| Foto: Eli K. Hayasaka / Rock On Board |
Na
última sexta-feira (24/04), a Papangu lançou “Colosso”, segundo single de seu
terceiro álbum — e aqui não tem pressa nem concessão.
Embora
os teclados de Rodolfo Salgueiro conduzam a espinha dorsal da faixa, é na
bateria de Vitor Silva que a narrativa realmente se desenha. Começa contida,
quase disciplinada, e aos poucos cresce, ganha peso e cria tensão.
No
meio do caminho, bateria e triângulo se encaram em um duelo tão improvável
quanto preciso — tradição e densidade dividindo espaço sem soar forçado. A
partir dos quatro minutos, Vitor assume o controle: a batida avança, empurra,
ocupa. Recuo breve para a guitarra respirar, e então o retorno vem em forma de
explosão no minuto final, com todos os instrumentos no limite.
A canção ganhou um belo clipe, que pode ser visto através do link abaixo:
Gravada
em fita, longe da assepsia digital, “Colosso” aposta na construção paciente, na
tensão acumulada e na descarga coletiva — uma escolha estética que reforça o
peso da composição.
E não, não é confortável —
nem deveria ser.
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