Rock in Rio Lisboa: Bebe Rexha canta músicas do novo álbum, mas empolga mesmo com hits

Foto: Marcelo Alves / Rock On Board

Katy Perry não foi a única diva pop a se apresentar no Parque Tejo no primeiro dia do festival. Além dela, o Rock in Rio Lisboa ainda teve Audrey Nuna, que se apresentou no palco Music Valley, e Bebe Rexha, um dos destaques do primeiro dia. 
 

Como navegam pelos mesmos estilos, ainda que tenham suas próprias particularidades, pode-se dizer que Rexha apresentou quase uma versão pocket de um tipo de show que veríamos depois com Perry no Palco Mundo. Ou seja, música pop dançante, muito carisma, hits cantados a plenos pulmões pelos seus fãs, dançarinos e coreografias. No fim, ficou até a impressão de que Rexha podia estar num palco maior, talvez abrindo para Perry. 

O grande foco da apresentação de Rexha foi o novo álbum, “Dirty Blonde”, lançado neste mês. Oito faixas do álbum foram cantadas ao longo ded sua apresentação. Destaque para “Çike Çike”, “Tokyo” e “I don´t need anything”.

Apesar da boa recepção do público, o show de Rexha só esquentava mesmo quando ela cantava os seus sucessos. Foi assim como canções como “I´m a mess”, “I´m good (Blue)” e “In the name of love”.

O groove de Charlie Puth 

Contrastando com o pop e as músicas dançantes de seus colegas de Palco Mundo no primeiro dia estava o groove sofisticado do estadunidense Charlie Puth.

Conhecido pela balada “See you again”, Puth trouxe o show com mais riqueza musical do primeiro dia. Sua mistura de pop, R&B e soul associada a uma banda bem afiada resultaram num show refinado, mas que não deixa de ter alma, muito graças a sua simpatia no palco e no trato com o público. 

O show de Puth talvez não fosse para todos, ainda que o set list da turnê “Whatever’s Clever” tenha canções conhecidas o suficiente para agradar a um público mais diversificado como o do Rock in Rio. É o caso de “One call away” e a boa “We don’t talk anymore”. 

No fim, se alguém no Parque Tejo não conhecia Puth, talvez tenha ficado positivamente surpreso se tivesse dado uma chance ao cantor. 

Marcelo Alves

Acredita que o bom rock and roll consiste em dois elementos: algumas ideias na cabeça e guitarras no amplificador. Fã de cinema e do rock nas suas mais variadas vertentes, já cobriu diversas edições do Rock in Rio no Rio e em Lisboa e uma do Monsters of Rock. Desde 2014, faz colaborações para o site "Rock on Board". Já trabalhou em veículos como os jornais "O Globo" e "O Fluminense".

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