segunda-feira, 23 de julho de 2018

Faith No More: biografia sai em setembro e autor conta detalhes do livro

Faith No More terá finalmente uma biografia dedicada aos fãs
Por Bruno Eduardo

Em setembro chega às lojas a tão esperada biografia do Faith No More. O livro já está em pré-venda AQUI e pode ser adquirido no formato original [em inglês]. Small Victories - The True Story Of Faith No More é o primeiro livro que conta toda a história da banda e que reúne depoimentos dos principais envolvidos nesses mais de trinta e cinco anos de carreira. Para saber mais detalhes sobre o que os fãs podem esperar dessa primeira biografia integral do Faith No More, batemos um papo com o autor do livro, Adrian Harte, que nos garantiu que essa é realmente a história essencial da banda. Ele conta que teve apoio dos integrantes do grupo, principalmente do baixista Billy Gould e do baterista Mike Bordin, duas peças originais do FNM. "Eles ajudaram bastante e Billy Gould ainda fez o endosso na contra-capa do livro". Abaixo, você confere a entrevista na íntegra.

Como você definiria esta biografia, agora que o livro foi finalizado?

Com todo o respeito aos livros anteriores do Faith No More, que vieram em épocas diferentes e em contextos diferentes, os fãs podem esperar que 'Small Victories' seja o livro que a banda merece. É a história essencial do Faith No More. Uma das minhas motivações para fazer o livro foi o sentimento de que Faith No More foi largamente ignorado no rock, na música popular e até nos panteões do metal. O livro dá ao Faith No More o tratamento crítico profundo e sério que eles merecem. 

De forma resumida, o que os fãs podem esperar de Small Victories?

Os fãs podem esperar as histórias de como a banda se formou, como eles tiveram sucesso e como eles não "tiveram sucesso" ainda mais. O que Chuck e Jim e outros trouxeram para a banda, e como e por que eles foram embora. Como a música foi concebida e feita. Quem quase se juntou à banda. Por que a banda se separou e por que eles voltaram. E muito mais!

Você sempre foi fã da banda ? Qual é a sua história com o FNM?

Suponho que sou um retardatário relativo. Pois só tomei conhecimento do Faith No More quando estava na adolescência e The Real Thing tinha acabado de ser lançado. Eu tinha uma cópia em fita cassete e assistia muito o Live at Brixton Academy na casa de meus amigos. Eles e o Guns N 'Roses foram minhas duas bandas favoritas na adolescência. Logo depois de completar 18 anos, eu os vi no Slane Castle, onde o FNM revelou um novo visual e novas músicas inéditas de Angel Dust, que até hoje é meu álbum favorito. Quando a banda anunciou que estava retornando em 2009, montei um blog para relatar isso. Logo eu conheci a banda, pois eles abraçaram os sites independentes e as mídias sociais para falar diretamente com os fãs neste momento.
 
O autor Adrian Harte e Billy Gould, baixista do Faith No More
Para escrever a biografia, você recebeu depoimentos de quais membros da banda?

Eu estava muito ansioso para ter certeza de que a banda estava envolvida com o livro. Embora eu tinha certeza de que todos poderiam viver felizes sem que houvesse um livro do Faith No More, a banda - especialmente Billy Gould e Mike Bordin - ajudou imensamente em todo processo. Falei com cerca de 15 membros do passado e presente e todos ajudaram de alguma forma. Falei com alguns dos caras por mais de 20 horas de entrevistas, e Bill e Mike também forneceram fotos nunca antes publicadas. E a banda leu rascunhos e a versão final do livro. Bill até forneceu um endosso para a contracapa.

Há alguma história contada pela banda no livro que seja a sua favorita?

Eu amo tudo que eles forneceram, mas ouvir a história real de como Angel Dust foi gravado foi especial para mim, e juntar a história da separação em 1998 foi difícil, mas fascinante.

Já que você falou da separação, como foi tocar em assuntos mais delicados, como esse fato ocorrido em 1998? E de que jeito isso será contado no livro?

Foi difícil. Mas os integrantes da banda foram excepcionalmente sinceros e honestos em suas reflexões sobre o tempo. A separação não pode ser entendida isoladamente, mas sim no contexto do livro e da própria história da banda.


Você acredita que a morte de Chuck torna a biografia ainda mais importante para os fãs?

O ressurgimento artístico de Chuck nos últimos anos, a banda tocando com ele e o relançamento de We Care A Lot serviram para justamente recuperar o papel central de Chuck na história do Faith No More. Eu tive a sorte de falar com ele alguns meses antes dele morrer, embora tenhamos ficado sem tempo para uma segunda entrevista. E eu estou feliz que seu depoimento e humor aparecem no livro. Eu acho que a maioria dos fãs sabe que Chuck foi uma parte fundamental da banda. Espero que o livro sirva para deixar isso mais claro para os outros fãs de música.

Qual a avaliação que a biografia faz da importância do Faith No More para a história do rock mundial?

A redação do livro reforçou que o Faith No More era e é uma parte importante da cultura musical. Eles cresceram no rock dos anos 70 e depois no punk, começaram como anti-hippies, e depois como anti-punks em um coração hardcore. Eles absorveram a música eletrônica e o hip-hop, foram rotulados erroneamente de metal e até mesmo de grunge quando os anos 80 deram lugar aos anos 90. Eles deixaram sua marca nos anos 80, 90 e 2000, quando o rock era dominado por bandas que os entendiam mal. Eles usaram e abusaram do status de grandes gravadoras e da MTV e foram usados e maltratados igualmente por uma indústria que jamais poderia entendê-los. Eles fizeram do seu jeito em seus próprios termos muito antes de a música digital tornar isso popular.

E qual a impressão que você teve dos integrantes do grupo, após estudar e ouvir os depoimentos deles?

O processo do livro também reforçou minha impressão de que os próprios membros da banda são motivados, focados, envolvidos, inteligentes, generosos e incomumente apreciadores de seus fãs e de sua própria posição. Eles não se importam tanto com eles mesmos ou mesmo com tais intangíveis como legado, mas eles amam a banda. Eles "se importam muito".

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