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Jimmy sobre álbum com Rats: "É como estar numa cozinha profissional, cheia de panelas e temperos!"

Jimmy London lança seu primeiro álbum de estúdio com Rats

Por  Bruno Eduardo 


O fim de um ciclo bem sucedido pode representar o início de vários outros ainda mais relevantes. No caso de Jimmy London, a vontade de fazer acontecer, fez dele um dos principais frontman do rock nacional. A visão mais profissional e empreendedora de Jimmy numa época em que o mercado rock vivia um período de transformação e incerteza foi um diferencial para o triunfo de sua banda. 


"O Matanza foi uma banda muito difícil de fazer acontecer. Foi muito difícil chegar nesse ponto de banda média, de ter Matanza Fest, de ter disco rolando bem. Não era pra ser. Éramos uma banda de som difícil, de vocabulário difícil, mas era a banda que eu acreditava muito, que eu sempre gostei muito e dedicava essa energia profissional", disse em entrevista exclusiva ao Rock On Board [Assista a entrevista completa AQUI].


Nem mesmo a cisão com os seus antigos companheiros foi capaz de podar sua disposição criativa. Pelo contrário. Hoje, Jimmy London não é apenas uma figura icônica da cena rock, mas sim, um ativista cultural de respeito. "Quando há uma ruptura, a gente deve jogar um monte de sementes e ver mais ou menos o que nasce, né? E dessas sementes nasceram várias coisas", afirmou. 


Entre essas sementes que deram frutos, está a parceria com o Rats. Juntos desde 2018, eles chegam ao seu primeiro álbum de estúdio, Só Há Um Caminho A Seguir, que traz um conjunto de 14 canções baseadas no punk irlandês, com temas que abordam personagens, homenagens e visões sobre temas atuais. O resultado é tão eficaz, que não é exagero afirmar que Jimmy & Rats nasceram um para o outro. 


Sobre compor com uma banda de sonoridade mais expansiva, Jimmy utiliza a referência gastronômica para definir a sensação: "Me sinto como se eu estivesse numa cozinha profissional, cheia de panelas, bocas de fogão e temperos. É irado fazer música assim!" [Assista a entrevista completa AQUI]. É fácil entender o que Jimmy está falando. Basta ouvir canções como "Papo Firme", "Posso, Devo, Quero" e "Anne Bonny" para entender a química entre ambas as partes, num dos discos de rock mais divertidos lançados esse ano no Brasil.


A verdade é que Só Há Um Caminho A Seguir já estava gravado desde o início de 2020, mas seu lançamento foi adiado pela pandemia. A banda usou o crowdfunding para custear a produção do álbum, que segue disponível nas principais plataformas de streaming e que vai sair também em CD e vinil. Como não dá para fazer shows, resta ao grupo divulgar o trabalho apenas pela internet. "É que dá para fazer nesse momento. É um momento difícil pra todo mundo e para nós também. Então, vamos continuar investindo nesse tipo de formato, porque é o que nos resta nesse momento".


Jimmy também aproveitou para falar sobre o primeiro clipe do álbum, "Pra Nunca Se Entregar", que já está disponível no Youtube. Ele fez questão de registrar a preocupação da banda com a segurança na gravação. "Pode ver que gravamos num local aberto, ventilado, com os integrantes respeitando o distanciamento e todos da equipe usando máscaras".


Paralelamente ao Rats, Jimmy London formou um supergrupo com o guitarrista Antônio Araújo (Korzus), o baixista Felipe Andreoli (Angra) e o baterista Amilcar Christófaro (Torture Squad), que foi batizado inicialmente de Matanza Ritual, e que já tem um álbum nos planos. Jimmy não esconde a empolgação ao falar desse projeto: "Estamos compondo um disco. Resolvemos primeiro fazer as músicas e depois nos preocuparmos sobre como isso vai sair e quando vai sair. Mas eu vou te dizer que tá irado!" [Assista a entrevista completa AQUI].


Além da música, Jimmy vem se estabelecendo na carreira de ator, e já tem presença confirmada na segunda temporada da série Cidade Invisível, da Netflix, e segue promovendo debates sobre cultura, um sonho antigo, que hoje é realidade no O Fabuloso Clube dos Músicos - onde realiza lives com pessoas do ramo. Incansável e cheio de lenha para queimar, Jimmy London mostra que não era apenas combustível para uma banda de rock que fez história, mas para sua própria representatividade artística, que se faz tão necessária para a cultura nesses tempos de isolamento social.

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