De acordo com Ancelmo Gois, em sua coluna do O Globo, os corpos dos cinco integrantes do Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira (23). As famílias de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli entraram em acordo para cremar os corpos e transformá-los em adubo para plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, a cidade onde moravam. No próximo dia 02 de março, completa 30 anos do acidente aéreo que vitimou a banda.
Fenômeno popular
Considerado um dos maiores fenômenos da música brasileira, os Mamonas Assassinas tiveram uma carreira meteórica. Mesmo juntos desde o final dos anos 80 sob o nome de Utopia, o grupo conheceu Rick Bonadio, que sugeriu a mudança de nome e a aposta numa sonoridade mais cômica. Em 1995, mudaram para Mamonas Assassinas e lançaram um único disco, produzido por Bonadio, que vendeu mais de 3 milhões de cópias no Brasil e rendeu sucessos como "Vira-Vira" e "Pelados em Santos".
O acidente e legado
No dia 02 de março e 1996, o grupo voltava de um show em Brasília num jatinho fretado, quando no momento do pouso em Guarulhos, a aeronave fez uma arremetida e acabou se chocando com a Serra da Cantareira - vitimando todos que estavam a bordo. O final trágico de uma carreira de apenas 8 meses, causou uma comoção nacional rara na época, e até hoje rende homenagens e lembranças.
Três décadas depois, o legado dos Mamonas segue vivo na memória popular brasileira. A decisão das famílias carrega simbolismo e representa uma forma poética de eternizar a história do grupo que marcou gerações com irreverência, talento e uma explosão criativa que mudou o cenário musical dos anos 90.
Tags
Mamonas Assassinas

