Faltam menos de 50 dias para a abertura dos portões, mas quem entra hoje na Cidade do Rock já consegue imaginar como será o cenário que receberá centenas de milhares de pessoas em setembro.
O Rock On Board percorreu o canteiro de obras do festival e acompanhou de perto o avanço da montagem dos principais palcos e estruturas. Entre caminhões, guindastes e equipes trabalhando simultaneamente, a Cidade do Rock começa a deixar de ser um projeto para se transformar, pouco a pouco, no maior festival de música do país.
Ao todo, serão 190 shows, mais de 1.300 artistas e uma operação gigantesca espalhada por uma área de 385 mil metros quadrados — o equivalente a 54 gramados do Maracanã.
Foto: Adriana Vieira / Rock On Board
A estrutura metálica do Palco principal já domina a paisagem da Cidade do Rock e deixa evidente a dimensão da principal arena do festival. Nesta edição, o palco receberá uma das maiores mudanças visuais de sua história. Toda a fachada será revestida por painéis de LED, criando um enorme painel capaz de mudar completamente de identidade a cada show.
Enquanto registrávamos as imagens, operários trabalhavam em diferentes alturas instalando novas estruturas, enquanto guindastes movimentavam peças de grande porte durante toda a visita.
Foto: Adriana Vieira / Rock On Board
São milhares de profissionais trabalhando diariamente para montar uma estrutura que contará com mais de 5 mil metros quadrados de painéis de LED, cerca de 66 toneladas de cenografia, 120 quilômetros de cabos elétricos, mais de 1.300 banheiros e 168 bebedouros espalhados pelo festival.
Mesmo com peças recebendo pintura e acabamentos manuais, a área mais evoluída da Cidade do Rock era do Global Village. O espaço voltará a reunir apresentações inspiradas em diferentes culturas do mundo, em um cenário com arquitetura temática e apresentações de dança ao longo do dia. Ana Biavaschi, diretora de Criação e Cenografia do Rock in Rio, esteve presente na visita técnica e afirmou que a montagem de toda cenografia demora três meses, mas o processo de criação do espaço demora mais de um ano.
Foto: Adriana Vieira / Rock On Board
O Palco Sunset também já começa a revelar suas proporções. Embora ainda esteja longe da aparência final, sem a sua cobertura principal e apenas boa parte da estrutura metálica instalada, já podemos visualizar que o espaço permanece no mesmo lugar da última edição onde foi instalado. A ideia é que o público consiga avistar o Palco Mundo de onde estiver.
Foto: Adriana Vieira / Rock On Board
O Palco Sunset não terá modificações estruturais em relação a edição passada. No último Rock in Rio ele foi ampliado, com uma boca de palco que é a mesma do Palco Mundo, sendo assim, valorizando as atrações que lá se apresentarem.
Foto: Adriana Vieira / Rock On Board
Em uma área total de 385 mil m², equivalente a 54 gramados do Maracanã, que engloba todo espaço ocupado pelo público, o Rock in Rio conta em sua estrutura com 90 mil m² de grama sintética, 65,85 toneladas de cenografia dos palcos, 5.136,50 m² de painéis de LED e impressionantes 120 quilômetros de fios elétricos, o suficiente para dar 16 voltas na Lagoa Rodrigo de Freitas. Para garantir conforto, o festival contará com 1.314 banheiros, além de 168 bebedouros.
Por ser uma visita inicial, o local ainda está em estágio embrionário. Não tivemos acessos aos New Dance Order, Espaço Favela, Palco Supernova e Gourmet Square ou ao Parque de Diversões. A Cidade do Rock ainda é um enorme canteiro de obras em evolução, e tudo segue a pleno vapor para que nas próximas semanas, estejam de pé boa parte do que o público verá no início de setembro.
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