A edição de 2026 do Rock in Rio Lisboa ainda não acabou completamente, mas a organização do festival já pensa no futuro. Neste domingo, em conferência de imprensa realizada no Parque Tejo, a empresária Roberta Medina confirmou as datas do próximo festival, que voltará a ser realizado no Parque Tejo nos dias 17, 18, 24 e 25 de junho de 2028.
Em um balanço inicial do primeiro fim de semana do festival, Medina ressaltou o crescimento do Rock in Rio Lisboa desde a mudança para o novo espaço, falou sobre os desejos para o futuro o disse que o Parque Tejo veio para ficar como nova casa do festival.
O Rock in Rio mudou para Parque Tejo em 2024. Nas edições anteriores, ele era realizado no Parque de Bela Vista, uma zona mais central da cidade, mas um espaço menor do que o atual. Com a mudança, o festival cresceu, possibilitando o aumento do número de palcos e o aumento na oferta de shows ao longo dos seus quatro dias divididos em dois fins de semana.
"Estamos claramente consolidando essa jornada de uma casa nova, de um novo Rock in Rio que já não é mais o z rock in Rio Lisboa dos primeiros vinte anos, mas definitivamente é um novo Rock in Rio dos próximos vinte anos. Um Rock in Rio com muito mais oferta cultural, muito mais infraestrutura de acolhimento e muito mais para receber a Europa toda aqui junto de nós."
Para Medina o Parque Tejo é uma casa consolidada para o festival, um espaço a beira do Rio Tejo que, segundo ela, o público gostou e aprovou. Vamos poder virar essa página. A gente vai ter sempre saudade de Bela Vista. Afinal de contas, ele mora no nosso coração. Mas estamos convictos do que a gente pode ter nessa casa. E funcionou, o público gostou e aprovou e é nisso que temos que focar.
E dentro deste novo Rock in Rio idealizado por Medina está a sua expansão e maior internacionalização do festival. Segundo a organização do Rock in Rio, pouco mais de 5% dos espectadores são de fora de Portugal. Medina gostaria que esse número crescesse nos próximos anos.
"Chegamos a pessoas de 127 países vendo o festival. E este é um objetivo que a gente tem. Não é sobre mais países, mas sobre a gente aumentar ainda mais o volume de público estrangeiro porque ele ainda é muito residual" - disse Medina, ressaltando que não quer que o festival perca a sua característica portuguesa. "A gente não tem a menor intenção de que o Rock in Rio Lisboa deixe de ser um festival dos portugueses, feito pelos portugueses e para os portugueses. Essa é a nossa jornada e essa é a nossa casa. Mas sempre que a gente conseguir encaixar em conjunto atrair o turista estrangeiro para estar aqui nestas datas, a gente alimenta os restaurantes, os hotéis, a rede de transporte… A gente cria impacto econômico e isso é bom e essencial para que um evento dessa dimensão possa continuar saudável e presente na cidade" - concluiu.
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