Motim estreia com single impactante, desafiando rótulos e afirmando sua identidade sonora

Foto: Luana Barros (@luanabarrosfotografia)

A banda catarinense Motim, de Blumenau, anuncia o lançamento de seu single de estreia, “Hopeless“, marcando oficialmente sua entrada na cena autoral do metal nacional, após iniciar sua trajetória como um tributo ao Sepultura.

Formada por Gilmar (bateria), Rafael (baixo), Diogo (guitarra) e Juvi (vocal, Mathagal), a Motim combina peso, groove, agressividade e inovação, incorporando elementos modernos, como sintetizadores, sem receio de explorar novas sonoridades. Suas principais influências incluem GojiraSepulturaDeftonesLamb of GodIn FlamesSlipknotArchitects e Black Pantera, resultando em uma identidade sonora abrangente marcada por riffs intensos e batidas contundentes.


“Hopeless”
, produzido, mixado e masterizado por Guilherme Neves, aborda questões contemporâneas, refletindo sobre a perda da autonomia do pensamento e a crescente dependência da sociedade de lideranças e influências externas. O tema reforça a proposta da banda de trazer não apenas peso musical, mas também um conteúdo lírico relevante e crítico.

“Despejamos riffs esmagadores, batidas que não dão trégua e letras que refletem a intensidade do mundo contemporâneo. Viemos para incomodar, sem medo de dar a cara a tapa, fazendo um metal moderno e pesado, como uma pedrada certeira na orelha”, finaliza Juvi.

O lançamento de “Hopeless” marca o início de um novo capítulo para a Motim, que segue com a preparação do EP “A Way Out”, composto por quatro faixas inéditas e um interlúdio, previsto para o final de março. Preparem-se, pois o Motim já começou!


Ricardo Cachorrão

Ricardo “Cachorrão” é o velho chato gente boa que não pede licença pra gostar de música. Viciado em rock and roll, formou opinião longe de rádio, longe de MTV e perto demais de pilhas de discos e revistas. Tem alergia a banda cover, respeito profundo por discos obscuros do Frank Zappa e ainda sai sorrindo de um show do Iron Maiden — mas é no calor, no barulho e no caos dos buracos punk da periferia que se sente vivo de verdade. Já escreveu para Rock Brigade, Kiss FM, Portal Rock Press e a Revista Eletrônica do Conservatório Souza Lima. Está no Rock On Board desde o começo — e não pretende sair tão cedo.

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