Cinco motivos pelos quais o show do Fishbone é imperdível

Foto: Justin Hammer Photography

Punk, ska, funk, soul, história e atitude. A banda norte-americana volta a São Paulo neste sábado (31) para provar que a música não precisa respeitar fronteiras nem pedir licença.

Existem bandas que seguem tendências. Outras ajudam a criá-las. E há aquelas que fazem tudo isso sem abrir mão da personalidade, da irreverência e de um discurso que vai muito além da música. O Fishbone pertence à terceira categoria.

Formado em Los Angeles no final dos anos 1970, o grupo construiu uma trajetória singular ao misturar punk, ska, funk, soul e rock pesado, tornando-se uma referência para músicos e bandas de diferentes gerações.

Neste sábado, 31 de outubro, o Fishbone retorna a São Paulo para uma apresentação única no Brasil, no Fabrique Club. Se você ainda está em dúvida sobre encarar essa experiência, o Rock On Board apresenta cinco bons motivos para não ficar de fora!

1. UMA MISTURA MUSICAL QUE DESAFIA RÓTULOS

Punk, ska, funk, soul, metais e guitarras pesadas. No universo do Fishbone, tudo isso convive sem pedir autorização aos puristas de plantão. A banda desenvolveu uma identidade própria, explosiva e imprevisível, capaz de transitar entre ritmos dançantes e a urgência característica do punk rock.

É música para quem gosta de ser surpreendido e não precisa escolher um único gênero para chamar de favorito.

2. UMA BANDA QUE INFLUENCIOU GERAÇÕES

Antes de muita gente descobrir que era possível misturar funk, punk e rock pesado em grandes proporções, o Fishbone já estava fazendo isso. Contemporâneo do Red Hot Chili Peppers na efervescente cena de Los Angeles dos anos 1980, o grupo ajudou a abrir caminhos para artistas como No Doubt, Sublime e Primus.

Sua influência ultrapassou as fronteiras da cena alternativa, mesmo sem receber o reconhecimento comercial proporcional à sua importância. Ver o Fishbone ao vivo também é conhecer um capítulo fundamental da história do rock que nem sempre aparece nos livros mais populares.

3. ENERGIA DE PALCO, METAIS E IMPREVISIBILIDADE

O Fishbone não é uma banda que se acomoda em uma fórmula. Sua música reúne linhas de baixo pulsantes, guitarras agressivas, vocais intensos e uma seção de metais que acrescenta ainda mais personalidade às composições.

É justamente essa combinação que faz de suas apresentações uma experiência diferente de um show convencional de rock. A expectativa é de uma noite que alterna peso, balanço, velocidade e momentos capazes de colocar o público inteiro em movimento.

Para quem acredita que música ao vivo precisa oferecer algo que não se encontra simplesmente apertando o botão de reprodução, eis um argumento de peso.

4. ATITUDE POLÍTICA E UM DISCURSO QUE CONTINUA NECESSÁRIO

Desde o início, o Fishbone não separa completamente a música das tensões sociais que o cercam. Questões raciais, desigualdade, política e comportamento atravessam sua trajetória, sempre acompanhadas de uma sonoridade que se recusa a ser domesticada.

Essa postura permanece viva em Stockholm Syndrome, álbum lançado em 2025 e primeiro disco completo de inéditas da banda em mais de duas décadas. Entre os destaques está “Racist Piece of Shit”, uma crítica direta ao racismo, além de “Last Call in America”, que aborda as dificuldades sociais e econômicas dos Estados Unidos e conta com a participação de George Clinton.

Em tempos nos quais tanta gente prefere evitar assuntos incômodos, encontrar uma banda que ainda transforma indignação em música é um motivo e tanto para comparecer.

5. A OPORTUNIDADE DE VER DE PERTO UMA HISTÓRIA VIVA

Mais de quatro décadas depois de surgir em Los Angeles, o Fishbone continua na estrada, lançando material novo e levando sua mistura musical a diferentes públicos. A apresentação deste sábado é uma oportunidade de encontrar ao vivo uma banda cuja importância vai muito além da nostalgia.

E a noite ainda começa com a Maga Rude, banda paulistana de ska que abre os trabalhos e ajuda a colocar a diversidade da música independente no centro da programação.

O encontro acontece no Fabrique Club, em São Paulo, e promete reunir diferentes gerações em torno de uma música que nunca se contentou em seguir o caminho mais fácil.


SERVIÇO

Fishbone + Maga Rude

Data: sábado, 31 de outubro de 2026
Local: Fabrique Club
Endereço: Rua Barra Funda, 1071, Barra Funda, São Paulo

Abertura da casa: 17h
Show da Maga Rude: 18h
Show do Fishbone: 19h

Ingressos: https://www.fastix.com.br/events/fishbone-em-sao-paulo

Realização: Maraty
Apoio: Powerline

Foto: Justin Hammer Photography

E aí, vai ficar de fora?

O Fishbone ajudou a provar que punk, ska, funk e rock pesado podem dividir o mesmo palco sem perder a identidade. Agora é a vez de São Paulo conferir essa história de perto.

Nos vemos na Barra Funda!

Ricardo Cachorrão

Ricardo “Cachorrão” é o velho chato gente boa que não pede licença pra gostar de música. Viciado em rock and roll, formou opinião longe de rádio, longe de MTV e perto demais de pilhas de discos e revistas. Tem alergia a banda cover, respeito profundo por discos obscuros do Frank Zappa e ainda sai sorrindo de um show do Iron Maiden — mas é no calor, no barulho e no caos dos buracos punk da periferia que se sente vivo de verdade. Já escreveu para Rock Brigade, Kiss FM, Portal Rock Press e a Revista Eletrônica do Conservatório Souza Lima. Está no Rock On Board desde o começo — e não pretende sair tão cedo.

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