Black Label Society no Bangers: riffs pesados, volume no talo e reverência a Ozzy Osbourne

Foto: Carol Goldenberg / Rock On Board

O sábado do Bangers Open Air teve muitos pontos altos, mas nada se comparou à expectativa para o Black Label Society. Ficou nítido, pelo volume de camisetas da banda que se viam passando pelo festival e pelas inúmeras pessoas apertadas em frente ao palco, que Zakk Wylde e companhia eram a atração mais aguardada de todo o festival. O que se viu a seguir foi uma demonstração de força, barulho e Southern Metal de altíssimo nível.

Presença e Entrosamento

Zakk Wylde é um homem de poucas palavras, mas sua presença de palco preenche cada centímetro do cenário. Ele não precisa falar muito para conduzir a multidão; sua guitarra faz todo o trabalho e gestualmente ele interage perfeitamente com o público, que entende o recado.

Foto: Carol Goldenberg / Rock On Board

O destaque técnico, no entanto, não fica restrito apenas ao líder. O entrosamento com John DeServio (baixo) e Jeff Fabb (bateria) é impressionante. A cozinha da banda funciona como uma unidade pesada e precisa, garantindo a base perfeita para os solos intermináveis e os riffs densos que são a marca registrada do grupo.

O Som Mais Barulhento do Sábado

Se alguém buscava delicadeza, passou longe deste show. Foi, sem dúvida, uma das apresentações mais "brutas" do dia. O som estava absurdamente alto, evidenciando a influência do Southern Metal com aquela pegada rústica e agressiva. Clássicos como "Suicide Messiah" e "Stillborn" mostraram por que a banda mantém um status de headline: eles dominam o gênero com uma autoridade que poucas bandas conseguem replicar.

Tributo ao "Madman"

Um dos momentos mais emocionantes e barulhentos da noite foi a sequência de homenagens a Ozzy Osbourne. Zakk nunca escondeu sua gratidão e amizade pelo mestre, e o público retribuiu à altura.

Foto: Carol Goldenberg / Rock On Board

A execução de "No More Tears" transformou o festival em um coro uníssono e a inclusão de "Ozzy's Song", música nova escrita especificamente para o "madman" trouxe um ar de renovação ao setlist, mantendo a carga emocional no topo.

Ao ouvir o nome as músicas e ver as imagens de Ozzy, o público chorou e o ovacionou de forma ensurdecedora, criando uma conexão rara entre o palco e a plateia.

Veredito

Foto: Carol Goldenberg / Rock On Board

Foi um show sem defeitos. O Black Label Society não entregou apenas música, entregou uma aula de como portar uma banda de metal em um grande festival. A quantidade de público presente e a energia do início ao fim explicam por que o nome da banda continua sendo um dos maiores pilares do rock pesado atual. Quem estava lá viu o resumo do que é o bom e velho metal: riffs pesados, volume no talo e reverência aos mestres.

Carol Goldenberg

Advogada, jornalista musical e guitarrista, mas acima de tudo, amante da música desde sempre. Roadie, guitar tech e exploradora de shows e festivais pelo mundo, vivendo cada acorde como se fosse único e cada plateia como um novo universo.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem
Banner-Mundo-livre-SA