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Slash rouba a cena e Guns N' Roses faz seu melhor show no Rio desde 1991

Foto: Katarina Benzova 
Axl Rose regeu os fãs através de hits consagrados
Por Bruno Eduardo

Não teve chuva e nem atraso (18 minutos não conta né?). Trazendo de volta a linha de frente original com Axl Rose, Slash e Duff, o Guns N' Roses fez jus ao status conquistado nos anos noventa com o seu melhor show no Rio desde 1991, quando estrearam por aqui no auge da carreira. De lá para cá, foram mais cinco apresentações, sendo que em apenas uma (1992) tivemos algo próximo ao Guns original.

Pela primeira vez em 24 anos, os fãs cariocas puderam ver juntos no mesmo palco, quatro dos seis integrantes que fizeram parte daquele time consagrado (incluindo o tecladista Dizzy Reed) que rodou o mundo na maior turnê de rock que esse planeta já viu (Use Your Illusion Tour). Quem foi ao estádio do Engenhão na noite de terça-feira (15) assistiu uma representação digna daquela que foi considerada um dia a 'banda mais perigosa do planeta'. E viu ainda Slash roubar a cena numa noite memorável. O guitarrista é, de longe, quem mais remete ao passado glorioso do Guns. Esbanjando forma, ele entorpeceu o público com solos estonteantes durante toda a apresentação, inclusive em canções improváveis, como foi o caso de "Chinese Democracy" - tocada por ele pela primeira vez apenas nesta turnê, mas que foi transformada num momento de virtuosidade impressionante. 

Foto: Katarina Benzova 
Casa cheia no Rio para assistir ao show de reunião do Guns N' Roses
A banda subiu ao palco embalada pelo petardo Appetite For Destruction, e mandou logo duas do álbum: "It's So Easy" e "Mr. Brownstone". Como não poderia ser diferente, o repertório ainda é baseado quase que exclusivamente no disco de estreia (são oito canções do álbum neste show). Primeira a levantar o público, "Welcome To The Jungle" comprovou que Axl Rose está realmente em boa forma. Os vocais rasgados chegam a surpreender no refrão. O mesmo acontece em "Double Talkin Jive", e depois, na cover de Macca & Wings, "Live And Let Die", onde ele mostra boa sustentação nas notas agudas. As corridinhas de um lado para o outro do palco também estão no roteiro desse Axl mais "esbelto". Além da forma física, podemos dizer que é um vocalista mais disposto e determinado em recuperar o tempo perdido. No entanto, o cansaço e a idade também ficaram evidentes e a voz foi perdendo força do meio para o final do show. Tanto que dois dos maiores sucessos da carreira, "You Could Be Mine" e "Sweet Child O' Mine", foram cantadas com mais dificuldade, mas não chegando a comprometer a performance. Mesmo assim, Axl parece estar mais ciente de suas condições e sempre que foi preciso, recorreu aos falsetes vocais e deu suas saidinhas de palco - que pouco foram notadas pelo público, já que a banda segurava a onda com maestria em muitos alongamentos e improvisações instrumentais.

Foto: Katarina Benzova 
Slash brilha em noite marcada por hits e solos de guitarras de arrepiar
O show do Guns traz os requisitos básicos consagrados por um grande espetáculo. É repleto de efeitos visuais, com labaredas de fogo, fogos de artifícios, sons de tiros e explosões. Além disso, é uma apresentação com repertório digno de uma mega banda. Os sucessos estão lá representando a melhor fase do grupo, como em "Civil War" (com direito a uma citação a "Voodoo Child", de Jimi Hendrix) e uma das preferidas dos fãs, "Estranged". A noite tem até música do disco lado B de covers da banda, The Spaghetti Incident? ("Attitude"), que é cantada por desenvoltura pelo baixista Duff McKagan. Pegando como base os últimos repertórios da turnê, tivemos duas belas surpresas no Rio: "Yesterdays", hit da fase Use Your Illusion, e "Out Ta Get Me", hard fervoroso de Appetite.

Curiosamente, o Guns deixou as músicas mais tranquilas para a segunda parte da apresentação - talvez numa forma do grupo poder recuperar fôlego, já que o início foi marcado por um ritmo altíssimo. Após Slash brilhar no tema do Poderoso Chefão ("Speak Softly Love"), vieram - a já citada - "Sweet Child O' Mine" e os covers de "Wish You Were Here" (Pink Floyd) e de Dylan para "Knockin' on Heaven's Door". A grande ausência da noite foi "Patience", grande sucesso do Guns N' Roses e que teve vídeo clipe exaustivamente veiculado na MTV em 1990. Mas em compensação, tivemos uma apoteótica versão de “November Rain”, com direito a piano de cauda com Axl dando o tom e muitos balões vermelhos espalhados por todas as partes do estádio, proporcionando um belíssimo visual panorâmico.

Foto: Katarina Benzova  
Fortus, Duff e o baterista Frank Ferrer observam o salto de Slash
A volta para o bis foi ao som de "Babe I'm Gonna Leave You" do Led Zeppelin, que introduziu a balada "Don't Cry". Depois mais um cover (o sexto da noite), agora com The Who ("The Seeker"), e o final apoteótico na sempre derradeira "Paradise City", com a já manjada chuva de papeis picados.

Ainda que não tenha sido a formação clássica completa, com Steven Adler (ou Matt Sorum) e Izzy Stradlin, muitos fãs saíram do estádio com a certeza de que, pela primeira vez, enfim, puderam assistir a um show do Guns N' Roses de verdade. Pois independente de qualquer coisa, desta vez podemos dizer que a história do grupo foi representada de uma forma realmente digna, como os fãs mereciam - e esperavam ver - um dia.

Cobertura #gunsnroses2016

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