sábado, 24 de novembro de 2012

Pela primeira vez no Rio, Creed repara atraso de 9 anos com show recheado de hits

Foto: Bruno Eduardo
Scott Stapp mostrou boa desenvoltura em bom show do Creed no Rio

Por Bruno Eduardo 


Não é um show daqueles de se entrar para história, mas é melhor do que qualquer um poderia esperar.

O Creed virou moda em meados de 2001 após lançar seu terceiro disco, Weathered. Na época, o grupo batia ponto em todas as rádios do mundo, e seus clipes eram rodados exaustivamente na MTV. Curiosamente, o grupo demorou quase uma década para vir ao Brasil. Talvez por isso, é um tanto difícil desvendar o significado desse show nos dias de hoje. Tirando a apresentação dessa noite como exemplo, fica claro que a banda não parece interessada em suprir seus próprios arcaísmos, e nem mesmo os fãs parecem querer qualquer tipo de resposta. O resultado é uma espécie de suspensão voluntária do tempo por ambas as partes - uma cápsula de memória sonora repleta de acrobacias de guitarra distorcidas, vocais guturais e um tipo de fé baseada em triunfalismo pós-grunge. No entanto, é sempre bom lembrar: não só de bravatas vive o rock. Os 4.500 cariocas que estiveram presentes no Citibank Hall esta noite, estavam interessados apenas em recuperar o tempo perdido. E, justiça seja feita, o Creed não dificultou as coisas.

Se tecnicamente, a banda não exige muito de si mesma, o peso rolou solto em pancadas como "Bullets" ou "What You Ready?", do início da carreira. A não-relutante citação religiosa do quinteto, veio na belíssima melodia de "One Last Breath", e no sucesso Global de "With Arms Wide Open" - que foi tema principal do seriado "Malhação". 

Mesmo demonstrando uma rouquidão seca em notas mais altas, Scott Stapp até que surpreendeu. O vocalista que carrega a fama de não segurar as pontas em cima do palco, mostrou boa desenvoltura vocal em canções mais puxadas como "Wrong Way" e "What's This Life For". Quando precisou, contou com a ajuda do público no refrão à capela de "My Sacrifice", que inclusive, finalizou o show de forma pontual.

Em tempos de puro revival noventista, o Creed pediu passagem, e abriu precedentes para novas imersões à nostalgia. Ao menos, essa foi a impressão passada por público e banda - com repertório digno de um greatest hits. 

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