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Veteranos vívidos: Living Colour continua sendo um dos melhores shows de rock

O veterano Corey Glover com a voz em dia (Foto: Marcos Hermes)
Por Ricardo Cachorrão Flávio

Na estrada divulgando o excelente álbum “Shade” [leia a resenha AQUI], o Living Colour saiu em turnê latino-americana com apenas uma data no Brasil, para apresentação em São Paulo, na última sexta-feira. Infelizmente, o novo disco, lançado ano passado - e ainda sem edição nacional - não esteve presente na banca de merchandising oficial, que tinha apenas camisetas e CD’s solo do guitarrista Vernon Reid e do baixista Doug Wimbish, a preços salgados.

Com 34 anos de existência, e comemorando 30 anos de lançamento do primeiro álbum – Vivid / 1988, a banda é bem conhecida nessas terras e tem público cativo, que aos poucos foi chegando e lotando o Tropical Butantã, casa agradável e com excelente estrutura para público e artistas. Desde a primeira visita deles ao Brasil, no Hollywood Rock / 1992, quando dividiram a noite com Lulu Santos e E.M.F., em shows antológicos no Estádio do Pacaembu, em São Paulo e na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, a banda sempre impressionou pelo carisma, presença de palco e competência técnica de todos os músicos. Em 2018, nada disso mudou! Continuam bons em tudo.

Como vem acontecendo em toda a turnê, a entrada da banda é anunciada quando se ouve “Runnin’ With the Devil”, do Van Halen, vinda do som ambiente da casa, e, já no palco, a catarse tem início com “Preachin’ Blues”, cover do lendário bluesman Robert Johnson, que faz parte do novo álbum. Sequência matadora com “Middle Man” e “Desperate People”, duas faixas do álbum de estreia, o já citado Vivid, tocadas na mesma sequência do disco.

Freedom of Expression” (F.O.X.), faixa que abre o disco novo é a próxima pancada que vem do palco, seguida de mais uma de Vivid, a excelente “Funny Vibe”! Nessa altura, o jogo já está ganho e a banda emenda “Wall”, faixa que encerra o disco Stain, de 1993.

Covers sempre fizeram parte da carreira do Living Colour, tanto que além de versões espalhadas pelos seus álbuns e sempre presentes em shows, em 1991 lançaram um EP apenas com versões, o ótimo Biscuits, que foi o último trabalho com o baixista original Muzz Skilings, e na sequência, mandam a sua versão para “Memories Can’t Wait”, do Talking Heads, e que também faz parte do Vivid.

Outra de Stain e é a vez de “Ignorance is Bliss” ser cantada por todos os presentes, seguida da paulada “Who Shot Ya?”, cover do Notorius Big, presente no disco novo. A banda parece se divertir no palco, Vernon Reid sempre arrisca algumas palavras, a cozinha formada por Doug Wimbish e o baterista Willian Calhoun é perfeita e o vocalista Corey Glover é um capítulo a parte, dança, se movimenta e apresenta uma potência vocal incrível e assim, fazem todo o Tropical Butantã cantar junto “Open Letter (to a Landlord)”, até aqui, a quinta música do disco de estreia da banda.

Um tempinho para a banda respirar, e um primoroso solo do baixista Doug Wimbish, na sua faixa solo “Swirl” é o que temos para agora. Arranca aplausos efusivos, quando o restante da banda retorna ao palco e mandam “Glamour Boys”, outra do primeiro disco. Apresentada pelo guitarrista Vernon Reid, tocam mais uma faixa do disco novo, “Who’s That”, que vem seguida da clássica “Love Rears It’s Ugly Head”, faixa de Time’s Up, álbum de 1990.

A sequência é arrasa-quarteirão e vem com “Type”, “Cult of Personality” e “Time’s Up”, que já era o suficiente para todo mundo se dar por satisfeito, mas Corey Glover puxa “Get Up (I Feel Like Being a) Sex Machine”, clássico total e absoluto do mestre James Brown.

Com todos saindo do palco, é a vez do baterista Will Calhoun dar seu show particular num monstruoso solo de bateria, com direito a abusar da eletrônica e, já com todos de volta, para não deixar pedra sobre pedra, “Rock and Roll” do Led Zeppelin. Para se despedir de vez, Corey Glover solta o grito-vinheta: “Whats Your Favorite Color?”, a resposta certeira: “LIVING COLOUR!

Por parte dos fãs, fica o pedido de voltem sempre!

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