segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

No Rio, Mr.Big e Winger prestam tributo digno ao hard rock dos anos noventa

Foto: Bruno Eduardo

Por Bruno Eduardo

Em uma Fundição Progresso quente, mas com bom público, Winger e Mr. Big reuniram hits e vários momentos de virtuosismo em apresentações coesas. Por se tratar de uma noite de celebração ao hard rock dos anos noventa, camisas de bandas como Poison, Skid Row e Guns N'Roses desfilavam pela casa - além da marcante presença feminina. 

     WINGER     
Foto: Bruno Eduardo

O gênero, atropelado pelo grunge no início dos anos noventa, foi bem representado pelo Winger, que sonoramente parecia mais entrosado. O grupo liderado pelo vocalista/baixista Kip Winger, trouxe ao Rio três integrantes da formação original, e apresentou músicas de seu novo disco logo na abertura, com "Midnight Driver Of A Love Machine". A primeira a ser cantada com força pelos fãs foi "Easy Come, Easy Go", do consagrado In The Heart Of The Young (1990) - disco que também possui a única balada do show, "Miles Away". Aliás, o show do Winger é repleto de peso, como por exemplo, as ótimas "Rat Race" - que sonoramente, lembra um pouco Motörhead - e "Pull Me Under". Mesmo que algum brilho recaia sobre o ótimo guitarrista Rob Beach, é o vocal de Kip Winger que impressiona. Mesmo aos 53 anos de idade, o ex-baixista de Alice Cooper mostrou que continua com a voz em dia. Abusando da potência, ele cantou divinamente bem músicas como "Hungry" e "Madalaine".

     MR. BIG     
Foto: Bruno Eduardo

O Mr.Big trouxe ao Rio a sua formação original - inclusive o baterista Pat Torpey que foi diagnosticado com doença de Parkinson. Porém, ele ficou na maior parte do show em uma mini percussão, montada ao lado da bateria. Acompanhados de Matt Starr, o Mr.Big desfilou sucessos de toda carreira e se garantiu na genialidade de Paul Gilbert e Billy Sheehan. Os dois citados esmerilham os instrumentos em várias partes do show - seja utilizando furadeiras (veja na foto acima) ou tocando com os dentes. Já Eric Martin foi um pouco prejudicado pelo som da casa. Só era possível ouvir sua voz de forma razoável em frente aos PAs ou na parte distante do palco. Na grade, o público viu um vocalista mímico durante quase toda apresentação. Porém, baseado em um repertório impecável, o grupo conseguiu superar qualquer percalço técnico, e fez o público cantar alto canções como "Take Over" e "Just Take My Heart". A banda também apresentou diversas músicas de seu mais novo álbum, ...The Stories We Could Tell, lançado no ano passado. Entre elas, as boas "The Monster in Me" e "Gotta Love The Ride" - canções do puro calibre hard rock.

Para alegria dos fãs, Pat Torpey assumiu a bateria em "Just Take My Heart", fazendo vingar pela primeira vez na noite a formação original do grupo. Já as meninas, foram ao deleite com a chiclete "Wild World" - que teve o momento recorde de celulares acima da cabeça (procure no youtube os nefastos registros); e lógico, "To Be With You" - que ainda é referência para os menos entendidos. Entre vários momentos de virtuose exclusiva da dupla Paul e Billy, o show chegou ao ponto alto no final, com as músicas "Addicted To That Rush", "Colorado Bulldog", e a versão bacanérrima para "Living After Midnigh" do Judas Priest - com Gilbert na bateria, Eric no baixo, Billy na guitarra e Pat no vocal. Encerrando a noite, Eric pediu para o público repetir as iniciais do grupo, e encerrou com a de sempre, "Mr.Big". 

O hard rock esteve bem representando na Fundição Progresso.

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