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Com guitarras caprichadas, 'Wasting Light' resume o que há de melhor no Foo Fighters

Foo Fighters lança álbum com produção de Butch Vig
 

Foo Fighters

Wasting Light
⭐⭐⭐⭐⭐ 5/5

Por  Bruno Eduardo 


Alcançar o pico do mundo já é uma tarefa árdua. Mas sobreviver por muito tempo neste mesmo patamar, não é para muitos. E o Foo Fighters, sustentados por uma carreira mais do que regular, fincaram a bandeira do rock lá no topo e mesmo com alguns supostos escorregões, nunca tombaram. Isso, lógico, evidencia a qualidade musical desse grupo que completa 16 anos de vida. Colecionando 7 discos lançados em estúdio e 3 DVD´s oficiais ao vivo.


Logo na estreia (Foo Fighters, 1995), muita gente jurava que o Foo Fighters seria uma cópia da ex-banda de Dave Grohl. Mas após o excelente The Colour And the Shape - lançado dois anos depois - qualquer julgamento precipitado estaria exterminado, desintegrado, no pó.


Ser baterista de uma banda como o Nirvana, era sim, uma faca de dois gumes. E por isso mesmo, Dave não se fez de rogado. Para quem não sabe, ele compôs e gravou praticamente todos os instrumentos nos dois primeiros trabalhos do grupo. Toda essa inspiração deixava claro que o Nirvana tinha sido muito bom para o baterista, em termos de oportunidade, de abertura de portas. Mas o fim da banda foi ainda melhor. O cara liberou toda a sua capacidade criativa.


Não muito depois, o FF já era uma das bandas mais populares do mundo. Com vendas nos picos e multidões à sua espera. Somado à escassez das megabandas de hoje em dia, o grupo sobrevive cada vez mais ao tempo. A maior prova disso é a ansiedade do público, por este novo trabalho. Não é por menos, eles não lançam nada há 4 anos.


O novo disco Wasting Light, é uma das maiores constatações da vitalidade rock and roll desses caras. Talvez seja o trabalho mais pesado do grupo, desde One By One. Eles parecem ter dado uma atenção especial as timbragens das guitarras. E capricharam nos riffs. Mesmo não tão dinâmico quanto The Colour And The Shape e nem tão descolado quanto Theres Nothing Left To Lose, Wasting Light é um resumo do que há de melhor na vasta discografia da banda.


Da virada meteórica de Taylor na abertura do disco em "Bridge Burning", até a berraria total no final de "Walk", o que encontramos aqui é rock, rock e mais rock. Wasting Light é tão coeso, que fica difícil encontrar destaques isolados para poder recomendar aos curiosos. O melhor mesmo a se fazer, é escutar o disco na íntegra.


"Rope" foi escolhida como primeira música de trabalho do novo álbum, mas encontramos também um divertidíssimo vídeo de “White Limo”, na internet. Esse vídeo tem a participação mais do que especial de Lemmy, do Motörhead, e vale à pena ser conferido. Sem falar, lógico, da música, que é uma “porrada” no ouvido.


Diferente dos trabalhos anteriores, Wasting Light não traz aquelas músicas mais lentas (“These Days” quase engana) que acabaram virando uma especialidade do grupo. Aqui, como eu disse anteriormente, é foco nas guitarras, nos riffs, e rock and roll forever, baby! Fica a dica em “A Matter Of Time” - com seu início arrasador - ou "Back & Forth", que quase virou o título do disco.


Após a audição completa do novo disco da banda, deixamos um aviso: “Nunca duvide do Foo Fighters!” O som deles é sempre deles! Algo que fica comprovado na regularidade de de seus trabalhos de estúdio. Então podemos dizer que Wasting Light é mais do mesmo? Felizmente, é mais do rock! Viva a mesmice do que é bom!


Texto publicado na Rock Press em 02 de abril de 2011

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