Chifrinhos do AC/DC: a história, a tradição e onde comprar para os shows no Brasil

Foto: Bruno Eduardo / Rock On Board

Se você já foi a um show do AC/DC, sabe: quando as luzes do estádio se apagam, milhares de pequenos chifres vermelhos começam a piscar na multidão. É como se o público inteiro se transformasse numa extensão do palco. No Brasil, as imagens do público com os chifrinhos estão viralizando e causando uma ansiedade em quem ainda vai aos próximos shows deles.

 A origem dos chifrinhos

Os famosos “devil horns” luminosos se popularizaram nos anos 2000 como merchandising oficial da banda. Inspirados na estética irreverente do AC/DC — que sempre flertou com a iconografia do “diabo” de forma lúdica — os acessórios rapidamente viraram marca registrada dos shows.

A ideia é simples: transformar o público em parte do espetáculo. Quando o estádio inteiro acende ao som de “Highway to Hell”, o impacto visual é tão poderoso quanto os riffs de Angus Young.

Hoje, não é apenas um acessório. É um ritual.


 Por que os fãs usam?

Mais do que estética, os chifrinhos representam:

  • Identificação com a banda
  • Espírito rebelde do rock
  • Participação ativa no show
  • Experiência coletiva

É o equivalente rock’n’roll de acender isqueiros nos anos 80 — só que muito mais fotogênico.


Onde comprar e quanto custam os chifrinhos do AC/DC?

Após assistirem o nosso vídeo de cobertura do primeiro show do AC/DC no Brasil, muitos fãs enviaram mensagens perguntando se os chifrinhos eram distribuídos no estádio - como o Coldplay faz com as famosas pulseiras. A resposta é não. No entanto é fácil conseguir um. Nos arredores do MorumBis, vendedores ambulantes estão vendendo esse chifrinho, por preços que variam de R$20 a R$35. Os valores dependem do acabamento. Tem chifrinhos que piscam, e outros que você liga e fica aceso de forma fixa, com o nome AC/DC em destaque.
 

Quem vai aos próximos shows no Brasil, a dica é tentar garantir antes do show, na porta do estádio.

 Um símbolo que vai além do palco

O AC/DC construiu uma carreira baseada em riffs diretos, refrões explosivos e uma identidade visual inconfundível. Os chifrinhos são parte dessa mitologia. Quando 60 ou 70 mil pessoas levantam os braços ao mesmo tempo, o show deixa de ser apenas musical — vira um espetáculo coletivo.

E talvez seja exatamente isso que o rock sempre prometeu: comunhão, energia e barulho suficiente para iluminar a noite.

Se você vai ao show, já sabe.
Se não vai… pelo menos entende por que o estádio inteiro brilha em vermelho. 🤘🔥

Bruno Eduardo

Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.

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