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No Rio, Scalene faz show nos braços da galera

Foto: Adriana Vieira
Público invade o palco no fim do show
Por Bruno Eduardo

Subiu um, dois, e de repente o palco estava completamente lotado. Assim terminou a catártica apresentação do Scalene no Rio de Janeiro, que reuniu centenas de fãs na Fundição Progresso. O grupo se apresentou em uma espécie de palco 360º, e manteve um repertório semelhante ao que eles mostraram na sua última visita ao Rio [saiba como foi AQUI]. "Sublimação", "Nós Maior Que Eles" e o novo hit, "Histeria", formaram a trinca inicial matadora, que seguiu forte no hardcore quebrado de "Sonhador", e passou por músicas de excelência como "Tiro Cego" e "Gravidade". 

Foto: Adriana Vieira
Gustavo Bertoni é acompanhado de perto pelos fãs 
Cercados de fãs por todos os lados, os integrantes da banda pareciam estar em uma espécie de ensaio aberto, e se comportavam de forma particular (no intimismo dos irmãos Bertoni e na agitação incontrolável do baixista Lucas Furtado). Esse formato de palco também ajudou a evidenciar a devoção dos fãs, que cantaram forte durante toda a apresentação, abafando por muitas vezes o som dos PA's - que aconteceu em "Surreal" e, na tranquila, "Amanheceu". 

Entre as novidades da noite, uma versão muito bem sacada de "Out Of The Black" do sensacional Royal Blood, e uma homenagem aos irmãos Gustavo e Tomás Bertoni - que fizeram aniversário recentemente. No final, os grandes momentos ficaram para as excelentes "O Peso da Pena" - carregado por vocais fantasmagóricos de um Queens Of The Stone Age - e "Dance Macabre", do disco Real / Surreal. 

Foto: Adriana Vieira
Empolgados: fãs cantam do início ao fim
A noite histórica chegou ao fim com "Legado", marcada pela invasão do público, que transformou o palco em uma disputada pista de dança - onde era impossível identificar qualquer um dos integrantes. Mesmo com o desespero da equipe de apoio da casa, preocupados com a segurança da banda e dos equipamentos, o grupo reagiu com gentileza e acabou entrando na bagunça. 

Seguindo a previsão da nossa redação, o Scalene continua crescendo de forma gradativa e construindo um legado honesto - que se não garante o presente, pelo menos mantém a esperança no futuro. Afinal, enquanto existirem novas bandas despertando paixão juvenil, o rock continuará se renovando - e isso, no final das contas, é o que realmente importa! 

Foto: Adriana Vieira
Scalene em palco 360º na Fundição Progresso 
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