20 músicas essenciais do Faith No More: do caos ao clássico

 
Poucas bandas na história do rock desafiaram tanto a lógica dos rótulos quanto o Faith No More. Nascido do pós-punk, flertando com o metal, atravessando o funk, o pop, o experimental e até o easy listening, o grupo liderado por Mike Patton construiu uma discografia que nunca aceitou limites — nem sonoros, nem estéticos.

Mais do que uma banda, o Faith No More foi um laboratório de ideias. Cada álbum soava como uma ruptura com o anterior, e cada música parecia desafiar o próprio conceito do que era esperado deles. Não à toa, influenciaram gerações inteiras, do metal alternativo ao rock experimental.

Selecionar apenas 20 faixas entre tantos momentos marcantes é tarefa ingrata — mas necessária para ajudar a entender o som da banda. Aqui, reunimos músicas que representam impacto cultural, inovação, emoção e identidade, equilibrando hits, favoritas dos fãs e escolhas que ajudam a contar essa história única.

 20.  HELPLESS


Uma das faixas mais subestimadas da banda. Violões, um show de vocalizações particulares de Mike Patton e um final imprevisível marcam essa pérola escondida de Album Of The Year.

 19.  BE AGGRESSIVE


Teclado dramático, riff de guitarra em wah-wah, refrão de líderes de torcida e uma letra que levantou a bandeira LGBTQIA+ após Roddy Bottum se assumir publicamente. Jim Martin também brilha num solo à la Dave Navarro.

 18.  MATADOR


A melhor canção do retorno do grupo se encaixa perfeitamente no modelo atmosférico de Angel Dust. Traz levada crescente, vocal sensacional de Patton e mostra que a essência da banda seguia intacta.

 17.  LAST CUP OF SORROW


Receba uma dos maiores refrões da banda. Com teclados brilhantes e Patton no auge técnico, esse aqui é um hit grandioso e que leva o selo de qualidade do Faith No More. O clipe homenageia Alfred Hitchcock, com referência ao filme "O Corpo Que Cai".

 16.  EVIDENCE


Com a saída de Jim Martin, a banda ganhou sofisticação e aumentou o grau de versatilidade sonora. Mais livres para criar, a cozinha Gould/Bordin trouxe o groove perfeito para Mike Patton e Trey Spruance brilharem nessa levada suingada.

 15.  THE GENTLE ART OF MAKING ENEMIES


A esquizofrenia do Mr. Bungle contagiou o grupo em King For A Day e rendeu uma das melhores músicas da carreira. Aqui, Mike Patton mostra toda a sua variedade vocal, com graves, berraria e um refrão memorável.

 14.  FALLING TO PIECES


Mesmo odiada pela banda por ser “pop demais”, esse superhit representa uma fase crucial do grupo. A guitarra de Jim Martin amplifica o pacote funk do Faith No More numa das melhores letras de Patton.

 13.  CAFFEINE


Em entrevista ao Rock On Board, Billy Gould afirmou que essa era a música que ele mais gostava de Angel Dust. Não é por menos. O baixo manda na parada e tem a companhia do riff feroz de Jim Martin, com Mike Patton cuspindo cada palavra.

 12.  FROM OUT OF NOWHERE


O riff de teclado contagiante puxa esse clássico para cima. Aqui Mike Patton era apresentado ao mundo como o novo vocalista de uma banda que estava chegando lá. Foi escolhida como primeiro single de The Real Thing e costumava abrir todos os shows da banda na época. Outra que também virou hino do rock.

 11.  WE CARE A LOT


A força dessa canção atingiu as college radios americanas e depois foi reforçada no excelente Introduce Yourself. Esse é o resumo do Faith No More embrionário, com baixo, bateria e teclado dando as cartas numa crítica sarcástica aos eventos beneficentes e artistas globais da época. 

