixista do L7, morre aos 59 anos de idade

Foto: Rom Jom / Rock On Board

Jennifer Finch, baixista do L7 como um dos principais nomes do rock alternativo dos anos 1990, morreu aos 59 anos. A informação foi divulgada pela rede social da artista e confirmada pela própria banda. Jennifer lutava contra um câncer cerebral agressivo.

Em comunicado publicado nas redes sociais, as integrantes do L7 prestaram homenagem à antiga companheira de banda.

"Estamos devastadas com a perda de nossa querida companheira de banda, irmã e amiga Jennifer Finch, cujo espírito indomável, humor e criatividade ilimitada ajudaram a moldar o L7 e mudaram nossas vidas para sempre."

Foto: Rom Jom / Rock On Board

A banda também destacou o legado artístico e humano da musicista.

"Jennifer era uma pessoa verdadeiramente original, que viveu inteiramente de acordo com suas próprias regras, e o impacto que ela causou na música, na arte e em todos que tiveram a sorte de conhecê-la é imensurável. Nós a amamos incondicionalmente e a levaremos sempre conosco. Descanse em paz, nossa querida amiga."

A nota foi encerrada com a assinatura: "Com amor, L7."

A morte acontece poucas semanas depois de o grupo anunciar que Jennifer havia sido diagnosticada com um câncer cerebral agressivo, motivo pelo qual ficou de fora da turnê de despedida da banda. Na ocasião, o L7 informou que a baixista havia passado por múltiplas cirurgias e enfrentava complicações graves, necessitando de cuidados médicos intensivos, reabilitação e acompanhamento domiciliar.

Um dos pilares do L7
Foto: Rom Jom / Rock On Board

Jennifer Finch integrou a formação clássica do L7 ao lado de Donita Sparks, Suzi Gardner e Dee Plakas. Seu baixo marcante foi parte essencial da identidade sonora da banda, que combinava punk, grunge, metal e rock alternativo com letras provocativas e forte posicionamento político.

Fundado em Los Angeles, em 1985, o L7 ganhou projeção internacional durante a explosão do rock alternativo no início da década de 1990. Entre seus maiores sucessos estão "Pretend We're Dead", "Shove", "Andres" e "Fuel My Fire".

O álbum Bricks Are Heavy (1992), produzido por Butch Vig, é considerado o trabalho mais emblemático da banda e um dos discos fundamentais daquela geração do rock alternativo.

Muito além da música
Foto: Rom Jom / Rock On Board

Além da carreira no L7, Jennifer Finch também se dedicou à fotografia, às artes visuais e à escrita, construindo uma trajetória artística que refletia a mesma personalidade independente que demonstrava nos palcos.

No comunicado que confirmou sua morte, o L7 também agradeceu o carinho recebido durante o tratamento da musicista.

"A extraordinária demonstração de amor e apoio a Jennifer e às pessoas que cuidaram dela significou mais do que palavras podem expressar."

A morte de Jennifer Finch encerra a trajetória de uma artista que ajudou a abrir espaço para mulheres no rock pesado e deixou uma marca definitiva na história do rock alternativo dos anos 1990.

Bruno Eduardo

Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.

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