10 músicas que provam que o Extreme é muito mais que “More Than Words”


Existe um crime recorrente na história do rock: reduzir uma grande banda a uma única música. No caso do Extreme, esse crime atende pelo nome de “More Than Words”. Só que quem já se aprofundou na discografia do grupo sabe — essa talvez seja a faixa menos representativa de tudo o que a banda realmente é capaz de entregar.

Aproveitando a passagem pelo Brasil e o ótimo show no Monsters of Rock 2026, chegou a hora de fazer justiça. Abaixo, 10 canções que colocam o Extreme no lugar que sempre mereceu: entre os nomes mais criativos, técnicos e subestimados do hard rock mundial.


WHEN I'M PRESIDENT 


Funk-rock sensacional que mostra toda a versatilidade da banda. Aqui também fica evidenciado o quanto o grupo estava antenado ao que acontecia no rock no início dos anos 90. A letra aborda a política de uma maneira irônica, questionando a ascensão à presidência. Ao vivo, esse petardo ganha ainda mais força.

REST IN PEACE 


Clássico noventista que marca a formação original do grupo. O rock pulsante do Extreme está resumido em seis minutos de técnica, coesão e uma riqueza melódica rara. O som cru da bateria de Paul Geary, que sairia do grupo após esse disco, soa como um marca-passo para Bettencourt brilhar. Essa é também uma das melhores performances vocais de Cherone no Extreme.

RISE 


Depois de 15 anos sem gravar um álbum, a banda retorna com uma pedrada. O primeiro single de Six, lançado em 2023, é uma das melhores coisas produzidas pela banda. Pesado, moderno e com uma produção de alto nível, aqui o Extreme surge renovado.

POLITICALAMITY 


Essa é mais uma que evidencia a capacidade do grupo em fazer rock baseado no groove e no funk - à la Living Colour e Fishbone. A letra de Cherone destaca o caos político e mostra uma consciência social importante para a época. Uma das melhores coisas que o Extreme fez na carreira.

DECADENCE DANCE 


Faixa de abertura do álbum Pornograffitti, essa é talvez um dos melhores trabalhos de guitarra de Nuno Bettencourt. Repleta de instrumentação acelerada, vocais enérgicos e uma estrutura complexa e quebrada, o Extreme mostra um potencial técnico que aproximou a banda dos fãs de um metal mais virtuoso.

EVILANGELIST 


Um Extreme mais cru e sombrio. Essa é a faixa mais pesada do cultuado - e subestimado - Waiting for the Punchline, de 1995. "Evilangelist" é guiada por um riff sujão e uma voz mais contida de Cherone. A letra fala sobre figuras religiosas de uma maneira satírica mas sem soar ofensiva.

BANSHEE 


Guiada por um riff arrasa-quarteirão, essa é talvez a melhor constatação da vitalidade do Extreme nos tempos atuais. Rock vigoroso que reúne todos os elementos que pontuaram o Extreme como um dos principais nomes do rock mundial nos anos 90. 

COMFORTABLY DUMB 


Um drop poderoso do álbum Saudades de Rock, de 2008. Calcado nos riffs de meia tonelada de Nuno, "Comfortably Dumb" segue como prova inconteste de que o Extreme é muito mais do que uma banda de baladas voz e violão.

GET THE FUNK OUT 


Aqui o Extreme escancara o hard rock raiz com riff de guitarra potente e refrão grudento. Esse clássico de Pornograffitti é uma das canções mais populares da banda e presença quase certa em todos os shows.

SHADOW BOXING 


Uma das favoritas dos fãs de carteirinha. Um lado B valioso, que traz uma pegada calcada no blues, sem perder o peso característico do grupo. Mesmo longe do virtuosismo, Nuno apresenta trechos de guitarra marcantes e uma versatilidade impressionante. Mais uma pérola escondida de Waiting for the Punchline.

O Extreme nunca foi uma banda de balada. Foi — e ainda é — uma banda de groove, técnica absurda e personalidade própria. “More Than Words” pode ter apresentado o grupo ao mundo… Mas está longe de contar toda a história. Concorda? Comenta aí!

Bruno Eduardo

Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.

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