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Rock in Rio: Sepultura faz homenagem a Andre Mattos e apresenta música nova

Derrick Green exaltando o público no Rock in Rio [Foto: Adriana Vieira]
Por  Marcelo Alves 

De volta ao Rock in Rio para a sua sexta participação - a terceira nas últimas quatro edições - o Sepultura usou o seu show para prestar uma homenagem e trazer uma novidade para os fãs da banda. Durante a apresentação do grupo, a primeira no palco mundo durante o tão aguardado Dia do Metal, a banda homenageou o cantor André Mattos, ex-vocalista de Viper, Angra e Shaman que morreu em junho deste ano de parada cardíaca.

Durante o show, o guitarrista Andreas Kisser se referiu a Mattos como “um pioneiro e ícone do metal brasileiro”. Em seguida, a banda tocou o início de “Carry On”, um dos maiores sucessos da carreira do cantor dos tempos em que ele era vocalista do Angra. Já a novidade ficou por conta da apresentação de uma música nova, “Isolation”, que Kisser disse que estaria no próximo álbum da banda com previsão de lançamento para março do ano que vem.

“Isolation” é uma típica música do Sepultura com o natural peso das guitarras e o vocal gutural de Derrick Greene. Fica a expectativa sobre o que o álbum pode trazer três anos depois do “Machine Messiah”, cuja turnê Kisser anunciou estar chegando ao fim neste Rock in Rio. "É espetacular estar de volta a este palco celebrando o melhor dia do festival, porra! Estamos fechando o ciclo da turnê do “Machine Messiah”. Obrigado. Vocês são foda!", disse Kisser.

Ao longo dos anos, o show do Sepultura vem tentando equilibrar canções dos álbuns da fase em que o grupo contava com os irmãos Max e Iggor Cavalera, o período mais bem sucedido da banda, com músicas dos discos em que já contou com o novo vocalista. Hoje em dia, aliás, o Sepultura já tem mais discos com Derrick nos vocais do que com Max. São oito com um e seis com o antigo vocalista.

Se a ausência de Max sempre será sentida por fãs mais antigos, Derrick já tem tempo suficiente de casa para ter implementado o seu estilo, o que é mostrado em canções como “Choke”, do Against, primeiro álbum da banda com o vocalista, lançado em 1998, e “Kairos”, do álbum homônimo de 2011.

Mas é inegável que os grandes clássicos mexem mais com o público presente na Cidade do Rock com suas indefectíveis camisas pretas. “Territory”, “Refuse/Resist” e “Ratamahatta” foram as que mais animaram. Público este que foi ao delírio com o fechamento do show com a tradicional “Roots Bloody Roots”. O Sepultura sabe como agradar ao seu público e saiu de mais um Rock in Rio com a sensação de dever cumprido. 

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