Rush no Brasil: 20 músicas essenciais para entender a lenda do rock progressivo


O retorno do Rush ao Brasil após 17 anos não é apenas uma notícia — é um evento histórico para o rock progressivo. O trio formado por Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart redefiniu os limites técnicos e conceituais do gênero ao longo de cinco décadas.

Para celebrar esse retorno, selecionamos 20 músicas essenciais que ajudam a entender por que o Rush se tornou uma das bandas mais influentes da história do rock.


 20.  STICK IT OUT


Misturando distorção com groove pesado e melódico, é uma excelente representante de Counterparts — na minha visão, o melhor disco do Rush nos anos 90. Um retorno ao rock mais direto, com foco nas guitarras e no formato clássico do peso.

 19.  TEST FOT ECHO


Faixa-título do último álbum da banda nos anos 90, descrita por Lifeson como “Rush puro”. Tudo aqui é preciso: timbre de guitarra, baixo pulsante e bateria milimétrica. Após esse disco, a banda entraria em hiato por conta das tragédias pessoais de Peart.

 18.  SUPERCONDUCTOR


Subestimada e pouco lembrada nas listas convencionais, “Superconductor” é um dos pontos altos de Presto. A banda já estava consolidada no prog, mas caminhava para um som mais orgânico e direto.

 17.  LAKESIDE PARK


Nesse hard com forte influência zeppeliana, Lifeson cria riffs eficazes, enquanto a voz de Lee traz o brilho que faz a faixa figurar entre as favoritas dos fãs.


 16.  ROLL THE BONES


Criticada por seu flerte com elementos eletrônicos e até um vocal com pegada hip hop, “Roll The Bones” divide opiniões. Mas é justamente essa ousadia que mostra como o trio nunca teve medo de experimentar.

 15.  THE ANARCHIST


Subestimada em muitas listas, mas fortíssima. Presente no último álbum da banda, representa o poder do Rush já maduro, com Peart, aos 60 anos, entregando uma performance impressionante. "The Anarchist" é fortíssima e incrivelmente bem gravada. 

 14.  I. OVERTURE & II. THE TEMPLES OF SYRINX


A grande virada progressiva do Rush está na abertura de 2112 (1976). Após um período comercial instável, essa obra mudou o destino da banda e se tornou referência definitiva do gênero.

 13.  THE ANALOG KID


Em meio ao clima sintetizado de Signals, essa faixa surge como uma descarga de energia mais crua. O baixo de Lee conduz com autoridade um dos grandes momentos da fase oitentista.

 12.  FLY BY NIGHT


Era impossível ficar de fora. Riff marcante e com drive moderado, melodia forte e uma atmosfera que traduz o espírito aventureiro da banda.

 11.  XANADU


Onze minutos de pura construção sonora. Enquanto muitas bandas progressivas dependiam de formações ampliadas, o trio preenchia cada espaço com precisão quase divina.


 10.  LA VILLA STRANGIATO


Uma ode ao progressivo instrumental. É a resposta definitiva para quem chamava o Rush de “prog comercial”. A condução rítmica de Neil Peart é algo sobre-humano - uma espécie de robô programado para tocar bateria. 

 9.  WORKING MAN


Crua e incendiária. Lifeson faz sua Gibson gritar em um dos riffs mais ganchudos da carreira do grupo. O solo é simplesmente explosivo. Uma das músicas mais rústicas da banda.

 8.  LIMELIGHT


Ícone de Moving Pictures, representa o auge comercial da banda sem abrir mão da identidade. Compacta, acessível e ainda assim sofisticada.

 7.  ANTHEM


A melhor canção de abertura de um álbum do Rush está no irretocável Fly By Night, de 1975. Aqui tudo é extremamente calculado. E impressiona, como ainda hoje, mais de meio século depois, essa música soa tão limpa e bem gravada. O solo de guitarra cheio de overdubs de Lifeson é um dos trunfos desse petardo. Ouça no volume máximo e aprecie.

 6.  CYGNUS X-1 BOOK II: HEMISPHERES


Quase vinte minutos de complexidade e ambição. A lenda diz que o trio quase enlouqueceu durante as gravações, tamanho o nível de exigência técnica. É o ápice da fase progressiva.

 5.  THE SPIRIT OF RADIO


Um dos maiores sucessos radiofônicos da banda — ironicamente, uma crítica às rádios comerciais. O baixo de Lee é o grande tempero dessa faixa icônica.

 4.  JACOBS LADDER


Uma viagem cinematográfica de Permanet Waves. Essa é uma aula de rock progressivo que influenciou grandes ícones do rock. Mike Portnoy elegeu esta, como a canção do Rush mais difícil de tocar. Já Kirk Hammett, guitarrista do Metallica, admitiu ter usado um riff dessa música na faixa "The Thing That Should Not Be" de Master Of Puppets. Simplesmente maravilhosa.

 3.  YYZ


A faixa-instrumental mais famosa do Rush, e que está no cultuado Moving Pictures, é uma das maiores obras sonoras do grupo. Aqui o virtuosismo dá as cartas. O solo de guitarra de Lifeson à la Frank Zappa é um show à parte, mas é impossível desprezar o jogo baixo/bateria de Lee e Peart. 

 2.  TOM SAWYER


Hino eterno. Ao ouvir "Tom Sawyer", fica difícil saber o que é mais magnífico: a melodia vocal, o teclado sintetizado, as camadas sonoras ou as viradas de bateria tentaculares. Escrita numa fazenda em Toronto, essa música tornou-se um clássico do rock e virou tema de um seriado famoso no Brasil, chamado Profissão Perigo - o popular McGyver.  

 1.  BY-TOR & THE SNOW DOG


Uma obra-prima e certamente o melhor cartão de apresentação do na época, novo baterista da banda, Neil Peart. Nessa canção de quase nove minutos, Peart adiantava ao mundo que nunca mais iria surgir outro igual a ele. Aliado a sua incrível versatilidade nos tambores, o som de guitarra de Lifesom e a voz incrivelmente cortante de Geddy Lee, criaram uma das melhores canções de rock de todos os tempos.

Bruno Eduardo

Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Também foi Editor-chefe do Portal Rock Press e colunista do blog "Discoteca", da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, Knotfest, Summer Breeze, Mita Festival entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Steve Vai, Legião Urbana e Titãs.

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