Lollapalooza Brasil: Planet Hemp mostra força de headliner em show politizado e cheio de homenagens

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Foto: I Hate Flash
Marcelo D2 atacou direita e esquerda, em show politizado no Lolla
Por Bruno Eduardo

"Não tem Snoop Dogg, Bob Marley morreu, então tiveram que chamar o Planet Hemp", brincou Marcelo D2. E tem mesmo que respeitar. Afinal, essa é a segunda vez que a banda entra no posto de hedliner do Lollapalooza Brasil - a primeira foi em 2013, ano que marcava a volta do grupo aos palcos depois de um grande hiato. Mesmo sem lançar um disco há dezesseis anos, o show do grupo carioca soou muito mais adequado nesta edição. Em uma data marcada pelas manifestações nas ruas, só mesmo uma banda como o Planet Hemp para trazer o assunto à tona sem soar partidária. "Esquerda ou direita, quem vai roubar mais?"questionou D2, antes de cantar "Futuro do País", que trazia no telão, imagens de Dilma Rousseff, Eduardo Cunha e Nestor Cerveró.

O show começou de forma frenética com o hardcore "Procedência C.D.", e engatou apenas na primeira meia hora uma seqüência de hits incontestáveis: "Ex-Quadrilha da Fumaça", "Legalize Já", "Dig Dig Dig", "Fazendo Sua Cabeça" e "Deisdazseis". "Ok, tirem as crianças da sala", ordenou D2. BNegão completou: "Roda! Roda!". E lá veio a pancada "Mary Jane". Por falar em pancada, a apresentação também teve dois convidados para lá de especiais. Primeiro foi João Gordo, que recebeu homenagens por ser o aniversariante do dia. Gordo cantou "A Crise é Geral", hino do Ratos de Porão. Depois foi a vez de Bolinha, guitarrista do grupo Serial Killer, que tocou "Seus Amigos".

Quando não estava em ação, D2 descansava em uma cadeira de praia, colocada à frente da bateria. "É bom estar de volta! Planet Hemp, os maconheiros mais famosos do Brasil!", gabava-se Marcelo D2. Embora o show tenha seu caráter politizado, eles não fogem do assunto que deu origem ao nome da banda. "Em 1996, estávamos preparados para lançar um novo disco, e Marcelo Yuka (ex-O Rappa) peguntou sobre o que a gente iria falar nesse novo disco. A gente respondeu: Vamos falar de maconha!", e lá veio "Queimando Tudo", hino dos maconheiros de plantão, seguida de "Quem Tem Seda?".

Antes de "A Culpa é de Quem?", uma mensagem pré-gravada com a voz do Google Translator dizia: "Enquanto vocês ficam nesse Fla-Flu, vocês todos tomam no cú". Foi nessa hora que o telão exibiu mais uma vez a imagem de Dilma, dessa vez acompanhada dos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso. Para dar mais ênfase ao discurso do show, o Congresso Nacional foi implodido no telão. Vida longa ao Planet Hemp!

Foto: I Hate Flash
D2 e João Gordo dividem o palco do Lollapalooza Brasil

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