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| Foto: Reprodução - Daniel Mazza |
Em parceria com as Cozinhas
Solidárias do MTST, banda lança vídeo dirigido por Daniel Mazza e amplia o
significado da palavra fome
A
fome está longe de ser apenas a ausência de comida. Em “Baião de Dois”, novo
clipe do Asfixia Social, ela aparece
como ponto de partida para falar de desigualdade, abandono, cultura, violência,
resistência e, principalmente, da necessidade de transformação.
Lançado
em parceria com as Cozinhas Solidárias
do MTST, o trabalho dirigido por Daniel
Mazza coloca a banda diante de uma questão concreta da realidade
brasileira: enquanto milhões de pessoas ainda enfrentam dificuldades para colocar comida no prato, a música amplia o significado da palavra fome para outras carências: oportunidades, direitos, cultura e perspectivas.
A
letra começa quase como uma narrativa de retirante:
“Meu patrão eu já me vou, pelo mundo sem
alento / que todo mundo se foi em procura de alimento”
A partir daí, porém, o
conceito de fome vai ganhando outras dimensões. Há fome de comida, de arroz com
feijão e de baião de dois, mas também “fome
de estrutura”, “fome de mistura”,
“de cultura” e até “fome de barriga
cheia”.
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| Foto: Reprodução - Daniel Mazza |
É
justamente essa multiplicidade que dá peso à música.
A
fome também pode ser funcional, condicional, aprisionadora. Pode nascer do
medo, da violência e da desigualdade. Pode atingir uma criança e obrigá-la a
amadurecer antes da hora:
“Menino passa fome
vira homem cedo.”
Mas
o Asfixia Social não termina na constatação da miséria. A música transforma a
fome em impulso. Em determinado momento, ela deixa de ser apenas uma
consequência da desigualdade e passa a representar também o desejo de reação:
“Fome de
libertação”
E
a conclusão é ainda mais direta:
“Fome locomotiva de
falta coletiva”
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| Foto: Reprodução - Daniel Mazza |
É aí que a parceria com as Cozinhas Solidárias do MTST ganha significado especial. O projeto atua diretamente nos territórios periféricos no enfrentamento da fome, transformando solidariedade e organização coletiva em ação concreta.
No
clipe, essa dimensão aparece junto à performance da banda, com instrumentos de
sopro dividindo espaço com guitarra, baixo e bateria e uma estética urbana que
conversa diretamente com a trajetória do Asfixia Social.
“Baião
de Dois” não trata a fome como uma estatística distante. Coloca a fome no
corpo, na rua e na consciência – e transforma essa falta em combustível para a
revolta coletiva.
Como
diz a própria banda:
“Fome locomotiva de
revolta coletiva!”
Assista
ao clipe:
Tags
Asfixia Social



