Go Ahead and Die mantém brutalidade no segundo álbum

Go Ahead And Die

Unhealthy Mechanisms
⭐⭐⭐✰4/5
Por  Ricardo Cachorrão 
 
Um projeto familiar, é como podemos chamar o Go Ahead and Die, banda criada por Igor Amadeus Cavalera e seu pai, Max Cavalera. E chegam ao segundo álbum “Unhealthy Mechanisms”, urrando ódio e brutalidade insana contra as mazelas da sociedade moderna. A novidade do grupo em relação ao disco de estreia, “Go Ahead and Die”, de 2021, é a troca de baterista, aqui entra Johnny Valles no lugar de Zach Coleman, que tomou conta das baquetas no primeiro disco.

O disco, produzido por Igor Amadeus, que também divide os vocais, toca baixo e guitarra, é um arregaço total do início ao fim, sem amaciar, como já era perceptível nos dois singles liberados antes do lançamento do álbum: “Tumors” e “Desert Carnage”, que não deixam pedra sobre pedra.

Junto com o lançamento oficial do álbum, que além do formato digital em todas as plataformas estará disponível em CD, LP e K7, a banda liberou o clipe de outro single: “Drug-O-Cop”, onde Max e Igor fazem uma paródia do filme Robocop e atuam como dois policiais corruptos, e que você pode conferir abaixo:


Sobre o lançamento, os artistas se manifestaram no material de divulgação:

Max Cavalera comenta, "Eu e o Igor estamos planejando em levar o G.A.A.D. para a estrada e para os fãs! Abordamos temas como saúde mental que normalmente são assuntos considerados taboo e acrescentamos a corrupção da civilização. Considero este álbum o disco mais anarquista do qual já participei em toda a minha carreira!"

E seu filho Igor Amadeus Cavalera declara, ""Drug-O-Cop" é uma faixa punk em sua alma. Inspirado fortemente no som da cena d-beat que era feito no final dos anos 70 e 80. Uma das minhas faixas favoritas deste novo álbum  e um grande dedo do meio para o abuso de poder feito pela polícia no Mundo todo!"

Não há tempo para respirar, o disco é bom como tudo o que tem a assinatura de Max Cavalera, desde o Sepultura, passando por Nailbomb, Soulfly, Cavalera Conspiracy e Killer By Killed, dentre outras participações menores e, é a prova definitiva de que ele é bom o suficiente para criar barulho de muita qualidade e deveria deixar as picuinhas de lado, apesar de ter total direito de sair tocando o seu repertório do Sepultura mundo afora, mas, é desnecessário bradar a quem vai aos seus shows tributo de que “esse é o verdadeiro Sepultura”, pois existe outra banda carregando esse nome, com muita competência e a mais tempo do que ele esteve por lá. Supera, Max! E mantenha-se criando, você é fera nisso!


Ricardo Cachorrão

Ricardo “Cachorrão” é o velho chato gente boa que não pede licença pra gostar de música. Viciado em rock and roll, formou opinião longe de rádio, longe de MTV e perto demais de pilhas de discos e revistas. Tem alergia a banda cover, respeito profundo por discos obscuros do Frank Zappa e ainda sai sorrindo de um show do Iron Maiden — mas é no calor, no barulho e no caos dos buracos punk da periferia que se sente vivo de verdade. Já escreveu para Rock Brigade, Kiss FM, Portal Rock Press e a Revista Eletrônica do Conservatório Souza Lima. Está no Rock On Board desde o começo — e não pretende sair tão cedo.

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