| Foto: Panamá / Rock On Board |
Ensolarado até a estratosfera. Os australianos do Royel Otis entram já no "chiclete" a mil por hora, contagiante como um vírus num ambiente fechado; as guitarras rápidas do duo te fazem reagir como por um choque elétrico.
Na imensidão da arena onde fica o Palco Samsung do Lollapalooza Brasil 2026, em Interlagos, o duo fez a festa do "leque pulsante". Sim, no Lolla 2026 ninguém bate palmas: todos batem leques no ritmo da canção, e o barulho é mais alto.
Mais hardcore, skate ou surf rock do que em disco, ao vivo o Royel Otis desliza como uma onda de 300 km por hora — refrescante e envolvente, mais para o indie punk do que para o pop rock.
Teclados com baixo numa batida explosiva; você fica com vontade de pular ou bater cabelo imediatamente. Pop acelerado e potente, vocais suaves, guitarra rápida com efeitos nos pedais.
Algo entre Phoenix ou Foals, com guitarras de Smashing Pumpkins e a aceleração dos primeiros discos do Hoodoo Gurus. No Brasil, o som do Royel Otis é conhecido como surf rock / skate punk / rock australiano. Se tivéssemos rádios populares colocando música nova para as multidões como nos anos 1990, o Royel Otis seria gigante no Brasil. Chiclete até a última semente.
Sem muito mais do que uns "obrigado" aqui e ali, e um "estamos pela primeira vez no seu país", a apresentação é rápida e sem muitas firulas. Já quase para o final, deixam os covers: "Murder on the Dancefloor", numa batida roqueira que os leques acompanham sem parar, e "Linger", dos The Cranberries, bastante parecido com o original. A plateia, que espera Lorde, Katseye e Addison Rae, aprova com prazer e canta junto.
A apresentação do Royel Otis no Lollapalooza 2026 consolidou a dupla australiana como um dos maiores nomes do indie atual, transformando o Palco Samsung Galaxy em uma verdadeira festa sob o sol de São Paulo.
Com uma estética neon e sonoridade que funde o indie rock dos anos 2000 com raízes surf rock quase punk Royel Maddell e Otis Pavlovic dominaram a plateia com uma energia magnética.
| Foto: Panamá / Rock On Board |
O repertório equilibrou perfeitamente faixas do novo álbum Hickey (2025), como a abertura explosiva de "I Hate This Tune", com os hinos já consagrados "Kool Aid" e "Oysters in My Pocket", provando que a banda possui um catálogo autoral sólido para além do sucesso nas redes sociais.
São 8 milhões de ouvintes mensais na plataforma de streaming Spotify. Em Interlagos estavam muitos deles
Se joga, que vai amar!
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