Katy Perry não foi a única diva pop a se apresentar no Parque Tejo no primeiro dia do festival. Além dela, o Rock in Rio Lisboa ainda teve Audrey Nuna, que se apresentou no palco Music Valley, e Bebe Rexha, um dos destaques do primeiro dia.
Como navegam pelos mesmos estilos, ainda que tenham suas próprias particularidades, pode-se dizer que Rexha apresentou quase uma versão pocket de um tipo de show que veríamos depois com Perry no Palco Mundo. Ou seja, música pop dançante, muito carisma, hits cantados a plenos pulmões pelos seus fãs, dançarinos e coreografias. No fim, ficou até a impressão de que Rexha podia estar num palco maior, talvez abrindo para Perry.
O grande foco da apresentação de Rexha foi o novo álbum, “Dirty Blonde”, lançado neste mês. Oito faixas do álbum foram cantadas ao longo ded sua apresentação. Destaque para “Çike Çike”, “Tokyo” e “I don´t need anything”.
Apesar da boa recepção do público, o show de Rexha só esquentava mesmo quando ela cantava os seus sucessos. Foi assim como canções como “I´m a mess”, “I´m good (Blue)” e “In the name of love”.
O groove de Charlie Puth
Contrastando com o pop e as músicas dançantes de seus colegas de Palco Mundo no primeiro dia estava o groove sofisticado do estadunidense Charlie Puth.
Conhecido pela balada “See you again”, Puth trouxe o show com mais riqueza musical do primeiro dia. Sua mistura de pop, R&B e soul associada a uma banda bem afiada resultaram num show refinado, mas que não deixa de ter alma, muito graças a sua simpatia no palco e no trato com o público.
O show de Puth talvez não fosse para todos, ainda que o set list da turnê “Whatever’s Clever” tenha canções conhecidas o suficiente para agradar a um público mais diversificado como o do Rock in Rio. É o caso de “One call away” e a boa “We don’t talk anymore”.
No fim, se alguém no
Parque Tejo não conhecia Puth, talvez tenha ficado positivamente surpreso se
tivesse dado uma chance ao cantor.

