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Lollapalooza Brasil: LCD Soundsystem restabelece conceito musical artístico em show grandioso

James Murphy num dos melhores momentos do Lolla Brasil [Foto: Camila Cara]
Por Bruno Eduardo

Tem dance? Tem rock? Tem Psicodelia? Tem retrô? Tem música! O show do LCD Soundsystem no palco Ônix conseguiu fincar várias bandeiras sonoras num mesmo território, e com isso, restabeleceu de vez os vários conceitos de gêneros musicais dessa nova era. Essa apresentação define de forma perfeita o momento atual de consumo de música pelos jovens, e se encaixa adequadamente ao Lollapalooza, que sempre foi marcado por sua junção de vários segmentos distintos.

Tanto que eles parecem mais uma orquestra pronta para desafiar os limites sonoros da música tradicional. Ao todo, são sete integrantes liderados pela mente criativa de James Murphy, que fica quase todo momento centralizado, e iluminado por um faixo de luz, sem grande produção de palco. Na verdade, quase nenhuma. Apenas destaque para as cores e o clima criado pelo som da banda. 

Não demorou muito para James Murphy deixar o público estupefato durante a apresentação da banda, que começou com a ótima "Daft Punk is Playing in My House", faixa que abre o disco de estreia do grupo (LCD Soundsystem, de 2005) e que homenageia o duo francês Daft Punk, referência na música eletrônica. Embora o show não tenha momentos de cantoria e nem de agitação popular, ele é repleto de atrativos musicais, que fazem qualquer um se render. Do novo álbum, o elogiado American Dream, apenas duas canções foram apresentadas, com destaque para "Call The Police".

A apresentação é cheia de nuances, e tem seus momentos brandos, como em "Yr City's a Sucker", e há também momentos de explosão sonora, com os sintetizadores brilhando de forma épica em "Dance Yrself Clean", do terceiro disco da banda This is Happening. Os elementos eletrônicos e a dance music chegam de todo jeito pelas mãos do grupo, mesmo que de forma não-escancarada. Seja de forma inquieta ("Tribulations") ou para hipnotizar ("All My Love"), o LCD Soundsystem consegue acertar em cheio o alvo (público) com a genialidade de sua arquitetura musical. Zerou o festival.

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