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Queridinhos de Iggy Pop, False Heads segue cartilha grunge em debut: punk juvenil e barulhento


Por  Bruno Eduardo 

Para quem teima em dizer que o punk ficou no passado, eis aqui um desmentido enfático. Não é de hoje que os antenados de plantão estão alertando que é lá na terra da rainha que você pode encontrar novas bandas de rock aos montes. Recentemente, falamos aqui do novo álbum do Strange Bones [leia AQUI] e aproveitamos a carona para desenhar toda uma ramificação existente nos cantos britânicos para quem procura novidade. E é exatamente nessa que surge o False Heads e o seu tão esperado álbum de estréia. 

Quando citamos o punk rock juvenil como tema principal da conversa, podemos dizer que o False Heads tem sido, de muitas maneiras, uma das pontas de lança dessa nova onda de sonoridades que dominam essa afortunada geração, que incluem nomes como Eagulls, The Editors, Idles e Royal Blood. Tomando como base essa expectativa, podemos dizer que este It's All There but You're Dreaming é uma estreia bem-sucedida e que mostra todas as características que o grupo sempre mostrou ao vivo, inclusive chamando a atenção de Iggy Pop, que rasgou elogios aos rapazes.
 
Sonoramente, muita gente pode descrever o som do False Heads como uma banda bastante influenciada pelo Nirvana ou pelas bandas do grunge que bebiam no garage rock e no punk. Embora exista mesmo essa referência, principalmente pelos vocais zumbidos de Luke Griffithse e nas muitas linhas de baixo melancólicas de Jake Elliott, podemos dizer que há muito mais raiva aqui do que nas melodias tensas de Cobain. Ouça "Slew" ou "Ink" e entenda o que estamos falando. De todo modo, seria muito simplório dizer que o som dos caras fica enraizado apenas ao grunge ou ao garage. Há muito daquele punk noventista e do pós-punk americano em faixas como "Steady On Your Knees", que é carregada por uma linha de baixo que parece ter sido gravada por Greg K do Offspring, de tão característica. 

O baixo é realmente o instrumento que domina esse trabalho, principalmente quando o mosh pit é sugerido ("Slease"). Mas são das guitarradas do disco que o False Heads mostra a raiz de sua proposta. E é nessa onda que surgem as ótimas "Wrap Up" - com influência explícita do garage atômico de bandas como Truckfighters - e a nirvânica "Come At The King". Justificando a máxima das máximas, o melhor fica para o final: "Rabbit Hole" finaliza o álbum com um riff que deixaria Kim Thayil (Soundgarden) e Buzz Osborne (Melvins) orgulhosos.

Mesmo sendo a estreia de uma banda nova, It's All Real But You're Dreaming é um álbum notavelmente maduro e que soa como um grito de alerta aos equivocados que teimam em sepultar as novas gerações. Aqui tem punk rock juvenil, sim senhor! hashtag ficaadica.
Cotação: 

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