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Pop in Rio? Tema de discussão recorrente, especialistas explicam relevância do pop no Rock in Rio

Maroon 5 já se apresentou três vezes no Rock in Rio Brasil [Foto: Adriana Vieira]
Por Bruno Eduardo

O primeiro Rock in Rio aconteceu em 1985, e desde a sua edição debutante, há uma discussão clássica que toma conta dos papos de botecos e das redes sociais logo que uma nova edição é confirmada: afinal, isso é evento de rock ou de pop? 

Embora o primeiro Rock in Rio tenha sido marcado por fazer a alegria dos bangers brasileiros ao trazer grandes nomes do hard rock e metal mundial, como Iron Maiden, Ozzy Osbourne, AC/DC, Queen, Scorpions e Whistesnake, o festival sempre teve como marca registrada uma espécie de mistura de sonoridades e de tribos diferentes. Tivemos James Taylor, B-52s, Al Jarreau, George Benson, entre outros. E lógico, algumas escorregadas históricas, também. 

O fato de ter sido o primeiro grande festival a reunir e trazer bandas de rock e metal ao país pela primeira vez, tornou o Rock in Rio, um símbolo de desbravamento para os roqueiros tupiniquins. Sendo assim, há uma lista enorme de bandas que o festival ajudou a estrear no Brasil após 1985: Guns N'Roses, Faith No More, Megadeth, Judas Priest, R.E.M., Foo Fighters, Queens Of The Stone Age, Deftones e The Who estão entre elas. Mas em todas essas edições, o pop vinha de mãos dadas, crescendo e firmando-se como principal gênero do festival.  

A consolidação do pop no Rock in Rio veio logo na segunda edição, realizada em 1991, no Maracanã - que teve o A-ha como headliner da noite com o maior público do festival. Para quem não lembra, a principal atração teen daquele ano foi o New Kids On The Block, a boyband que dominava o mercado musical mundial, além de trazer divas pop da época (Debbie Gibson e Lisa Stanfield) e incluir referências das pistas de dança, como Information Society e Dee-Lite. Daí para frente, o festival começou a ser igualmente relevante para os fãs de música pop, que encontraram no Rock in Rio, uma chance de ver grandes nomes do gênero reunidos numa mesma noite.

Para alguns especialistas, não há mais motivos para essa eterna discussão ou contestamento sobre o fato do festival ser mais ou menos rock apenas por trazer artistas pop em seu line up. "Puro preconceito mesmo", afirma Alexandre Levy, do site Midiorama. "Toda vez a mesma polêmica. Toda vez a gente explica da mesma forma, mas as pessoas não aceitam. O festival tem sete dias, e por ter dois dias, no máximo três dedicados ao pop, o pessoal reclama que o festival está muito pop. O Rock in Rio é um festival de misturas", complementa. 

Já Matheus Lima, editor do site On Backstage, usa uma frase de Roberto Medina para sintetizar isso: "O Rock in Rio é um festival de experiências. Fora que já está enraizado na história do festival essa mistura". Matheus cita exemplos históricos para comprovar que a discussão já está ultrapassada: "Já rolou pop em 1985, rolou funk em 2015 quando o Mr. Catra cantou com o Lulu Santos. Acho que é um festival que a galera precisa entender definitivamente que encaixa tudo. Além de ter artista pop que só vem para o Brasil por causa do Rock in Rio".

O fato é que o Rock in Rio acabou se consolidado como o principal festival para o público pop, e continua seduzindo públicos de diversas preferências musicais, onde o principal mote acaba sendo mesmo a reunião de diferentes tribos e gerações numa Cidade do Rock repleta de entretenimento. Assista abaixo o debate completo com especialistas sobre o tema, que além desse assunto, analisam o line up e prováveis nomes a serem confirmados. Participe, deixando a sua opinião no vídeo e se inscrevendo no canal do Youtube.

Um comentário:

  1. Quem reclama demais não tira a bunda do sofá e só quer ver os shows pelo Multishow!

    Pau na bunda deles!

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