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Rock in Rio: Em show protocolar, Bon Jovi fecha a primeira semana do festival

Bon Jovi voltou ao Rock in Rio para mais um show de hits [Foto: I Hate Flash]
Por  Marcelo Alves 

Pelo menos duas questões precisavam ser respondidas quando o Bon Jovi foi anunciado como headliner do Rock in Rio pela terceira vez em quatro edições. Uma delas é o que Jon Bon Jovi traria de diferente em relação ao elogiado show de 2017, uma vez que a banda continua tendo como disco mais recente o This Houss is Not For Sale (2016). A segunda dizia respeito a capacidade vocal do cantor, uma vez que ao longo dos anos Jon vem dando sinais de não conseguir mais atingir todas as notas das músicas meus antigas e sucessos da banda.

O show que fechou a terceira noite do festival trouxe estas respostas. Primeiramente, em comparação à apresentação de 2017, a duração diminuiu. Em 2h, o Bon Jovi tocou 17 músicas, quatro a menos que dois anos antes, cujo show tinha chegado a quase 2h30. Treze se repetiram, mostrando que o show não mudou muito em comparação com o anterior.

Entre as diferenças, uma música especial para os fãs: a balada “Always”, um dos grandes sucessos do Bon Jovi. A banda já a tinha tocado nesta sua passagem pelo Brasil no show de Curitiba, mas no Rio não era ouvida desde o show de 2013. Na essência, porém, o show foi basicamente o mesmo. Inclusive com o início com “This House is not for sale” e o fim com o maior hit do Bon Jovi, “Livin’ On A Prayer”.

A ausência de mais músicas em função do tempo mais curto de show, no entanto, fez com que os álbuns clássicos ganhassem mais peso no set list. Foram quatro canções do New Jersey (1988), três do Keep the Faith (1992) e três do Slippery When Wet (1986).

É quando chegamos à segunda questão. Claramente a voz de Jon Bon Jovi não é mais a mesma e este show deixou isso ainda mais evidente. O tom das músicas do Bon Jovi já havia abaixado há algum tempo para que o cantor pudesse enfrentar melhor canções como “Blood on Blood”, “Lay your hands on me” e “Bad Medicine”, mas neste show foram muito frequentes a ajuda de seus companheiros de banda. Em diversas canções, era quase impossível ouvir a voz de Jon em alguns trechos. Voz que normalmente se sobressaia. Hoje, a voz de Jon funciona melhor em canções de álbuns mais recentes. “Have a Nice Day”, “It’s My Life” e “Rollercoaster” são alguns exemplos.

Curiosamente, a banda parece ainda mais entrosada do que há dois anos. O guitarrista Phil X, que teve a difícil tarefa de substituir Richie Sambora após a sua saída da banda há seis anos está ainda mais à vontade. Com seu carisma e competência para reproduzir as notas dos clássicos da banda, mas com alguma personalidade, Phil já é uma realidade dentro do contexto do Bon Jovi. Será interessante ver que contribuições ele pode dar para a banda num eventual novo álbum que a banda está trabalhando.

Junto do tecladista David Bryan, que substitui Jon cantando “In These Arms”, do baterista Tico Torres e do baixista Hugh McDonald, acompanham a banda na turnê o guitarrista John Shanks e o percussionista Everett Bradley. Todos têm sua chance de brilhar e de cantar no grande coral que algumas músicas do Bon Jovi se transformaram. É o que vemos em “Keep The Faith” e “Lay Your Hands On Me”.

As saídas encontradas por Jon não chegaram a modificar drasticamente a sonoridade da banda, que sempre navegou pelo pop rock com flertes com o hard rock. Com isso, podemos dizer que hoje o Bon Jovi ao vivo soa muito diferente do que em seus álbuns. Mas aquele tempo não volta mais. 

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