domingo, 27 de março de 2016

Iron Maiden reúne 42 mil 'irmãos de sangue' em seu último show no Brasil

Foto: Gabriel Quintão
Bruce Dickinson soltou a voz no último show do Iron Maiden no Brasil
Por Karla Beltrani

É... Acabou! O Iron Maiden encerrou neste sábado, em São Paulo, a “The Book Of Souls World Tour” pelo Brasil. Ao todo foram cinco apresentações no país, começando no Rio de Janeiro (saiba como foi AQUI), e passando também por Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza. 

Na véspera de páscoa, o Allianz Parque recebeu nada mais, nada menos do que 42 mil pessoas, todas sedentas para assistir ao que muitos consideram ser o maior número de entretenimento do heavy metal mundial - que como todos já devem saber, trata-se de um show do Iron Maiden. O clássico "Doctor Doctor" da banda UFO anunciava que o show da Donzela de Ferro estava para começar, quando por volta das 21h30, a banda subiu no palco para dar início a uma noite inesquecível. Em um clima místico e misterioso, o show contou com um Bruce Dickinson muito mais teatral do que costumamos ver, mas com a simpatia e o carisma de sempre. Performático, o cantor correu e pulou de um lado para o outro durante toda a apresentação, acompanhado sempre do seu grito de guerra tradicional: "Scream for me, São Paulo!". Mas o melhor de tudo foi poder ver de perto a sua incrível recuperação de um câncer na língua, com o bônus de ouvir uma voz ainda mais potente do que pudemos conferir em algumas passagens anteriores. “Este é o último show no Brasil, então guardamos o melhor para o final”, prometeu Dickinson.

O setlist da banda seguiu sem alterações. O show começou com “If Eternity Should Fail”, faixa do novo disco The Book Of Souls, seguida do novo single da banda, “Speed Of Light” - com o clipe da música sendo exibido nos telões. Entre as diversas trocas de cenários e figurinos de Bruce Dickinson, a banda mesclava clássicos ("Children Of The Damned") e músicas do novo álbum, como "Tears Of A Clown" e “The Red And The Black” - que levou os fãs à loucura com seus 15 minutos de maestria e vigor. Não daria para deixar de ressaltar também a energia do guitarrista Janick Gers e a sincronia - de sempre - do trio de guitarristas, que fazem a alegria dos seguidores da banda há mais de quinze anos. Apoiados pela técnica precisa de Nicko McBrain e do imortal Steve Harris, o Iron Maiden consegue sustentar como poucas bandas no mundo, um show empolgante do início ao fim, onde você percebe que a cada nova turnê, eles ressurgem melhores e mais vivos do que nunca!
Foto: Gabriel Quintão
Trio de respeito: Dave Murray, Steve Harris e Adrian Smith
Para variar, o clássico "The Trooper" colocou o público para entoar junto com Bruce Dickinson um refrão a plenos pulmões. Mudando mais uma vez de figurino, Bruce colocou uma máscara para interpretar a épica “Powerslave”. A apresentação que seguiu com “Death or Glory”, teve a presença do boneco e mascote da banda, Eddie, no meio de “The Book Of Souls”, onde o vocalista chegou a arrancar o coração pulsante do monstrengo para depois jogar para a galera. Depois de mais um número teatral, o show segue para a parte final com outro clássico pesado: “Hallowed Be Thy Name”. Mas o ápice visual ficou mesmo para um Allianz Parque todo iluminado por celulares no sucesso popular de “Fear of the Dark”, que contou com um coro de mais de 40 mil vozes cantando junto com a banda.

Antes do bis, eles cantam "Iron Maiden" e saem do palco por alguns minutos. Na volta, o hino “The Number Of The Beast” trouxe um cenário com imagens que lembraram a época daquela banda satânica que assustou o mundo. Em contra-partida, um momento de calmaria tomou conta do público com a melódica “Blood Brothers” - com um público quase ensaiado entre palmas e brilhos de celulares!

Do disco Somewhere In Time, veio a derradeira "Wasted Years", que teve seu refrão cantado com força pela enorme legião de fiéis, que parecia não querer sair do transe. Afinal, eles estavam diante de algo que é muito mais do que um concerto de rock. Muito mais até do que um grande e épico show de entretenimento. Na verdade, eles estavam em um fatídico encontro de “irmãos de sangue”, unidos pela melhor banda de heavy metal do mundo. Up The Irons!
Foto: Gabriel Quintão
Fãs da banda, batizados por Bruce Dickinson como: "Irmãos de Sangue"

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