 10.  ZOMBIE EATERS


Considerada um clássico da banda, essa canção refletia o quão diferente era o som do Faith No More no final dos anos oitenta. No início, violões e um Patton sussurrante. Depois, uma locomotiva de riffs pesados e um baixo matador. A letra fala da relação materna nos primeiros meses de vida, visto na ótica do bebê.

 9.  JUST A MAN


Marcada por um refrão grandioso - com coral gospel e performance monstruosa de Patton -, essa é uma das criações mais improváveis do Faith No More. Reza a lenda que Trey Spruance achou essa composição numa fita de ideias descartadas de Billy Gould e o convenceu a incluir em King For A Day. Os fãs agradecem.

 8.  RICOCHET
 

Tem a cara da banda: levada crescente, vocais dobrados e um refrão cativante. A engenharia do lendário Andy Wallace faz a diferença nessa faixa, que é marcada pela potência sonora. Curiosidade: foi escrita um dia após a morte de Kurt Cobain e internamente levava o nome de "Nirvana".

 7.  LAND OF SUNSHINE


O auge criativo do grupo. Com peso, groove e teclados sensacionais, a abertura de Angel Dust definia um Faith No More à frente do seu tempo. Além disso, aqui Mike Patton se apresentava como um novo cantor, muito mais versátil, criativo e potente.

 6.  KING FOR A DAY


Carregada pelo baixo marcante de Gould e os acordes divinos de Trey Spruance, o Faith No More chegou ao ápice de sua receita na faixa-título do seu álbum mais característico. Destaque para Mike Bordin quebrando tudo e mostrando o porquê era um dos bateristas preferidos de Ozzy Osbourne.

 5.  ASHES TO ASHES


Um hit que cresceu com o tempo e envelheceu melhor que a maioria dos singles da banda. A faixa que apresentou o guitarrista John Hudson aos fãs é classuda no nível máximo. A ambiência criada por Roddy Bottum é a senha para Mike Patton mostrar todas as suas credenciais numa performance absurda.

 4.  A SMALL VICTORY


A mistura de ritmos e sonoridades marca esse grande sucesso de Angel Dust. Com uma melodia datada e vídeo clipe cinematográfico, o cheque-mate criativo está no confronto do peso caótico com a coleção de samplers do tecladista Roddy Bottum.

 3.  EPIC


Um hino é sempre um hino. Aqui o jogo mudou e muita gente veio na carona. Um dos hits de rock pesado mais originais de todos os tempos. Tem guitarra heavy metal, vocais rap, refrão chiclete e um piano clássico no final. Épica, literalmente.

 2.  MIDLIFE CRISIS


A sonoridade peculiar do Faith No More e toda a sua riqueza melódica estão nesse grande sucesso noventista. Quando o sucesso bateu a porta, o grupo decidiu se aventurar e criar conexões sônicas. O futuro do rock estava em Angel Dust, que viria a influenciar o último grande movimento do metal - o nu metal.

 1.  THE REAL THING


A faixa-título do primeiro álbum de Mike Patton resume uma boa parte do conceito sonoro do Faith No More em pouco mais de oito minutos. Também é considerada pela maioria dos fãs como a melhor letra escrita pelo vocalista. Essa epopeia musical traz peso, cadência, originalidade e tem Patton abusando do ecletismo, com vocais suaves, agudos e agressividade. Um supra-sumo.

“Sim, Epic não está em primeiro. E isso diz muito sobre o Faith No More.” 

Bruno Eduardo

Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.

1 Comentários

  1. 1 anne's song

    2 star ad

    3 the gente artes

    4 naked from out...

    5 midlife Cris

    6 Ashes to Ashes

    7 Just a man

    8 ugly in the morning

    9 small Victory

    10 colision

    11 we care a lot

    12 the morning after

    13 separation anxiety

    14 everything's ruined

    15 king for a day

    16 land of sunshine

    17 Kinder garden

    18 o wont forget you

    19 Last Cup of sorrow

    20 evidence

    Minha lista .

    E amanhã pode ser pelo menos 50% diferente disso

    FNM é a melhor banda da história.

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