| Crédito Stephan Solon / Divulgação |
O ícone do rock britânico Billy Idol fez o
público vibrar em São Paulo no último sábado (8), entregando uma noite repleta
de hits, nostalgia e muita atitude. O cantor segue com a It’s A Nice Day To…
Tour Again! e ainda se apresenta em Curitiba, na Arena da Baixada, no dia 12
de novembro.
A última vez que Billy havia se apresentado no Brasil foi em 2022, no Rock in Rio e apesar das críticas na ocasião, o reencontro com os fãs brasileiros não poderia ter sido mais empolgante. Aos 69 anos, o artista mostrou fôlego de sobra, carisma inabalável e uma banda afiadíssima. As backing vocals Kitten Kuroi e Jess Kav deram um show à parte, com performances potentes dignas de grandes artistas.
Os telões e projeções levaram o público à uma verdadeira viagem no tempo, revisitando quase cinco décadas de carreira. O show começou pontualmente às 21h, com cerca de 1h40 de duração, e Billy fez questão de reforçar o quanto era “fantástico estar de volta”.
Com toda a pompa, pose e energia que o consagraram, ele apresentou uma voz surpreendentemente bem preservada, além de várias trocas de figurino e uma empolgação contagiante. O show abriu com “Still Dancing”, faixa do novo álbum Dream Into It (lançamento de abril de 2025). Na sequência, “Cradle Of Love” e “Flash For Fantasy” (do clássico álbum Rebel Yell, de 1983) incendiaram o público, que dançava e cantava junto.
O momento de pura emoção veio com “Eyes Without A Face”, que fez a plateia cantar em coro. Entre vinis e encartes estendidos para autógrafos, Billy atendeu com simpatia, um gesto simples que arrancou ainda mais aplausos.
Impossível não destacar Steve Stevens, o guitarrista lendário que acompanha Billy há décadas. Dono de uma sonoridade inconfundível e solos de cair o queixo, Stevens mostrou por que é considerado um dos grandes da guitarra, com colaborações icônicas e a performance vencedora do Grammy em “Top Gun Anthem”.
O setlist equilibrou passado e presente com maestria, trazendo também covers sem soar repetitivo. “Mony Mony” colocou todo mundo pra dançar, enquanto “Rebel Yell” e “Dancing With Myself” (da época do Generation X, em 1981) transformaram o Vibra em uma catarse coletiva.
O clássico “Hot In The City” também marcou presença no setlist, arrancando suspiros dos fãs mais antigos, “Sweet Sixteen” ficou fora do repertório. O encerramento, como não poderia deixar de ser, veio com “White Wedding”, entre caras e bocas, coroando uma noite inesquecível daquelas que reafirmam: Billy Idol é, e sempre será, puro rock’n’roll.
Supla aquece o Vibra São Paulo com carisma, energia e puro rock brasileiro
Sem dúvidas, ontem a noite foi do Papito! O
inconfundível Supla, um dos maiores ícones do rock brazuca, ficou
encarregado de abrir a noite e fez isso com a energia de quem nasceu pra estar
no palco.
Aos 59 anos, Supla dispensa explicações: ele é carisma em
pessoa. Seja pela simpatia contagiante ou pela musicalidade única, o cantor
simplesmente não para um segundo. Canta, toca guitarra, bateria, brinca
com a plateia, declara seu amor pelos The Beatles e mantém até os olhos mais
desatentos completamente hipnotizados, isso é um fato!
Autêntico e dono de uma legião de fãs fiéis (e nada
tímidos), Supla fez todo mundo cantar junto em um show que misturou
irreverência e emoção. No setlist, não faltaram clássicos como “O Charada
Brasileiro”, “Garota de Berlim”, “Green Hair (Japa Girl)”, "Cenas de Ciúme", além
de “As It Was” do cantor Harry Styles, Let's Dance, clássico do camaleão David Bowie e uma versão empolgante de “She Loves You”, dos
Beatle, entre outros sucessos, tudo isso com a sua excelente banda Os punks de boutique.
O artista também apresentou faixas do seu 20º álbum de
estúdio, Nada Foi Em Vão, incluindo as
novas “Livre” e “If You Believe In Nosferatu”, que mostraram que
o Papito continua criativo, provocador e fiel às suas raízes punks e roqueiras.
Supla fez o público rir, dançar e cantar, um verdadeiro
aquecimento para a noite que ainda traria Billy Idol. Com atitude, humor e
muito estilo, ele provou mais uma vez: o Papito é eterno, champs!
