domingo, 11 de outubro de 2015

No Rio, Scalene faz show nos braços da galera

Foto: Adriana Vieira
Público invade o palco no fim do show
Por Bruno Eduardo

Subiu um, dois, e de repente o palco estava completamente lotado. Assim terminou a catártica apresentação do Scalene no Rio de Janeiro, que reuniu centenas de fãs na Fundição Progresso. O grupo se apresentou em uma espécie de palco 360º, e manteve um repertório semelhante ao que eles mostraram na sua última visita ao Rio [saiba como foi AQUI]. "Sublimação", "Nós Maior Que Eles" e o novo hit, "Histeria", formaram a trinca inicial matadora, que seguiu forte no hardcore quebrado de "Sonhador", e passou por músicas de excelência como "Tiro Cego" e "Gravidade". 

Foto: Adriana Vieira
Gustavo Bertoni é acompanhado de perto pelos fãs 
Cercados de fãs por todos os lados, os integrantes da banda pareciam estar em uma espécie de ensaio aberto, e se comportavam de forma particular (no intimismo dos irmãos Bertoni e na agitação incontrolável do baixista Lucas Furtado). Esse formato de palco também ajudou a evidenciar a devoção dos fãs, que cantaram forte durante toda a apresentação, abafando por muitas vezes o som dos PA's - que aconteceu em "Surreal" e, na tranquila, "Amanheceu". 

Entre as novidades da noite, uma versão muito bem sacada de "Out Of The Black" do sensacional Royal Blood, e uma homenagem aos irmãos Gustavo e Tomás Bertoni - que fizeram aniversário recentemente. No final, os grandes momentos ficaram para as excelentes "O Peso da Pena" - carregado por vocais fantasmagóricos de um Queens Of The Stone Age - e "Dance Macabre", do disco Real / Surreal. 

Foto: Adriana Vieira
Empolgados: fãs cantam do início ao fim
A noite histórica chegou ao fim com "Legado", marcada pela invasão do público, que transformou o palco em uma disputada pista de dança - onde era impossível identificar qualquer um dos integrantes. Mesmo com o desespero da equipe de apoio da casa, preocupados com a segurança da banda e dos equipamentos, o grupo reagiu com gentileza e acabou entrando na bagunça. 

Seguindo a previsão da nossa redação, o Scalene continua crescendo de forma gradativa e construindo um legado honesto - que se não garante o presente, pelo menos mantém a esperança no futuro. Afinal, enquanto existirem novas bandas despertando paixão juvenil, o rock continuará se renovando - e isso, no final das contas, é o que realmente importa! 

Foto: Adriana Vieira
Scalene em palco 360º na Fundição Progresso 
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2 comentários:

  1. Boa! Acabei de ler uma péssima resenha do mesmo show em outro site.
    Péssima no sentido de falta de qualidade da resenha mesmo rs.
    Que bom que ainda temos bons resenhistas pelo Rio!
    Abraços!

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    Respostas
    1. Olá Lucas. Obrigado pelo elogio e pela leitura! É muito legal ter esse tipo de retorno. :)

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