segunda-feira, 30 de maio de 2016

O melhor e o pior do Rock in Rio Lisboa 2016

Foto: Divulgação
Rock in Rio Lisboa: festival reuniu mais de 300 mil pessoas
Mais de 330 mil pessoas foram ao Parque Bela Vista para assistir a sétima edição do Rock in Rio Lisboa. Os grandes destaques ficaram por conta das apresentações de Bruce Springsteen e Queen + Adam Lambert. O “Boss” baseou o concerto no álbum The River, que completou 35 anos em 2015. Mesmo assim, outros sucessos não faltaram no repertório. Novidade também para a execução de “The Promised Land”, que entrou no setlist para satisfazer alguém que erguia um cartaz pedindo essa música. Como era de se esperar, Bruce Springsteen & The E Street Band arrebataram o público numa apresentação de duas horas ininterruptas. Já  o Queen manteve o mesmo número que foi apresentado ano passado no Brasil. Com uma performance destacada de Adam Lambert, eles mostraram ao público um repertório imortal, consagrado na voz de Freddie Mercury.

Outro show que também ganhou destaque na Cidade do Rock, foi do Hollywood Vampires, que desta vez contou com o Matt De Leo do grupo Stone Temple Pilots como músico de apoio. Hinos definitivos como “Ace Of Spades” (Motörhead), “Whole Lotta Love” (Led Zeppelin) e “Another Bick In The Wall” (Pink Floyd) fizeram parte da festa roqueira, comandada por Alice Cooper, Joe Perry (Aerosmith) e Johnny Depp. A banda foi atração principal da terceira noite, considerada a mais pesada do evento.

Responsáveis pelo maior público do festival, o Maroon 5 conseguiu a incrível façanha de segurar 85 mil pessoas na Cidade do Rock mesmo debaixo de um forte temporal. No entanto, o show foi o mais curto entre os headliners, com aproximadamente uma hora e meia de espetáculo.

Em termo de revelação, podemos destacar os shows dos grupos Rival Sons e Blacklips. O primeiro, que está com um novo trabalho no forno, aqueceu o público com seu rock setentista. A banda virá ao Brasil este ano abrindo para o Black Sabbath. Já o Blacklips é um expoente do garage rock, e foi considerado a maior surpresa do line up. Eles foram atração principal do palco Vodafone e não decepcionaram. Nesse mesmo palco, a banda canadense de noise, Metz, também fez um show bastante comentado pelo público. No último dia, outra surpresa agradável foram as meninas do Hinds. Direto da Espanha, a banda vem chamando atenção do mundo com um pop-indie-rock de muita qualidade.

Cancelamentos, falhas técnicas e pedidos de reembolso

A sétima edição do Rock in Rio Lisboa também foi marcada por alguns pontos negativos.

Na sexta-feira, o caso mais grave foi com o Korn, um dos nomes mais esperados da noite. O quinteto abandonou o palco após vinte minutos de apresentação por conta de problemas técnicos no som. O grupo de Jonathan Davis executou duas vezes a faixa “Blind”, para tentar acertar os problemas, mas desistiram de continuar o show após o cover de Metallica, “One”. A produção se pronunciou dizendo que o problema estava na parte técnica da banda, que acabou sendo confirmado pela mesma, horas depois. Mesmo assim, centenas de pessoas protestaram na página do Rock in Rio. No sábado, a chuva ocasionou alguns transtornos, principalmente na área eletrônica do festival. Por causa do mau tempo, a DJ Olga Ryazanova perdeu o voo e teve de ser substituída pela também DJ, Paula Chalup.

Para completar o pacote, Ariana Grande alegou problemas na garganta e cancelou sua apresentação no último dia do festival. O revés fez com que a organização escalasse a cantora Ivete Sangalo no lugar. Essa mudança de última hora no line up reduziu o número de presentes de forma considerável na Cidade do Rock.

Mesmo com vários contra-tempos, a produção do Rock in Rio fez um balanço positivo do festival, e já começa a pensar na edição de 2018, que acontecerá no mesmo local. A vice-presidente do RIR, Roberta Medina, declarou que o aspecto mais negativo desta edição foi, sem dúvida, os problemas técnicos que atrapalharam o show do Korn, e disse: “Lamento pelos fãs do Korn, que ficaram muito frustrados, assim como nós ficamos também. Até porque a banda não vinha para Portugal há oito anos.”

Contagem regressiva

O próximo Rock in Rio está marcado para acontecer ano que vem no Brasil, e um evento na Amazônia, ainda este ano, vai iniciar a contagem regressiva para o festival de 2017.

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