domingo, 8 de dezembro de 2013

DAVE MATTHEWS BAND - Summer Break Festival

Foto: Bruno Eduardo
Dave Matthews no melhor show do Summer Break Festival


Por Bruno Eduardo

O palco do Citibank Hall (RJ) ficou pequeno para a Dave Matthews Band. Esse não foi apenas o melhor show do Summer Break Festival, como também o mais longo (quase três horas de duração) e com o maior número de integrantes – ao todo, oito músicos subiram no palco.  Com mais de duas décadas de estrada, essa é a quarta vez que o grupo se apresenta no Brasil. Embora o show faça parte da turnê de divulgação de Away from the World, o grupo ignorou seu álbum mais recente e concentrou repertório em discos mais populares como Crash (lançado em 1996) - do disco citado, eles executaram cinco canções, incluindo “#41” e “Too Much”.

A Dave Matthews é conhecida por sua incrível capacidade em representar diversas transformações musicais em suas performances ao vivo. Mesmo assim, o show apresentado no Rio soou como uma espécie de transgressão sonora irreparável e digna para qualquer amante da boa música. O início jazzístico da apresentação - em uma reduzida versão de “Seek Up” - serviu como aquecimento para uma série de grandes momentos individuais. 

Diante de tantos músicos excepcionais, brilharam as estrelas do violinista Boyd Tinsley e do baterista Carter Beauford. Mais resignado que seus companheiros, Dave Matthews manteve-se firme com seu violão, arriscando até alguns solos vocais exóticos. O show contou também com a participação especial do flautista brasileiro Carlos Malta nas músicas “Jimi Thing” e “Typical Situation” – lançadas no primeiro disco do grupo Under the Table and Dreaming (1994). Em momento raro, Dave trocou a sutileza do violão pela guitarra elétrica – no rock de “Why I Am”. 

Com a certeza de ter assistido um dos melhores shows do ano, o público deixou a casa ao som de “All Along The Watchtower” - versão particular para um clássico dos anos sessenta, de Bob Dylan. A fama de banda que mais vendeu ingressos de shows no mundo nesta última década não é a toa. Sendo assim, esta quarta passagem pelo Brasil serviu para reafirmar o óbvio, e garantir o status de show imperdível. 



[Matéria publicada originalmente por Bruno Eduardo no Portal Rock Press]

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